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Moraes pede apuração contra Mendonça e Fachin abre prazo de cinco dias
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O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido de apuração contra o colega André Mendonça, apontando o que classificou como fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto, sobre fraudes em descontos de aposentados do INSS, e Compliance Zero, sobre o Banco Master. O despacho foi proferido no Inquérito das Fake News, teve o sigilo retirado e foi comunicado à Procuradoria-Geral da República. Fachin abriu procedimento e deu prazo de cinco dias para manifestações.
Esquerda
O episódio expõe, para a leitura de esquerda, o risco de aparelhamento político de investigações criminais. Os relatórios de inteligência da Polícia Federal reunidos por Alexandre de Moraes descrevem tratamento desigual conforme o campo político do citado: espaço dedicado a Fábio Luís Lula da Silva mesmo sem indícios de participação nas fraudes do INSS, avaliação distinta em casos de situação fática semelhante e interesse declarado na abertura de apuração contra o próprio Moraes e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Centro
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido de apuração contra o colega André Mendonça, apontando o que classificou como fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto, sobre fraudes em descontos de aposentados do INSS, e Compliance Zero, sobre o Banco Master.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto é cuidadoso ao lembrar que não há condenação, mas dedica seções inteiras à defesa factual de Fábio Luís Lula da Silva e de Roberta Luchsinger e organiza o caso em torno da hipótese de direcionamento contra adversários do bolsonarismo. O ângulo escolhido, a ordem das seções e a ênfase na assimetria política das apurações caracterizam enquadramento de esquerda, ainda que a apuração seja descritiva.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem descritiva, encadeada pelos atos processuais: pedido de Moraes, fundamento jurídico da prerrogativa do Plenário, trechos dos relatórios da Polícia Federal e comunicação à Procuradoria-Geral da República. O vocabulário é técnico e as afirmações aparecem sempre atribuídas ao documento ou à corporação, sem adjetivação valorativa sobre qualquer dos ministros.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
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Pela primeira vez, dois ministros do Supremo Tribunal Federal trocam acusações formais. Alexandre de Moraes pediu apuração contra André Mendonça com base em relatórios da Polícia Federal sobre as operações Sem Desconto e Compliance Zero. Edson Fachin abriu procedimento e deu cinco dias para que os envolvidos se expliquem.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de apuração contra o colega André Mendonça. No despacho, proferido no Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, Moraes afirma haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução, por Mendonça, das operações Sem Desconto, sobre fraudes em descontos de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social, e Compliance Zero, sobre o Banco Master. O ministro retirou o sigilo dos documentos, comunicou a Procuradoria-Geral da República e deixou a Fachin a definição das providências, sem determinar diretamente a abertura de investigação criminal.
Minutos depois, Fachin abriu procedimento próprio e fixou prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações. É a primeira vez que dois integrantes do Supremo trocam acusações abertamente, com decisões processuais que miram um ao outro.
Toda a cobertura converge sobre os mesmos fatos verificáveis. A base do pedido são relatórios de inteligência da Polícia Federal, que descrevem três frentes de suposta irregularidade: usurpação da direção das investigações, com prejuízo à cadeia de custódia das provas; participação indevida em tratativas de colaboração premiada, vedada ao juiz pela legislação; e direcionamento de apurações contra o próprio Moraes e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por motivos descritos como pessoais e políticos. Há consenso também sobre o antecedente imediato: dois dias antes, Mendonça retirou o sigilo de relatório policial que revelou mensagens de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a um número atribuído a Moraes, incluindo consulta sobre deixar o país às vésperas da prisão do banqueiro. A Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade daquele material, sustentando que apuração envolvendo ministro depende de autorização prévia do Plenário.
A divergência aparece na escolha do eixo. Veículos de esquerda destacaram o conteúdo dos relatórios sobre tratamento desigual conforme o campo político do citado: a menção a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em documentos que reconheciam não haver indícios de participação dele nas fraudes de descontos, a avaliação sobre a empresária Roberta Luchsinger sem elementos que demonstrassem conhecimento da origem dos recursos, e o critério distinto atribuído a casos de situação fática semelhante. Nessa leitura, o problema central é a possibilidade de a máquina investigativa ter sido orientada por critério ideológico. A cobertura de centro relatou o encadeamento processual, com os fundamentos jurídicos invocados, os quatro questionamentos formulados por Fachin e o registro de que nada foi comprovado nem julgado até aqui.
Veículos de direita não integram a cobertura reunida sobre este episódio. Pela leitura previsível desse campo, a ênfase recairia sobre a ordem dos atos, com o pedido de apuração surgindo depois da exposição das mensagens dirigidas a Moraes, sobre o fato de a resposta ter vindo por decisão individual quando Mendonça pedia sessão pública e presencial do Plenário, e sobre o mesmo argumento de autorização prévia do colegiado que a Procuradoria-Geral da República aplicou ao outro lado do embate.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há manifestação de Mendonça sobre as acusações nem confirmação oficial de que o número contatado por Vorcaro pertence a Moraes. Também não está definido se Fachin levará a controvérsia ao Plenário, se a Procuradoria-Geral da República abrirá alguma apuração formal contra qualquer dos ministros, e qual será o destino processual dos relatórios de inteligência cuja legalidade a própria Procuradoria questiona. Os cinco dias de prazo são o primeiro marco em que a Corte terá de dizer, por escrito, o que aconteceu.
Todos os lados registram que Alexandre de Moraes pediu apuração contra André Mendonça com base em relatórios da Polícia Federal, que o sigilo foi retirado, que a Procuradoria-Geral da República foi comunicada e que Edson Fachin abriu procedimento com prazo de cinco dias. Também há convergência em que nada foi comprovado: não há investigação criminal formal aberta nem qualquer decisão sobre culpa.

Ministro do STF alega que André Mendonça violou prerrogativas ao supostamente investigar colega sem permissão do Plenário.
Alexandre de Moraes aponta “fortes indícios” de crimes de André Mendonça e envia a Fachin relatórios da PF sobre os casos Master e INSS

Presidente da Corte abriu um procedimento para tratar do caso e impôs um prazo de cinco dias para que os dois ministros se manifestem
A matéria descreve os dois lados do embate na mesma medida: reproduz os três eixos de acusação contra André Mendonça, registra o episódio anterior em que Mendonça expôs mensagens dirigidas a Alexandre de Moraes e detalha os quatro questionamentos formulados por Edson Fachin. Vocabulário processual e atribuição constante às fontes documentais sustentam o enquadramento de centro; as chamadas laterais de conteúdo leve sobem levemente o índice de isca de clique sem contaminar o corpo.
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