Moraes pede investigação de Mendonça no STF e Fachin abre prazo de cinco dias
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O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, apontando fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações Compliance Zero, sobre o Banco Master, e Sem Desconto, sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. Fachin abriu procedimento e deu prazo de cinco dias úteis para manifestações de Moraes, Mendonça, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. O movimento ocorre dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de relatório que expôs mensagens do controlador do Banco Master a um número atribuído a Moraes.
A cobertura à esquerda lê o despacho de Alexandre de Moraes como reação institucional a um uso político do aparato de investigação. O ponto central é a acusação de que André Mendonça teria tratado suspeitos de forma diferente conforme o campo político de cada um, aprofundando linhas contra adversários do bolsonarismo e afrouxando outras.
A leitura à direita começa pelo que veio antes: dois dias antes do despacho, André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expôs mensagens do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a um número atribuído a Alexandre de Moraes, inclusive a consulta sobre deixar o país às vésperas da prisão.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: Moraes enviou a Fachin relatórios da Polícia Federal apontando três frentes de suposta irregularidade de Mendonça, retirou o sigilo do material e comunicou a Procuradoria-Geral da República; Fachin abriu procedimento com prazo de cinco dias úteis; e nada foi comprovado até agora.
Dois ministros do Supremo Tribunal Federal trocam acusações formais pela primeira vez. Alexandre de Moraes pediu investigação contra André Mendonça por suposta irregularidade nas operações sobre o Banco Master e sobre as fraudes nos descontos de aposentados, e Edson Fachin abriu prazo de cinco dias úteis para que os envolvidos se expliquem.
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o colega André Mendonça. No despacho, assinado no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, Moraes afirma haver fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução de duas apurações relatadas por Mendonça: a operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master, e a operação Sem Desconto, sobre descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Moraes retirou o sigilo do material, comunicou a Procuradoria-Geral da República e deixou a Fachin a definição das providências.
Minutos depois, Fachin abriu procedimento próprio e fixou prazo de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações. O presidente da Corte registrou que a abertura dos prazos não antecipa juízo sobre o mérito das acusações e listou pontos que precisam ser esclarecidos antes de o plenário eventualmente analisar a controvérsia.
Toda a cobertura converge sobre o conteúdo do despacho. Os relatórios de inteligência da Polícia Federal reunidos por Moraes descrevem três frentes de suposta irregularidade. A primeira é a usurpação da direção das investigações, com determinações que teriam dado acesso antecipado ao material bruto apreendido e retirado etapas de revisão técnica, com risco à cadeia de custódia das provas. A segunda é a participação indevida em tratativas de colaboração premiada, com o relator perguntando reiteradamente sobre o estágio das negociações e relatando contatos com advogados. A terceira é o direcionamento de alvos, entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Há consenso também sobre o gatilho da escalada: dois dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório que expôs mensagens de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a um número atribuído a Moraes, e a Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade daquele material por entender que apurar conduta de ministro exige autorização prévia do plenário.
A divergência começa na escolha do que fica em primeiro plano. Veículos de esquerda destacaram a acusação de tratamento político assimétrico, com ênfase no registro da Polícia Federal de que documentos dedicaram espaço a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mesmo reconhecendo que ele não era investigado naquele procedimento e que não havia indícios de participação nas fraudes dos descontos de aposentados; para essa leitura, o caso mostra hipótese investigativa convertida em conclusão conforme o campo político do citado. A cobertura de centro relatou o episódio como crise inédita entre dois integrantes da Corte, colocando lado a lado o despacho de Moraes e o relatório que o alcança, além dos quatro questionamentos abertos por Fachin. Veículos de direita enfatizaram que nada está comprovado, que a própria Presidência da Corte falou em ausência de antecipação de mérito e que quem pede a apuração é justamente quem apareceu no material divulgado pelo relator, o que desloca o foco do acusado para o autor do pedido.
O que ainda não se sabe é o desfecho institucional. Não há definição sobre se a Procuradoria-Geral da República considerará regular o procedimento adotado por Moraes, se o plenário assumirá a análise do caso, se Mendonça permanecerá na relatoria das operações Compliance Zero e Sem Desconto, nem qual será a resposta dele às imputações. Também não está esclarecido se a apuração pedida chegará a ser formalmente instaurada, já que Moraes entregou os documentos à Presidência sem determinar a abertura de investigação criminal, e permanece sem resposta pública o conteúdo integral das trocas entre Vorcaro e o número atribuído ao ministro.
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o colega magistrado André Mendonça.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o

Ministro do STF alega que André Mendonça violou prerrogativas ao supostamente investigar colega sem permissão do Plenário.

Alexandre de Moraes aponta “fortes indícios” de crimes de André Mendonça e envia a Fachin relatórios da PF sobre os casos Master e INSS
Presidente da Corte abriu um procedimento para tratar do caso e impôs um prazo de cinco dias para que os dois ministros se manifestem
