Paulo Gonet pede ao STF arquivamento do relato de ameaças de Daniel Vorcaro
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A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal, em 2 de setembro de 2026, o arquivamento do depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso, afirmou sofrer graves intimidações e maus-tratos. Para o procurador-geral Paulo Gonet, o relato não veio acompanhado de elementos concretos capazes de justificar a abertura de uma investigação. A oitiva foi realizada em 27 de agosto por um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, relator do caso Master, a pedido da defesa, com presença do Ministério Público e sem os agentes da Polícia Federal responsáveis pela apuração.
A leitura à esquerda trata o pedido de arquivamento como aplicação do rigor probatório que deve valer para qualquer investigado, inclusive para um ex-banqueiro bilionário. Daniel Vorcaro é apresentado como quem tenta converter alegações sem prova em moeda de troca para reabrir uma delação premiada já recusada duas vezes por não trazer nada de novo.
A leitura à direita concentra-se no que o arquivamento fecha, e não no que ele resolve. Daniel Vorcaro dizia estar sendo pressionado a não delatar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o parecer de Paulo Gonet encerra o assunto sem apuração autônoma, antes que a acusação chegue à cúpula do órgão que conduz a investigação.
6 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados registram que Paulo Gonet pediu o arquivamento por falta de elementos concretos, que a oitiva foi feita a pedido da defesa por juiz auxiliar de André Mendonça, sem a Polícia Federal presente, e que a delação premiada de Daniel Vorcaro já havia sido rejeitada duas vezes.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatou a um juiz auxiliar do ministro André Mendonça que sofre intimidações e maus-tratos na prisão. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o relato não trouxe fato concreto e deve ser arquivado. O caso se cruza com a disputa sobre a investigação que alcançou o ministro Alexandre de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira 2 de setembro de 2026, o arquivamento do depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso, afirmou sofrer graves intimidações e maus-tratos. No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet sustentou que a narrativa não veio acompanhada de elementos concretos e que, sem materialidade, não há fato juridicamente delimitado capaz de provocar providências investigativas próprias.
O depoimento foi colhido em 27 de agosto, por um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, a pedido da defesa. A oitiva durou cerca de duas horas, teve a presença do Ministério Público e ocorreu sem os agentes da Polícia Federal responsáveis pela apuração. Segundo o gabinete de André Mendonça, a ausência da corporação seguiu a diretriz de proteger a incolumidade física e psicológica do depoente, o ato foi processual regular e o conteúdo está resguardado por sigilo legal. Nesse depoimento, Daniel Vorcaro afirmou estar sendo pressionado a não citar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em uma eventual delação premiada. A proposta de colaboração já havia sido rejeitada duas vezes, pela própria Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, sob o argumento de que o ex-banqueiro não trouxe informação inédita nem assumiu crimes.
A cobertura de centro relatou o episódio em chave processual, encadeando o parecer, a nota do gabinete e o histórico da delação recusada, sempre no condicional e sem atribuir intenção aos envolvidos. Veículos de esquerda destacaram a fragilidade probatória do relato e o ligaram a outra manifestação da Procuradoria, de 1º de setembro, que pediu a anulação do relatório policial no qual apareceram mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que o aprofundamento daquela apuração dependeria de autorização do plenário da Corte. Veículos de direita enfatizaram o outro fio da mesma teia: os áudios e as mensagens extraídos do celular de Daniel Vorcaro que indicam um encontro reservado com André Mendonça em São Paulo, em março de 2025, articulado pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, e a leitura de que o arquivamento fecha a porta para uma delação capaz de alcançar o comando da Polícia Federal. Parte dessa cobertura registrou ainda que o gabinete do ministro nega que temas relacionados a Alexandre de Moraes tenham sido tratados na oitiva.
O que ainda não se sabe é decisivo para o desfecho. O teor integral do depoimento está sob sigilo, e nenhuma das reportagens descreve, em concreto, quais seriam as intimidações relatadas nem quem as teria feito. Não há data marcada para o plenário do Supremo julgar o pedido de anulação do relatório policial, nem indicação de que as tratativas de delação possam ser retomadas depois do parecer. Também não há resposta pública da Polícia Federal ou de Andrei Rodrigues à acusação de pressão, e o Supremo ainda não decidiu sobre o pedido de arquivamento assinado por Paulo Gonet.
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No parecer enviado ao Supremo, a procuradoria disse que o banqueiro não apresentou provasdas acusações.
Paulo Gonet diz que declarações não foram acompanhadas de elementos concretos para seguir com investigação

Procuradoria afirma que depoimento não apresentou fatos concretos ou elementos suficientes para justificar novas medidas investigativas no STF

A informação foi confirmada nesta quarta-feira (2) pelo gabinete do ministro André Mendonça, do STF

