
Omar Aziz apresenta parecer pelo fim da escala 6x1 e acelera votação no Senado
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O senador Omar Aziz, relator da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1, anunciou em 1º de setembro de 2026 que pretende votar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e no plenário na quarta-feira seguinte. Ele manteve na íntegra o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, rejeitou 12 emendas e pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quebra de interstícios regimentais para votar os dois turnos na mesma sessão. É a última semana de trabalho do Senado antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Esquerda
A votação da proposta que acaba com a escala 6x1 chegou à reta final no Senado sob pressão direta das ruas. Depois das manifestações de 30 de agosto em várias regiões do país, o Fórum das Centrais Sindicais levou dirigentes a Brasília e obteve do relator, Omar Aziz, o compromisso de tentar votar o parecer na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário na quarta-feira.
Centro
O senador Omar Aziz, relator da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1, anunciou em 1º de setembro de 2026 que pretende votar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e no plenário na quarta-feira seguinte.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O texto adota o vocabulário da mobilização sindical e trata a aprovação como 'passo histórico' pela voz do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, citada em dois blocos longos sem contraditório. O enquadramento é de conquista de direitos coletivos de trabalhadores, sinal claro de leitura à esquerda, embora os fatos processuais (pedido de vista, prazo de cinco dias, 12 emendas rejeitadas) estejam corretos e verificáveis.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Relato processual e seco, centrado em prazos, regimento e articulação política. Cita a fala do relator entre aspas, registra a mudança de posição do presidente do Senado após reunião com o Executivo e com a Câmara, e não qualifica a proposta como avanço nem como ameaça. Ausência de vocabulário valorativo indica cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
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O relator da proposta que acaba com a escala 6x1 quer votar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado antes do recesso eleitoral. A cobertura de esquerda e a de centro relatam a articulação, os prazos regimentais e o que ainda depende da presidência da Casa para a emenda ser aprovada em dois turnos.
O senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, relator da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1, afirmou em 1º de setembro de 2026 que pretende levar seu parecer à votação já na quarta-feira seguinte, primeiro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, na sequência, no plenário da Casa. A escala 6x1 é o regime em que o trabalhador cumpre seis dias de jornada para um dia de descanso, e a proposta em discussão vem aprovada pela Câmara dos Deputados desde maio.
As duas coberturas disponíveis convergem no ponto central. Aziz decidiu manter integralmente o texto que veio dos deputados e não mexer no mérito. A razão declarada é processual: qualquer alteração obrigaria o retorno da proposta à Câmara e adiaria a conclusão da tramitação. Nas palavras do relator, mudar seria protelar, e ele disse que não fará isso. Ele rejeitou 12 emendas e ainda tem outras 18 para analisar. Há também um pedido de vista, que pelo regimento abre prazo de até cinco dias, mas pode ser encurtado por acordo, inclusive de algumas horas, negociação que caberá ao presidente da comissão, o senador Otto Alencar, do PSD da Bahia. Para acelerar, Aziz disse que pedirá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, a quebra de interstícios regimentais, medida que permite votar os dois turnos da emenda na mesma sessão. O relator também classificou como distorção as propostas de pagamento por hora e indicou que categorias como petroleiros, aviação e transporte de cargas poderão ter regras próprias, tratadas depois em leis complementares.
O calendário explica a pressa. Esta é a última semana de trabalho do Senado antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e não há sessões previstas em setembro. Alcolumbre chegou a defender o adiamento da votação para depois do pleito, mas recuou na semana anterior, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba.
É na moldura que as coberturas se separam. Veículos de esquerda situaram a decisão do relator como resposta à pressão das ruas e do movimento sindical, dando espaço às centrais que estiveram com Aziz em Brasília. Nessa leitura, as manifestações realizadas em 30 de agosto em diversas regiões do país recolocaram a proposta no calendário, e a fala de Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, resume o tom: o fim da escala 6x1 seria uma reivindicação concreta de milhões de trabalhadores e um passo histórico para o Senado. A cobertura de centro tratou o mesmo dia como articulação de bastidor, sem qualificar a proposta como avanço ou retrocesso, e concentrou o relato nos prazos, no regimento, na negociação com a presidência do Senado e na mudança de posição de Alcolumbre depois da reunião com o Executivo e com a Câmara. Veículos de direita não publicaram sobre este episódio no material reunido, e o argumento habitual desse campo, o custo da medida para o empregador e a liberdade de contratar por hora, não aparece em nenhuma das matérias, exceto pela menção do próprio relator ao rejeitar essa alternativa.
O que ainda não se sabe é se o acordo para encurtar o pedido de vista foi de fato fechado, se Alcolumbre concederá a quebra de interstícios e se há votos suficientes para aprovar a emenda em dois turnos antes do recesso eleitoral. Também não está definido o desfecho das 18 emendas pendentes, nem quais regras valerão para petroleiros, aviação e transporte de cargas, remetidos a leis complementares que ainda não existem. Nenhuma das coberturas traz estimativa de custo, prazo de vigência ou reação de entidades empresariais à mudança.
As duas coberturas registram os mesmos fatos: Omar Aziz manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, rejeitou 12 emendas e quer votar o parecer na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado no mesmo dia, antes do recesso imposto pelo calendário eleitoral.

Omar Aziz explicou que, diante de um pedido de vista na CCJ, o regimento prevê prazo de até cinco dias, mas existe possibilidade de acordo para um tempo menor, “inclusive de algumas horas”

Omar Aziz disse que pedirá a Alcolumbre um “calendário” especial para ser possível votar os 2 turnos da proposta na mesma sessão. Leia no Poder360
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