Augusto Cury sobe a 11% e assume terceiro lugar no Real Time Big Data
1 veículo de centro · 4 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 4 veículos de direita

Para a leitura à direita, o crescimento de Augusto Cury é a confirmação de que o eleitor rejeita a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e busca alternativa fora do sistema político tradicional. O candidato do Avante teria acertado ao atacar os dois polos simultaneamente, enquanto concorrentes como Ronaldo Caiado concentraram fogo apenas no governo federal e não converteram desgaste em voto. Ao mesmo tempo, parte da cobertura mantém ceticismo sobre a velocidade do salto para 11% em uma única rodada e sobre a origem do crescimento nas redes sociais, e lembra que o teto realista do candidato seria o terceiro lugar. A decisão monocrática do Tribunal Superior Eleitoral que restringiu a campanha digital de Renan Santos é apontada como ingerência judicial que pode ter empurrado eleitores antissistema para o Avante.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro de 2026 colocou Augusto Cury, candidato do Avante, em terceiro lugar no primeiro turno da disputa presidencial, com 11% das intenções de voto. Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38% e Flávio Bolsonaro aparece com 30%.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura converge em três pontos: Augusto Cury cresceu de forma acelerada e ocupa o terceiro lugar no primeiro turno com 11%, o avanço aparece em mais de um instituto na mesma semana, e a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro segue apertada, com empate em 44% na simulação de segundo turno.
O candidato do Avante à Presidência subiu de 1% em julho para 11% em setembro no Real Time Big Data e assumiu o terceiro lugar no primeiro turno, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. O crescimento foi mais forte entre mulheres e eleitores com 60 anos ou mais, e a leitura desse salto divide a cobertura entre confirmação de tendência e ceticismo metodológico.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro de 2026 colocou o psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, em terceiro lugar no cenário de primeiro turno, com 11% das intenções de voto. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre 27 e 31 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. No mesmo cenário, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 38%, Flávio Bolsonaro com 30%, Renan Santos com 7%, Ronaldo Caiado com 4% e Romeu Zema com 2%. Brancos e nulos somam 3%, e outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
O tamanho do salto é o que organiza a cobertura. Em julho, no mesmo instituto, Cury tinha 1% das intenções de voto. A alta de dez pontos percentuais foi puxada por dois grupos: entre mulheres, ele passou de 2% para 15%; entre eleitores com 60 anos ou mais, de 1% para 13%. Entre homens, o avanço foi de sete pontos. Segundo o instituto, o crescimento veio de perdas de Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, com queda de três pontos cada, e de Renan Santos e Lula, com dois pontos cada. O movimento não é isolado: levantamentos da AtlasIntel e da Nexus divulgados em 31 de agosto já haviam colocado Cury em terceiro lugar, com 7,8% e 11%, respectivamente.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e na metodologia, detalhando os recortes por sexo e faixa etária, o período de campo e a margem de erro, e registrando que, na simulação de segundo turno do mesmo instituto, Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 44% cada. Foi também essa cobertura que destacou outro dado do levantamento: Ronaldo Caiado aparece numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, por 45% a 43%, diferença dentro da margem de erro e, portanto, empate técnico. Um cientista político ouvido nessa cobertura afirmou que esse resultado o surpreendeu mais que a própria alta de Cury, e defendeu esperar mais uma ou duas rodadas de pesquisas antes de concluir que qualquer das tendências está consolidada.
Veículos de direita adotaram dois enquadramentos distintos. O primeiro é político: Cury teria crescido porque atacou os dois polos da disputa em doses iguais, enquanto adversários como Ronaldo Caiado descarregaram as baterias apenas contra o governo federal e não converteram desgaste em voto. Nessa leitura, o teto realista do candidato do Avante é o próprio terceiro lugar, e nem ele nem Renan Santos têm força para alterar a polarização entre os dois primeiros colocados. O segundo enquadramento é de ceticismo metodológico: colunistas classificaram como pouco crível um pulo de dez pontos em uma única rodada e ligaram o fenômeno à decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, no Tribunal Superior Eleitoral, que restringiu a campanha digital de Renan Santos, decisão descrita nesses textos como possível abuso que aumentou a vitimização do concorrente e pode ter empurrado eleitores antissistema para o Avante. Nessa mesma faixa da cobertura apareceu a reação de Flávio Bolsonaro, que minimizou o impacto do crescimento e voltou a defender a união das oposições contra o governo Lula.
Veículos de esquerda praticamente não repercutiram o levantamento até o momento, e esse é o ponto cego da história. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, é que o avanço de um candidato sem trajetória partidária mede menos adesão a um projeto do que fadiga com a política institucional, e que o crescimento concentrado entre mulheres e idosos, somado ao ganho de 2,1 milhões de seguidores no Instagram em três dias sem movimento equivalente em outras plataformas, reforça a necessidade de transparência sobre impulsionamento em campanha digital.
O que ainda não se sabe é o principal. Nenhuma fonte explicou a origem do crescimento acelerado nas redes, e a desconfiança de campanhas adversárias sobre esse ponto aparece registrada, mas não apurada. Também não há informação sobre quanto do eleitorado de Renan Santos migrará depois da restrição à sua campanha digital, nem se a alta de Cury é episódica ou tendência, resposta que só as próximas rodadas de pesquisa podem dar.
O grande trunfo de Cury, um não político, é adotar como estratégia atacar a polarização

Marco Antonio Teixeira destaca cenário em que ex-governador aparece numericamente à frente de Lula

Próximos levantamentos devem esclarecer se a ascensão é episódica ou se configura uma nova tendência

Senador dirigiu críticas ao governo Lula, afirmando que "tem que estar todo mundo contra o maior problema que o Brasil tem hoje"

Pesquisa Real Time Big Data mostra Cury avançando com votos de Flávio, Caiado, Renan e Lula
