
Augusto Cury sobe a 11% no Real Time Big Data e vira terceiro na disputa de 2026
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Três pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026 colocaram o escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, em terceiro lugar no primeiro turno, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL. No Real Time Big Data ele passou de 1% em julho para 11%; no Nexus, contratado pelo BTG, subiu de 2% para 11%; na AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, chegou a 7,8%. O crescimento foi maior entre mulheres e entre eleitores com 60 anos ou mais, e ocorreu junto de recuos de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Lula. Flávio Bolsonaro minimizou o movimento e defendeu união da oposição ao governo federal.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Três pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026 colocaram o escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, em terceiro lugar no primeiro turno, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL.
Direita
Numa leitura de direita, os números indicam que o eleitor busca uma alternativa fora dos dois polos que dominam a disputa: metade do eleitorado diz rejeitar tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro, e é justamente entre quem não se identifica com nenhuma ideologia que Augusto Cury lidera, com 29% na AtlasIntel, contra 21% de Flávio Bolsonaro e 5,9% de Lula.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto apresenta os números do Real Time Big Data com recortes por sexo e faixa etária, cruza com AtlasIntel e Nexus/BTG e atribui o crescimento de Augusto Cury a perdas de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Lula, sem vocabulário valorativo nem defesa de campo. O único ponto de inclinação é a menção às suspeitas de adversários sobre o desempenho nas redes, apresentada como relato atribuído. Cobertura factual de disputa eleitoral, CENTER apesar do formato de coluna.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do perfil editorial do veículo ser de direita, o texto julga pelo conteúdo como CENTER: opera com números comparados de AtlasIntel/Bloomberg e Nexus/BTG, registra a alta rejeição de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro em paridade e trata a condenação de Jair Bolsonaro e o pedido de recursos a Daniel Vorcaro como fatos datados, sem defesa de campo. A inclinação residual está na escolha de abrir pelo declínio do candidato do PL e na moldura de corrida de cavalos, insuficiente para caracterizar enquadramento ideológico.
Três levantamentos divulgados entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026 mostraram o escritor Augusto Cury, do Avante, em terceiro lugar na disputa presidencial, com 11% no Real Time Big Data e no Nexus/BTG e 7,8% na AtlasIntel. O avanço veio acompanhado da queda lenta de Flávio Bolsonaro diante de Luiz Inácio Lula da Silva.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, apareceu em terceiro lugar em três pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 31 de agosto e 1º de setembro de 2026, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL. No levantamento do Real Time Big Data, Cury registrou 11% das intenções de voto no primeiro turno, contra 1% na rodada de julho, uma alta de 10 pontos percentuais. O instituto Nexus, contratado pelo BTG, também apontou 11%, ante 2% na medição anterior. Na AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, ele marcou 7,8%.
A cobertura de centro relatou o detalhamento desse crescimento. Segundo o Real Time Big Data, o avanço foi mais forte entre mulheres, de 2% em julho para 15% agora, e entre eleitores com 60 anos ou mais, de 1% para 13%. O mesmo instituto atribui o movimento a perdas simultâneas de Flávio Bolsonaro, de Ronaldo Caiado, de Renan Santos e de Lula, cada um com recuo de dois a três pontos percentuais. Na AtlasIntel, o único grupo em que Cury aparece na liderança é o dos eleitores que dizem não ter identificação ideológica definida, com 29%, contra 21% de Flávio Bolsonaro e 5,9% de Lula. Essa cobertura também registrou que o candidato do Avante ganhou 2,1 milhões de seguidores no Instagram em três dias, movimento que não se repetiu em outras plataformas e que despertou suspeitas de adversários, sem que qualquer irregularidade tenha sido comprovada até agora.
Veículos de direita enfatizaram dois ângulos distintos. O primeiro é a perda de fôlego de Flávio Bolsonaro na disputa pela liderança: em abril, o senador tinha 39% contra 44% de Lula na AtlasIntel; no levantamento mais recente, caiu para 33,7%, enquanto o presidente marcou 43,4%. No Nexus, a diferença passou de três para seis pontos, com 33% contra 39%. Nessa leitura, o declínio começou em maio, quando o candidato admitiu ter pedido recursos ao antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, hoje preso por fraudes financeiras. O segundo ângulo é a reação do próprio candidato, que minimizou o crescimento do concorrente, disse acreditar que o eleitorado quer mudança e convocou os adversários do Executivo federal a se unirem, em discurso que mira uma aliança para eventual segundo turno.
Não houve, no conjunto de matérias analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre esses levantamentos, e por isso não há leitura desse campo registrada aqui. A partir dos mesmos dados, o argumento que esse lado costuma sustentar seria o de que Lula mantém a liderança em todos os cenários de primeiro turno e de que a ascensão de um nome sem histórico de gestão pública se apoia em audiência de redes sociais, terreno de fiscalização eleitoral difícil.
As próprias reportagens apontam o que ainda não se sabe. Não está estabelecido se a alta de Augusto Cury é episódica ou se configura tendência, e os textos remetem essa resposta às pesquisas seguintes. Nenhuma das matérias informa margem de erro, número de entrevistados ou registro dos levantamentos no Tribunal Superior Eleitoral. Também não há apuração concluída sobre a origem do salto de seguidores nas redes, nem verificação independente das suspeitas levantadas por adversários. Por fim, não se conhece o efeito desse movimento sobre os cenários de segundo turno, nem se o crescimento se converte em voto quando a propaganda eleitoral gratuita entra no ar.
As coberturas de centro e de direita registram os mesmos fatos: Augusto Cury está em terceiro lugar em três levantamentos, subiu de patamar de 1% ou 2% para 11% em duas medições, Luiz Inácio Lula da Silva segue na liderança do primeiro turno e Flávio Bolsonaro perdeu distância para o presidente desde abril.

Próximos levantamentos devem esclarecer se a ascensão é episódica ou se configura uma nova tendência

Senador dirigiu críticas ao governo Lula, afirmando que "tem que estar todo mundo contra o maior problema que o Brasil tem hoje"

Pesquisa Real Time Big Data mostra Cury avançando com votos de Flávio, Caiado, Renan e Lula
Perspectivas omitidas
A matéria é curta e informativa quanto ao dado eleitoral, mas eleva ao subtítulo a fala do candidato do PL classificando o governo federal como louco, corrupto e incompetente, sem contraditório e sem contexto que a qualifique. O enquadramento resultante privilegia a agenda de oposição ao Executivo federal e omite que o próprio Flávio Bolsonaro recua nas mesmas pesquisas, o que caracteriza inclinação à direita pelo conteúdo, e não apenas pelo veículo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
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