
Augusto Cury sobe a 11% e assume terceiro lugar no Real Time Big Data
1 veículo de centro · 4 veículos de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de centro · 4 veículos de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro de 2026 colocou Augusto Cury, candidato do Avante, em terceiro lugar no primeiro turno da disputa presidencial, com 11% das intenções de voto. Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38% e Flávio Bolsonaro aparece com 30%. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 27 e 31 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em relação a julho, no mesmo instituto, Cury subiu 10 pontos percentuais, de 1% para 11%, com crescimento mais forte entre mulheres e entre eleitores com 60 anos ou mais. Movimento semelhante já havia aparecido em levantamentos da AtlasIntel e da Nexus divulgados em 31 de agosto.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro de 2026 colocou Augusto Cury, candidato do Avante, em terceiro lugar no primeiro turno da disputa presidencial, com 11% das intenções de voto. Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38% e Flávio Bolsonaro aparece com 30%.
Direita
Para a leitura à direita, o crescimento de Augusto Cury é a confirmação de que o eleitor rejeita a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e busca alternativa fora do sistema político tradicional. O candidato do Avante teria acertado ao atacar os dois polos simultaneamente, enquanto concorrentes como Ronaldo Caiado concentraram fogo apenas no governo federal e não converteram desgaste em voto.
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto se organiza em torno dos números: 1% para 11% no agregado, 2% para 15% entre mulheres, 1% para 13% entre eleitores com 60 anos ou mais, e atribui as perdas a Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Lula sem adjetivação. Só no fim insere o dado do Instagram e a desconfiança de campanhas adversárias, ainda assim atribuída a terceiros. Vocabulário sem carga ideológica sustenta CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A coluna enquadra a decisão monocrática do Tribunal Superior Eleitoral como possível abuso e destaca a crítica de bastidores ao ministro, ênfase típica de accountability judicial cara à cobertura de direita. Também trata a subida do candidato como fenômeno de eleitor antipolítico e ironiza a campanha adversária com fraldas e histeria. O enquadramento valorativo e a desconfiança seletiva sustentam RIGHT.
Perspectivas omitidas
O candidato do Avante à Presidência subiu de 1% em julho para 11% em setembro no Real Time Big Data e assumiu o terceiro lugar no primeiro turno, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. O crescimento foi mais forte entre mulheres e eleitores com 60 anos ou mais, e a leitura desse salto divide a cobertura entre confirmação de tendência e ceticismo metodológico.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro de 2026 colocou o psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, em terceiro lugar no cenário de primeiro turno, com 11% das intenções de voto. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre 27 e 31 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. No mesmo cenário, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 38%, Flávio Bolsonaro com 30%, Renan Santos com 7%, Ronaldo Caiado com 4% e Romeu Zema com 2%. Brancos e nulos somam 3%, e outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
O tamanho do salto é o que organiza a cobertura. Em julho, no mesmo instituto, Cury tinha 1% das intenções de voto. A alta de dez pontos percentuais foi puxada por dois grupos: entre mulheres, ele passou de 2% para 15%; entre eleitores com 60 anos ou mais, de 1% para 13%. Entre homens, o avanço foi de sete pontos. Segundo o instituto, o crescimento veio de perdas de Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, com queda de três pontos cada, e de Renan Santos e Lula, com dois pontos cada. O movimento não é isolado: levantamentos da AtlasIntel e da Nexus divulgados em 31 de agosto já haviam colocado Cury em terceiro lugar, com 7,8% e 11%, respectivamente.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e na metodologia, detalhando os recortes por sexo e faixa etária, o período de campo e a margem de erro, e registrando que, na simulação de segundo turno do mesmo instituto, Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 44% cada. Foi também essa cobertura que destacou outro dado do levantamento: Ronaldo Caiado aparece numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, por 45% a 43%, diferença dentro da margem de erro e, portanto, empate técnico. Um cientista político ouvido nessa cobertura afirmou que esse resultado o surpreendeu mais que a própria alta de Cury, e defendeu esperar mais uma ou duas rodadas de pesquisas antes de concluir que qualquer das tendências está consolidada.
Veículos de direita adotaram dois enquadramentos distintos. O primeiro é político: Cury teria crescido porque atacou os dois polos da disputa em doses iguais, enquanto adversários como Ronaldo Caiado descarregaram as baterias apenas contra o governo federal e não converteram desgaste em voto. Nessa leitura, o teto realista do candidato do Avante é o próprio terceiro lugar, e nem ele nem Renan Santos têm força para alterar a polarização entre os dois primeiros colocados. O segundo enquadramento é de ceticismo metodológico: colunistas classificaram como pouco crível um pulo de dez pontos em uma única rodada e ligaram o fenômeno à decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, no Tribunal Superior Eleitoral, que restringiu a campanha digital de Renan Santos, decisão descrita nesses textos como possível abuso que aumentou a vitimização do concorrente e pode ter empurrado eleitores antissistema para o Avante. Nessa mesma faixa da cobertura apareceu a reação de Flávio Bolsonaro, que minimizou o impacto do crescimento e voltou a defender a união das oposições contra o governo Lula.
Veículos de esquerda praticamente não repercutiram o levantamento até o momento, e esse é o ponto cego da história. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, é que o avanço de um candidato sem trajetória partidária mede menos adesão a um projeto do que fadiga com a política institucional, e que o crescimento concentrado entre mulheres e idosos, somado ao ganho de 2,1 milhões de seguidores no Instagram em três dias sem movimento equivalente em outras plataformas, reforça a necessidade de transparência sobre impulsionamento em campanha digital.
O que ainda não se sabe é o principal. Nenhuma fonte explicou a origem do crescimento acelerado nas redes, e a desconfiança de campanhas adversárias sobre esse ponto aparece registrada, mas não apurada. Também não há informação sobre quanto do eleitorado de Renan Santos migrará depois da restrição à sua campanha digital, nem se a alta de Cury é episódica ou tendência, resposta que só as próximas rodadas de pesquisa podem dar.
Toda a cobertura converge em três pontos: Augusto Cury cresceu de forma acelerada e ocupa o terceiro lugar no primeiro turno com 11%, o avanço aparece em mais de um instituto na mesma semana, e a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro segue apertada, com empate em 44% na simulação de segundo turno.

O grande trunfo de Cury, um não político, é adotar como estratégia atacar a polarização

Marco Antonio Teixeira destaca cenário em que ex-governador aparece numericamente à frente de Lula

Próximos levantamentos devem esclarecer se a ascensão é episódica ou se configura uma nova tendência

Senador dirigiu críticas ao governo Lula, afirmando que "tem que estar todo mundo contra o maior problema que o Brasil tem hoje"

Pesquisa Real Time Big Data mostra Cury avançando com votos de Flávio, Caiado, Renan e Lula
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O título aposta na curiosidade sobre um número surpreendente, mas o corpo entrega o cenário completo de primeiro e segundo turnos, declara amostra de 2.000 eleitores, campo de 27 a 31 de agosto, margem de dois pontos e confiança de 95%, e repete duas vezes que a vantagem de Ronaldo Caiado sobre Lula está dentro da margem de erro. A análise é atribuída a cientista político nomeado. Enquadramento factual sustenta CENTER.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto compara séries de dois institutos com datas e percentuais explícitos, marca o que é oscilação dentro de tendência e evita conclusão fechada ao dizer que as próximas rodadas é que definirão se a alta é episódica. O contexto sobre o pedido de 134 milhões de reais ao antigo dono do Banco Master e a condenação de Jair Bolsonaro é apresentado como fato datado, não como acusação editorial. O saldo é factual, o que sustenta CENTER apesar do veículo.
Perspectivas omitidas



