Dr. Furlan vence eleições para o governo do Amapá e derrota candidato de Alcolumbre
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O ex-prefeito de Macapá Antônio Paulo de Furlan, o Dr. Furlan (PSD), foi eleito governador do Amapá no primeiro turno, com 281.595 votos, 62,75% dos válidos, contra 36,97% do governador Clécio Luís (União Brasil). O resultado é uma derrota para o grupo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que apoiava Clécio. A posse ainda depende do Tribunal Superior Eleitoral, onde o julgamento do registro de Furlan está suspenso por pedido de vista.
O eleitor do Amapá deu 62,75% dos votos a Dr. Furlan e derrotou a máquina montada por Davi Alcolumbre e pelo governo Lula em torno de Clécio Luís. O resultado também tirou do Senado o petista Randolfe Rodrigues e elegeu dois nomes do grupo de Furlan, redesenhando o poder no estado. Resta ao TSE decidir se respeita a vontade expressa nas urnas.
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Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá, foi eleito governador do Amapá no primeiro turno com 62,75% dos votos válidos, derrotando Clécio Luís, apoiado por Davi Alcolumbre e por Lula. Randolfe Rodrigues perdeu a vaga no Senado. A posse depende do julgamento do registro de Furlan no Tribunal Superior Eleitoral.
O ex-prefeito de Macapá Antônio Paulo de Furlan, conhecido como Dr. Furlan, do PSD, foi eleito governador do Amapá no primeiro turno, neste domingo, 4 de outubro. Ele recebeu 281.595 votos, o equivalente a 62,75% dos votos válidos. O atual governador, Clécio Luís, do União Brasil, terminou com 36,97%.
O resultado é uma derrota para o grupo do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que apoiava a reeleição de Clécio. O governador também contava com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Furlan concorreu por uma coligação formada por Novo, PSD, Podemos e PL.
A disputa pelo Senado repetiu o desenho. As duas vagas ficaram com Rayssa Furlan, do Podemos, mulher do governador eleito, e com Lucas Barreto, do PSD, reeleito. Randolfe Rodrigues, do PT, líder do governo no Congresso, terminou em terceiro e perdeu a reeleição. Alliny Serrão, do União Brasil, presidente da Assembleia Legislativa e apoiada por Alcolumbre, também não foi eleita.
Em nota, Alcolumbre disse receber com respeito o resultado e afirmou que a democracia exige serenidade para reconhecer a vontade popular. Ele declarou que seguirá trabalhando pelo estado.
A vitória ainda depende da Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral sustenta que Furlan está inelegível por ter renunciado à prefeitura depois da apresentação de um pedido de impeachment, em março. O Tribunal Regional Eleitoral autorizou a candidatura, entendendo que a renúncia foi uma desincompatibilização para disputar o governo. No Tribunal Superior Eleitoral, o relator, ministro Dias Toffoli, votou em setembro pela inelegibilidade, e o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro André Mendonça.
A cobertura de centro trouxe o contexto mais amplo. Em março, Furlan e seu vice foram afastados da prefeitura por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, numa operação da Polícia Federal sobre suspeita de fraude em licitações da Secretaria Municipal de Saúde. Furlan respondeu que era alvo de perseguição política. A mesma cobertura relatou que o grupo de Clécio reunia 15 dos 16 prefeitos do estado e 90% dos deputados, e que aliados de Alcolumbre apostam na inelegibilidade para evitar que ele enfrente a estrutura do governo estadual na disputa pelo Senado em 2030.
Um veículo de direita enfatizou a derrota simultânea de Alcolumbre e de Randolfe, líder do governo Lula, e a mudança na correlação de forças do estado, com a ressalva de que o enfraquecimento do senador é interpretação, não efeito automático. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o resultado.
Ainda não se sabe quando o Tribunal Superior Eleitoral retomará o julgamento do registro de Furlan nem qual será o voto dos demais ministros. Também não está claro o que acontece com a posse se a inelegibilidade for confirmada.
Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno das eleições de 2026. O ex-prefeito de Macapá recebeu

Presidente do Senado afirma respeitar decisão das urnas após Dr. Furlan vencer Clécio Luís no 1º turno. Leia no Poder360.

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