Edir Macedo contesta lema 'Deus, pátria e família' em culto de 25 de outubro
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A cobertura de centro relatou que o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, disse não aprovar o lema “Deus, pátria e família” em culto na manhã de 25 de outubro, dia do segundo turno, e defendeu a ordem Deus, família e Estado. Os textos ligaram a fala ao afastamento da igreja da disputa presidencial, depois do apoio a Jair Bolsonaro em 2022, e ao mau desempenho da bancada ligada à Universal no Republicanos.
Com base em Estado de Minas e O Globo
Veículos de esquerda trataram a fala de Edir Macedo como ruptura com o bolsonarismo. O texto chamou o lema de máxima de raízes histórico-fascistas, disse que o bispo falou possivelmente já percebendo a derrota de Flávio Bolsonaro e descreveu a declaração como senha institucional de um desembarque das forças conservadoras tradicionais, citando Tarcísio de Freitas como exemplo de distanciamento.
Com base em Revista Fórum
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, criticou o lema “Deus, pátria e família”, associado à família Bolsonaro, no culto do dia do segundo turno. A fala veio depois de a igreja se afastar da disputa presidencial e de metade dos 12 deputados ligados a ela que buscaram a reeleição ser derrotada.
O bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, criticou o lema “Deus, pátria e família”, associado à família Bolsonaro, durante o culto da manhã de 25 de outubro, domingo do segundo turno das eleições. No púlpito, ele disse não aprovar “aquela teoria” e defendeu outra ordem: primeiro Deus, depois a família e, em terceiro lugar, o Estado. Para justificar a hierarquia, citou os personagens bíblicos Abraão e Isaac e perguntou aos fiéis se poderia haver pátria sem família.
O trecho circulou nas redes sociais no fim de semana seguinte, e as matérias analisadas saíram em 2 de novembro. A cobertura de centro registrou que a fala foi feita no dia da votação, e não depois do resultado.
Os textos convergem no contexto político. Segundo eles, a Universal se manteve distante da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, posição diferente da de 2022, quando a igreja apoiou a reeleição de Jair Bolsonaro. No primeiro turno, a denominação concentrou esforços no Legislativo, com uma campanha para eleger nomes ligados a ela e construir “muros” contra propostas como o PL da Misoginia e a taxação de templos.
A cobertura de centro relatou que a estratégia não deu o resultado esperado. Metade dos 12 deputados da Universal que tentaram a reeleição, todos do Republicanos, foi derrotada. Marcos Pereira, presidente nacional do partido, caiu de 231 mil votos há quatro anos para 196 mil. Maria Rosas se reelegeu com votação menor que a de 2022, e Milton Vieira e Vinicius Carvalho ficaram sem mandato. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do Republicanos, e Benedita da Silva, do PT, perderam a disputa pelo Senado para Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL. Um dos textos de centro atribui esses números a um levantamento de outro veículo. Segundo analistas citados pela cobertura de centro, políticos evangélicos apoiados por suas igrejas perdem espaço para candidatos ligados ao bolsonarismo que mantêm identidade religiosa, mas concorrem sem a chancela de pastores ou bispos.
As diferenças aparecem no enquadramento. A cobertura de centro tratou a fala como crítica ao lema e a relacionou ao afastamento da igreja na campanha, sem atribuir motivação ao bispo. Veículos de esquerda leram o gesto como ruptura: chamaram o lema de máxima “de raízes histórico-fascistas”, disseram que Macedo falou “possivelmente já tendo percebido” a derrota de Flávio Bolsonaro e descreveram a declaração como “senha institucional” de um desembarque do bolsonarismo pelas forças conservadoras tradicionais. A cobertura de esquerda também afirmou que a eleição deu um quarto mandato a Lula, citou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, como exemplo de distanciamento do grupo. Os textos de centro não registraram esses pontos. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
O que ainda não se sabe: até a noite de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, nenhum dos textos registrava resposta da família Bolsonaro ou do PL à crítica. Também não havia, nos textos, declaração da Igreja Universal sobre se a fala marca mudança formal de alinhamento político, leitura que aparece só na cobertura de esquerda, atribuída a observadores não identificados.
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