Bispo JB Carvalho, pastor de Flávio Bolsonaro, diz que eleição terminou
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A cobertura de centro relatou que o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, igreja de Brasília onde Flávio Bolsonaro se batizou em 2024, publicou em 28 de outubro que as eleições terminaram e que não haverá terceiro turno. O texto trouxe o placar oficial do Tribunal Superior Eleitoral, a saída de Flávio do país, a apreensão do passaporte autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e as três versões da carta do senador, e informou que procurou o pastor sem obter resposta.
Veículos de direita relataram que o bispo JB Carvalho defendeu o resultado das eleições nas redes sociais depois da divulgação do que o texto chamou de "carta golpista" de Flávio Bolsonaro, e que apagou a imagem horas depois. A cobertura detalhou a relação do pastor com o senador, as mensagens publicadas antes e depois do segundo turno e um livro de 2001 em que o bispo critica a devoção a Nossa Senhora.
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2 fontes políticas
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A cobertura de centro e a de direita relatam que o bispo JB Carvalho, líder da igreja frequentada por Flávio Bolsonaro, publicou que as eleições terminaram, pediu que parassem de profetizar o caos e se disse de férias do debate político.
O bispo JB Carvalho, presidente da Comunidade das Nações, igreja de Brasília onde Flávio Bolsonaro se batizou, publicou em 28 de outubro que as eleições terminaram e que não haverá terceiro turno, três dias depois da vitória de Lula no segundo turno. Depois, disse estar de férias do debate político.
O bispo JB Carvalho, pastor e presidente da Comunidade das Nações, igreja evangélica neopentecostal de Brasília frequentada pelo senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, publicou nas redes sociais mensagens de respeito ao resultado da eleição presidencial de 2026. Na quarta-feira, 28 de outubro, ele divulgou no Instagram uma imagem com a frase "As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue" e escreveu na legenda: "Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos".
A manifestação veio três dias depois de o Tribunal Superior Eleitoral declarar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sobre Flávio no segundo turno, em 25 de outubro. Lula teve 64.256.232 votos, ou 51,79%, contra 59.826.041 votos, ou 48,21%, do senador. O pastor é próximo de Flávio, que se batizou na igreja com a esposa, Fernanda, em janeiro de 2024.
Os lados que cobriram o caso convergem no essencial. Em outra publicação, o pastor disse ser hora de "virar a página". Na quinta-feira, 29, declarou estar "de férias do debate político" e cansado da polarização, e afirmou que continuaria orando pelo país.
As mensagens circularam enquanto Flávio estava fora do Brasil. Segundo a cobertura, o senador, a mulher e as duas filhas deixaram o país por se sentirem ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a Polícia Federal a apreender o passaporte dele e a proibi-lo de sair do país. Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta em que se apresentava como presidente eleito; uma versão posterior trocou o termo por "líder".
A cobertura de centro relatou o caso de forma descritiva, com o placar oficial da eleição, a cronologia da apreensão do passaporte e as três versões da carta do senador, e registrou que procurou o pastor sem obter resposta até a publicação. Veículos de direita deram mais detalhes sobre o histórico do bispo: informaram que ele apagou a imagem horas depois, recuperaram mensagens publicadas no domingo da eleição e na segunda-feira após a derrota, lembraram que Flávio abriu os compromissos públicos da candidatura num culto na igreja e citaram um livro de 2001 em que o bispo critica a devoção a Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. O texto de direita chamou o documento do senador de "carta golpista", expressão que não aparece na cobertura de centro, que, por sua vez, não mencionou a exclusão da imagem. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, o pastor não havia explicado por que apagou a imagem nem respondido ao pedido de comentário, e nenhuma das matérias registrava reação de Flávio Bolsonaro às mensagens de seu líder religioso.
Bispo JB Carvalho é pastor e presidente da igreja evangélica apostólica Comunidade das Nações, frequentada pelo senador

JB Carvalho pediu que seguidores parem de “profetizar o caos” depois da derrota de Flávio para Lula. Leia no Poder360.
