Eduardo Bolsonaro mira Alexandre de Moraes em Washington e no tribunal de Haia
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira com integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, e defenderam sanções com base na Lei Global Magnitsky contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O encontro ocorreu um dia depois de o STF interromper, por pedido de vista de Dino, a análise de um relatório da Polícia Federal no Caso Master. Na véspera, um advogado protocolou no Tribunal Penal Internacional, em Haia, denúncia contra Moraes com apoio de Eduardo.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo iniciaram em Washington uma ofensiva para pressionar o governo de Donald Trump a reativar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e estender a punição a Flávio Dino.
Eduardo Bolsonaro levou a Washington e a Haia a contestação à atuação do ministro Alexandre de Moraes. O advogado Fábio Pagnozzi protocolou no Tribunal Penal Internacional denúncia que acusa Moraes de participar de um ataque sistemático contra opositores e apoiadores de Jair Bolsonaro, citando as prisões do 8 de Janeiro e brasileiros que vivem fora do país.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro levou a Washington o pedido de sanções pela Lei Magnitsky contra os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, enquanto uma denúncia contra Moraes era protocolada no Tribunal Penal Internacional. Compare como veículos de esquerda, centro e direita cobriram a ofensiva.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro abriu duas frentes internacionais contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nesta quarta-feira, 16 de setembro, ele e Paulo Figueiredo se reuniram com integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, e defenderam sanções contra Moraes e contra os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Na noite anterior, o advogado Fábio Pagnozzi protocolou no Tribunal Penal Internacional, em Haia, uma denúncia contra Moraes com o apoio de Eduardo.
As duas iniciativas ocorreram logo depois de o Supremo iniciar, na terça-feira, a análise de um relatório da Polícia Federal no Caso Master, que cita Moraes como suposto interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Dino. Segundo Figueiredo, Moraes continua formalmente designado sob a Lei Global Magnitsky, que prevê congelamento de bens e restrição de vistos, e deveria voltar à lista de sancionados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, órgão do Tesouro americano, do qual foi retirado em dezembro de 2025. Ele afirmou ainda que Dino e Gilmar Mendes prestariam apoio material a um indivíduo designado. A reunião também tratou de crime organizado, em referência a um documento do governo Trump que afirma que o Brasil falhou ao enfrentar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho.
A denúncia ao tribunal de Haia, assinada por Eduardo em 7 de setembro, no Texas, pede exame preliminar sobre supostos crimes contra a humanidade. O texto acusa Moraes de participar de um ataque sistemático contra opositores e cita as condenações do 8 de Janeiro.
A cobertura de centro relatou a reunião com base nas declarações de Figueiredo e ressaltou lacunas: não está claro com quem os dois se reuniram, e eles teriam tentado convencer os americanos de que as sanções não prejudicariam a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo. Veículos de esquerda destacaram a agenda como uma ofensiva para pressionar Washington, lembraram que as sanções anteriores foram revogadas a pedido do governo brasileiro e de empresários, e enfatizaram que setores do governo Trump resistem a novas punições por temer fortalecer o discurso de soberania nacional do presidente Lula antes das eleições. Veículos de direita deram mais espaço à denúncia no tribunal internacional, detalhando as acusações sobre prisões e sobre brasileiros que deixaram o país, como Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Carla Zambelli, e registraram que Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo, em junho, por coação no curso do processo.
Ainda não se sabe se o governo americano adotará novas sanções, nem quando. Figueiredo disse que haveria notícias nas próximas semanas, sem detalhar. Também não há informação sobre se o Tribunal Penal Internacional abrirá qualquer exame preliminar, nem sobre quando o Supremo retomará o julgamento do relatório da Polícia Federal. Nenhuma das reportagens trouxe resposta dos ministros citados.
Ex-deputado se reuniu com integrantes do Departamento de Estado dos EUA nesta quarta-feira (16), um dia após julgamento no STF

O ex-deputado e irmão do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, Eduardo teria pedido a aplicação da Lei Magnitsky aos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes

Ex-deputado e Paulo Figueiredo se reúnem com integrantes do governo Trump e articulam novas punições ao STF

O advogado Fábio Pagnozzi protocolou na noite desta terça-feira (15), no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, uma denúncia contra
