Ronaldo Caiado propõe ao TSE fim da reeleição e SUS com fila por risco
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Como decidimos →Ronaldo Caiado, candidato do Partido Social Democrático (PSD) à Presidência da República, entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o plano de governo com que disputa as eleições de 2026, em chapa com o ex-ministro Gilberto Kassab como vice. O documento propõe uma emenda constitucional para acabar com a reeleição no Poder Executivo, reorganiza a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) por prioridade clínica, fixa meta de alfabetização até o fim do 2º ano do ensino fundamental e concentra a política de segurança na asfixia financeira do crime organizado. Na economia, o plano defende o conceito de biocompetitividade, que combina base agrícola, energia renovável e biodiversidade.
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O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral o plano de governo com que disputa as eleições de 2026. O documento propõe uma emenda constitucional para extinguir a reeleição no Executivo, reorganiza a fila do SUS por prioridade clínica e concentra a política de segurança na asfixia financeira das facções.
O candidato do Partido Social Democrático (PSD) à Presidência da República, Ronaldo Caiado, entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o plano de governo com que disputa as eleições de 2026. Médico ortopedista, produtor rural e ex-governador de Goiás por dois mandatos, Caiado tem 76 anos, já foi deputado federal e senador, e concorre em chapa com o ex-ministro Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente. O documento organiza as propostas em eixos de gestão pública, saúde, educação, segurança e economia.
A mudança institucional mais visível é o fim da reeleição no Poder Executivo. O plano prevê o envio ao Congresso Nacional, logo no início de um eventual mandato, de uma Proposta de Emenda à Constituição para extinguir a recondução consecutiva de presidentes, governadores e prefeitos. Segundo o texto, o objetivo é reduzir a influência do calendário eleitoral sobre as decisões de governo, limitar o uso da máquina pública em projetos de continuidade pessoal e estimular políticas que ultrapassem um único mandato. No mesmo eixo, o candidato propõe escolher dirigentes de ministérios, autarquias e estatais por critérios públicos de competência, experiência e integridade, com metas e indicadores de desempenho divulgados à população.
Na saúde, o plano quer substituir a fila cronológica do Sistema Único de Saúde (SUS) por uma ordem definida por prioridade clínica, em um Sistema Nacional de Acesso e Regulação Inteligente que usaria inteligência artificial para considerar gravidade, risco de progressão da doença e vulnerabilidade social. O documento também prevê prontuário eletrônico interoperável, articulado a uma Infraestrutura Nacional de Dados em Saúde, com histórico do paciente acessível em unidades básicas, hospitais, laboratórios e farmácias públicas. Na educação, a meta é que toda criança esteja alfabetizada e domine os fundamentos de matemática até o fim do 2º ano do ensino fundamental, por meio de um Pacto Nacional pela Alfabetização e Matemática na Idade Certa, com apoio técnico e financeiro da União, formação continuada de professores e avaliações diagnósticas periódicas.
Na segurança pública, a estratégia se concentra na asfixia financeira do crime organizado e das milícias, com instrumentos legais para acelerar o perdimento de bens, integração de bases de dados para rastrear empresas de fachada e criptoativos, uso de tecnologia de monitoramento e atuação conjunta das Forças Armadas com polícias federais e estaduais em fronteiras, portos e aeroportos. O plano cita ainda a retomada do controle do sistema penitenciário como condição para enfraquecer lideranças de facções. Na economia, a aposta é o conceito de biocompetitividade: combinar base agrícola, matriz energética renovável e biodiversidade para agregar valor tecnológico e industrial à produção, em vez de exportar sobretudo commodities. Ao TSE, Caiado declarou patrimônio de R$ 52.557.930,98, mais de 110% acima dos R$ 24,8 milhões informados em 2022, com imóveis rurais e rebanho respondendo por quase 90% dos ativos.
A cobertura reunida até o momento é de fonte única: apenas um veículo detalhou o conteúdo do plano, em registro descritivo, sem análise crítica das propostas e sem ouvir apoiadores ou opositores. Por isso não há, neste conjunto, leitura de veículos de esquerda nem de direita sobre o documento, e nenhuma interpretação ideológica pode ser atribuída a lados que não cobriram o caso. O que está disponível é o texto do próprio candidato, que combina bandeiras de eficiência administrativa e ordem pública com metas sociais de saúde e alfabetização.
Ainda não se sabe quanto custam as medidas nem de onde sairiam os recursos, e não há indicação de base parlamentar para aprovar uma emenda que retire dos atuais ocupantes do Executivo a possibilidade de disputar novo mandato. Também falta detalhamento sobre como a fila do SUS ordenada por algoritmo seria auditada, quais critérios entrariam no cálculo de vulnerabilidade social e em que prazo o prontuário nacional estaria disponível. O plano não informa se a proposta de fim da reeleição valeria já para o pleito seguinte.
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