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Ministério Público contesta versão da PM sobre abordagem a motorista de Haddad
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A Procuradoria Regional Eleitoral arquivou em 27 de agosto a representação que apurava eventual ilícito eleitoral do governador Tarcísio de Freitas na aproximação de viaturas da Polícia Militar ao carro do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, em 11 de agosto, mas classificou de inverossímil a tese de mera coincidência no patrulhamento. Em 31 de agosto, Haddad apresentou em coletiva um parecer técnico contratado pela campanha, entregue ao distrito policial que investiga o caso, segundo o qual uma viatura permaneceu cerca de 20 minutos estacionada em frente ao hotel onde o motorista Alessandro Caseri estava parado. A Secretaria da Segurança Pública já havia informado não ter identificado indícios de abordagem ou de procedimento irregular.
Esquerda
O episódio expõe o risco de uso do aparato de segurança pública estadual contra um adversário político em plena campanha. O Ministério Público Federal, ao afirmar ser inverossímil a coincidência de duas guarnições de elite cruzando com o mesmo carro em 44 minutos, desmontou a explicação oficial da Polícia Militar de São Paulo e devolveu ao caso a gravidade que a Secretaria da Segurança Pública tentou dissolver ao dizer que nada de irregular havia ocorrido.
Centro
A Procuradoria Regional Eleitoral arquivou em 27 de agosto a representação que apurava eventual ilícito eleitoral do governador Tarcísio de Freitas na aproximação de viaturas da Polícia Militar ao carro do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, em 11 de agosto, mas classificou de inverossímil a tese de mera coincidência no patrulhamento.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto é documentado e cita a decisão do procurador Paulo Taubemblatt com precisão, mas organiza o material pelo eixo do uso do aparato de segurança pública contra um candidato: o título fixa a dúvida sobre a corporação, o arquivamento aparece como ressalva e o fecho retoma a inverossimilhança da coincidência. Trata o parecer contratado pela campanha com o cuidado de registrar que não é perícia judicial, o que segura o texto longe do panfleto, mas a seleção e a ordem dos fatos favorecem a leitura de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Relato factual da coletiva: atribui cada afirmação a quem a fez, registra que o parecer foi contratado pela campanha e não determinado pela Justiça, reproduz a posição anterior da Secretaria da Segurança Pública de que não houve indícios de irregularidade e informa que procurou o órgão e aguarda resposta. Não há vocabulário valorativo próprio nem enquadramento ideológico sobre a conduta da corporação.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O caso da abordagem policial ao motorista do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad ganhou um novo capítulo. O Ministério Público Federal arquivou a apuração eleitoral contra o governador Tarcísio de Freitas, mas afirmou que a explicação da Polícia Militar não se sustenta como coincidência. A campanha apresentou perícia própria à delegacia que investiga o episódio.
O Ministério Público Federal afirmou que a explicação da Polícia Militar de São Paulo para a aproximação de viaturas ao carro do candidato ao governo paulista Fernando Haddad não se sustenta como simples coincidência. Em decisão do procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou, em 27 de agosto, a representação que apurava eventual ilícito eleitoral atribuído ao governador Tarcísio de Freitas, por não encontrar elementos que ligassem o governador à atuação dos policiais. No mesmo documento, porém, registrou ser inverossímil a tese de mera coincidência no patrulhamento ordinário levantada pela corporação.
Os fatos que aparecem em toda a cobertura são os mesmos. Na noite de 11 de agosto, Haddad chegava à sua residência, na capital paulista, quando policiais iluminaram o interior do veículo em que estava. Depois que ele desembarcou, o motorista Alessandro Caseri seguiu com o Ford Fusion e estacionou na Rua Joinville, na Vila Mariana, diante de um hotel. Pelos registros apresentados pela própria Polícia Militar, uma guarnição da Força Tática chegou à base às 21h56, o carro parou na rua às 21h58 e, às 22h24, outra guarnição, de batalhão diferente, entrou na mesma via. Caseri saiu do local dois minutos depois. Foi esse duplo encontro em 44 minutos, envolvendo tropas especializadas que não fazem radiopatrulha comum, que a Procuradoria considerou difícil de explicar. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo para avaliar constrangimento ilegal, ameaça e perseguição, e a coligação do candidato ainda pode contestar o arquivamento em dez dias.
Veículos de esquerda destacaram a hipótese de uso do aparato de segurança pública contra um candidato em campanha, dando o primeiro plano à contradição entre os horários registrados pela corporação e a versão de patrulhamento de rotina, e ao fato de que o arquivamento na esfera eleitoral não validou a explicação da polícia.
A cobertura de centro relatou a coletiva de 31 de agosto, em que Haddad apresentou ao distrito policial responsável pelo inquérito um parecer técnico segundo o qual uma viatura permaneceu cerca de 20 minutos estacionada em frente ao hotel. Essa cobertura registrou também as ressalvas do caso: o parecer foi elaborado por assistentes técnicos escolhidos pela campanha, sem determinação judicial, e não possui imagem direta do momento alegado, apenas reconstrução a partir de outras câmeras. Reproduziu ainda a posição anterior da Secretaria da Segurança Pública, de que as diligências não identificaram indício de abordagem ou de procedimento irregular, e o relato do advogado Thiago Rocha sobre a sequência de viaturas. O candidato afirmou que não acusou ninguém e que buscava esclarecimento e eventual correção de procedimento.
Veículos de direita não publicaram cobertura própria do episódio no conjunto de fontes reunido até aqui. O ângulo que costuma organizar esse campo, a ausência de prova de ordem superior, o arquivamento formal da representação contra o governador e a origem contratada do parecer, aparece apenas como ressalva dentro da cobertura de centro.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das fontes identifica quem teria determinado a aproximação das viaturas, nem se houve determinação. Não há imagem direta da viatura parada em frente ao hotel. A Secretaria da Segurança Pública não respondeu ao novo pedido de posicionamento feito depois da coletiva, o conteúdo das imagens de outras 70 câmeras coletadas no inquérito não é conhecido publicamente, e o Ministério Público de São Paulo ainda não se manifestou sobre os crimes que lhe foram submetidos.
Toda a cobertura registra que a Procuradoria Regional Eleitoral arquivou a representação contra Tarcísio de Freitas por falta de elementos e que, na mesma decisão, considerou inverossímil a tese de coincidência no patrulhamento, com duas guarnições da Força Tática cruzando com o mesmo carro em 44 minutos. Também há convergência de que o caso seguiu para o Ministério Público de São Paulo e para o inquérito policial.

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