Sandro Alex defende pasta estadual de energia na disputa pelo Paraná
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O candidato do Partido Social Democrático ao governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu a criação de uma Secretaria de Energia no estado. A proposta integra o plano de governo e foi detalhada em entrevista em Curitiba na terça-feira, 25 de agosto de 2026. Segundo o candidato, a pasta cuidaria da relação com a hidrelétrica de Itaipu, da discussão sobre royalties do petróleo e do acompanhamento dos contratos da Companhia Paranaense de Energia, a Copel, além de temas como biometano, biogás e etanol de milho. Ele afirmou que o assunto está travado em Brasília há anos e que o objetivo é desburocratizar e reduzir a morosidade do sistema. A campanha eleitoral começou em 16 de agosto e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
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Toda a cobertura disponível registra o mesmo fato sem contestação: Sandro Alex, candidato do Partido Social Democrático ao governo do Paraná, incluiu no plano de governo a criação de uma Secretaria de Energia para tratar da relação com Itaipu, dos royalties do petróleo e do acompanhamento dos contratos da Copel.
Em agenda de campanha em Curitiba, o candidato do Partido Social Democrático ao governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu a criação de uma Secretaria de Energia para acompanhar a relação com Itaipu, os royalties do petróleo e os contratos da Copel. A proposta foi apresentada sem estimativa de custo e sem detalhamento da estrutura, a pouco mais de um mês do primeiro turno.
O candidato do Partido Social Democrático ao governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu a criação de uma Secretaria de Energia no estado. A proposta integra o plano de governo apresentado na campanha e foi detalhada em entrevista concedida em Curitiba na terça-feira, 25 de agosto de 2026, dia em que ele também gravou peças para o programa eleitoral.
Segundo o próprio candidato, a nova pasta cuidaria do relacionamento do Paraná com a hidrelétrica de Itaipu, da discussão sobre os royalties do petróleo e do acompanhamento dos contratos da Companhia Paranaense de Energia, a Copel, que ele descreveu como empresa já modernizada. Ele citou ainda o avanço do biometano, do biogás e do etanol produzido a partir do milho, com investimentos de cooperativas e empresas instalados no estado. O objetivo declarado é desburocratizar e reduzir a morosidade do sistema. Nas palavras dele, o assunto está travado em Brasília há muitos anos e exige acompanhamento permanente do governo estadual.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma factual, transcrevendo a fala do candidato em bloco, registrando a agenda do dia, que incluía um encontro de postulantes ao governo com lideranças industriais em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e o lançamento da candidatura de um deputado federal do partido. Esse mesmo relato lembrou que a campanha eleitoral começou em 16 de agosto em todo o país, que o primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se necessário, para 25 de outubro, e listou os oito nomes que disputam o governo paranaense.
O contraste de cobertura, neste caso, está na ausência dela. Os veículos de direita presentes no agrupamento não analisaram a proposta: entraram apenas com fichas de candidatura extraídas dos registros do Tribunal Superior Eleitoral, com número de urna, partido, patrimônio declarado e histórico eleitoral de postulantes de outros estados, sem uma linha de apuração sobre o Paraná. Nenhum veículo de esquerda tratou do tema até o momento. Não existe, portanto, no material disponível, nem a cobrança pela destinação social dos royalties e pelo controle público dos contratos da Copel, que costuma vir do enquadramento à esquerda, nem o teste de custo da nova estrutura administrativa, que costuma vir do enquadramento à direita. O leitor recebe a proposta como ela foi enunciada pelo candidato, sem contraditório.
O que ainda não se sabe é praticamente tudo o que dá dimensão à promessa. Não há estimativa de custo da Secretaria de Energia, nem definição de quadro de pessoal, orçamento ou se ela nasceria da fusão de estruturas já existentes no governo estadual. Também não foi detalhado quais contratos da Copel seriam objeto de acompanhamento, o que exatamente está travado em Brasília na discussão sobre Itaipu e royalties do petróleo, nem que instrumentos o estado teria para destravar. Os demais candidatos ao governo do Paraná não se manifestaram sobre a proposta no material disponível.
Candidato do PSD participa de compromissos de campanha nesta terça-feira (25).
