Campanha eleitoral de 2026 avança sob missão de peritos da União Europeia
1 veículo de esquerda · 6 veículos de centro · 3 veículos de direita
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A campanha eleitoral de 2026 começou em 16 de agosto, quando comícios, caminhadas, carreatas e propaganda passaram a ser permitidos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se necessário, para 25 de outubro. Nos estados, as chapas estão definidas: oito candidatos no Paraná, oito em Santa Catarina, seis no Mato Grosso e nove no Rio de Janeiro. A primeira pesquisa Datafolha divulgada para o governo fluminense aponta Eduardo Paes, do PSD, com 41% das intenções de voto, contra 19% de Douglas Ruas, do PL, e 9% de Anthony Garotinho, do Republicanos. Sete organizações internacionais acompanharão o pleito, e a União Europeia enviará cinco peritos independentes pela primeira vez nesse formato. Entre os candidatos, 35% são mulheres, e o Tribunal Superior Eleitoral recebeu pedidos de registro de brasileiros naturalizados nascidos em países como Síria, Bolívia, Peru e Itália.
O início da campanha de 2026 expõe quem consegue de fato disputar o poder no Brasil. Apenas um dos trinta partidos, a Unidade Popular, apresenta mais candidatas do que candidatos, enquanto PRTB e PCB ficaram abaixo da cota legal de 30% e a Câmara dos Deputados aprovou anistia às legendas que descumpriram a regra, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral reconhecer fraudes no preenchimento do percentual.
A eleição de 2026 entra em campanha sob escrutínio inédito. Pela primeira vez, a União Europeia enviará ao Brasil uma missão de cinco peritos independentes, de perfil técnico, para examinar legislação eleitoral, tecnologia, cadastro de eleitores, segurança e sistemas de divulgação de resultados, com relatório de recomendações ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Itamaraty.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados tratam o calendário e as candidaturas como dados assentados: a campanha começou em 16 de agosto, o primeiro turno é em 4 de outubro e o segundo em 25 de outubro. Também há convergência de que a presença de missões internacionais, incluindo a União Europeia e a Organização dos Estados Americanos, faz parte do processo, sem que nenhum veículo questione a validade do pleito.
A primeira semana de campanha das eleições de 2026 reúne a definição das chapas estaduais, a chegada de uma missão inédita de peritos da União Europeia e a primeira pesquisa Datafolha para o governo do Rio de Janeiro. O primeiro turno é em 4 de outubro, e cada lado da imprensa mede o pleito por uma régua diferente.
A campanha eleitoral de 2026 completou sua primeira semana de atos autorizados e concentra, ao mesmo tempo, três frentes: a definição das chapas estaduais, a chegada de missões internacionais para acompanhar o pleito e as primeiras pesquisas de intenção de voto nos estados. Comícios, caminhadas, carreatas e propaganda na internet estão liberados desde 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo turno, se necessário, para 25 de outubro.
A cobertura de centro relatou o cotidiano dessa largada. No Paraná, oito nomes disputam o governo, entre eles Requião Filho, do PDT, que cumpriu agenda em Curitiba, e Sérgio Moro, do PL. Em Santa Catarina, também são oito candidatos ao Palácio Cruz e Sousa, com o atual governador Jorginho Mello, do PL, diante de nomes como Gelson Merísio, do PSB, e João Rodrigues, do PSD. No Mato Grosso, seis candidatos disputam o Palácio Paiaguás, com destaque para o atual governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, que declarou patrimônio de 575,6 milhões de reais, o maior entre todos os candidatos a governador do país. No Rio de Janeiro, os nove candidatos divulgaram agenda de sábado, e Eduardo Paes, do PSD, participou de ato ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Bangu.
Veículos de direita enfatizaram o escrutínio sobre o processo eleitoral. A União Europeia enviará ao Brasil cinco peritos independentes, pela primeira vez nesse formato, que devem permanecer de dois a três meses e entregar um relatório com recomendações ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Itamaraty. Ao todo, sete organizações internacionais acompanharão a eleição, entre elas a Organização dos Estados Americanos, o Parlamento do Mercosul e a Liga dos Estados Árabes. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se com mais de noventa chefes de missões diplomáticas e voltou a defender a segurança das urnas eletrônicas. A mesma cobertura deu espaço à pesquisa Datafolha no Rio de Janeiro, que mostra Eduardo Paes com 41% das intenções de voto, contra 19% de Douglas Ruas, do PL, e 9% de Anthony Garotinho, do Republicanos, cuja candidatura foi impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral por condenação em improbidade administrativa.
Veículos de esquerda destacaram quem fica de fora dessa disputa. Uma análise sobre a bancada evangélica sustenta que as movimentações partidárias de 2026 revelam atuação também à esquerda e ao centro, o que contraria o estereótipo de adesão automática à direita. Na mesma direção, a cobertura sobre representação feminina mostrou que apenas um dos trinta partidos, a Unidade Popular, tem mais candidatas do que candidatos, que a participação feminina nacional é de 35% e que PRTB e PCB estão abaixo da cota legal de 30%. As cientistas políticas Luciana Santana e Hannah Maruci Aflalo atribuem o quadro à forma como as legendas recrutam candidaturas e distribuem recursos, e não à disposição individual das mulheres. O texto lembra ainda que a Câmara dos Deputados aprovou anistia aos partidos que descumpriram a regra depois de o Tribunal Superior Eleitoral reconhecer fraudes no preenchimento da cota.
A divergência de enquadramento é nítida. Enquanto veículos de direita tratam o pleito como um processo a ser auditado, medindo patrimônio, ficha limpa e legalidade das candidaturas, veículos de esquerda tratam a mesma eleição como um problema de acesso, medindo quem consegue entrar na disputa e com quais recursos. A cobertura de centro sustenta a camada descritiva comum às duas leituras: listas de candidatos, agendas de campanha, prazos legais e o registro de brasileiros naturalizados nascidos na Síria, na Bolívia, no Peru e na Itália entre os postulantes.
Ainda não se sabe o desfecho da impugnação de Anthony Garotinho, que será analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral, nem quais aspectos técnicos a missão europeia examinará no relatório final. Também não foram divulgados margem de erro, número de entrevistados e período de campo da pesquisa no Rio de Janeiro, e não há informação sobre os efeitos práticos da anistia aprovada pela Câmara dos Deputados aos partidos que descumpriram a cota de gênero.
O Não é Bem Assim dessa semana analisa os dois “atoleiros” das eleições de 2026: de um lado, as suspeitas e episódios ainda sem explicação envolvendo os principais candidatos; de outro, a dificuldade dos demais nomes de crescer nas pesquisas e romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães discutem como a alta rejeição e possíveis escândalos podem influenciar a disputa, enquanto temas como economia, contas públicas, desen
A União Europeia (UE) enviará ao Brasil uma missão formada por peritos para acompanhar o processo eleitoral deste ano. Segundo

Candidato do PDT também participa de atividades voltadas à produção de conteúdo para a campanha nesta quinta-feira (20).

Oito nomes disputam o Palácio Cruz e Sousa; primeiro turno será em 4 de outubro

Esta é a primeira pesquisa do Datafolha sobre a eleição para o governo do Rio de Janeiro

As movimentações partidárias para o pleito de 2026 revelam a diversidade interna da bancada evangélica, com atuações à esquerda e ao centro, pondo à prova o estereótipo de uma adesão automática à direita O post Os evangélicos nas eleições de 2026 apareceu primeiro em Le Monde Diplomatique.

Candidatos nasceram em países da América Latina, Europa, Ásia, África e Oriente Médio; registros ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral

Eleição terá seis candidatos registrados e eleitorado de 2,63 milhões de pessoas em 141 municípios

O Unidade Popular (UP) é o único dos 30 partidos brasileiros com mais candidatas mulheres do que homens nas eleições de 2026. A sigla tem 53% de mulheres entre os candidatos.

Veja o que cada um dos nove candidatos pretende fazer em mais um dia oficial de campanha eleitoral no estado.

Nesta matéria: viés de centro.