Registro de candidaturas de 2026 fecha no TSE com maioria branca e masculina
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Encerrado o prazo de registro em 15 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou o perfil das cerca de 20,6 mil candidaturas às eleições gerais de 2026. O candidato predominante é homem, branco, casado, tem entre 40 e 59 anos e concluiu o ensino superior. Homens são 65% dos inscritos e mulheres, 35%. Nas declarações de cor e raça, 48,68% se dizem brancos, 36,2% pardos, 13,6% pretos e 0,9% indígenas. Empresários e advogados lideram as ocupações. Em paralelo, 33,64% dos registros declaram não possuir bens, o uso do nome social subiu 45% em relação a 2022 e nove candidatos disputam o pleito com mandados de prisão civil em aberto por pensão alimentícia. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O encerramento do prazo de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou à disposição do eleitor o dado que interessa antes do voto: quem é, o que faz e o que possui cada um dos cerca de 20,6 mil candidatos de 2026.
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Veículos com viés à direita
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Esquerda, centro e direita partem dos mesmos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não contestam o retrato: o candidato predominante de 2026 é homem, branco, casado, tem entre 40 e 59 anos e ensino superior completo, perfil distante da composição da população brasileira. Também há acordo de que a declaração de bens e a base pública de candidaturas são os instrumentos pelos quais o eleitor confere quem está na disputa.
O prazo de registro para as eleições gerais de 2026 terminou e o Tribunal Superior Eleitoral consolidou o perfil de cerca de 20,6 mil candidatos: maioria de homens, brancos, casados e com ensino superior. Os dados também mostram alta de 45% no uso do nome social, um terço de candidatos sem bens declarados e nove postulantes com mandados de prisão em aberto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou os dados das candidaturas registradas para as eleições gerais de 2026 e o retrato que saiu da base é o de um grupo pouco parecido com o eleitorado que pretende representar. O prazo de registro terminou na noite de 15 de agosto, e a base reúne cerca de 20,6 mil pedidos. O candidato predominante é homem, branco, casado, tem entre 40 e 59 anos e concluiu o ensino superior. Homens são 65% dos inscritos, e mulheres, 35%. Nas declarações de cor e raça, 48,68% se declaram brancos, 36,2% pardos, 13,6% pretos e 0,9% indígenas. O ensino superior completo aparece em 58,5% dos registros, proporção muito acima da média da população brasileira. Entre as ocupações, empresários somam 12,5% e advogados, 8,2%, seguidos por deputados e vereadores que já exercem mandato.
O mesmo padrão se repete no maior colégio eleitoral do país. Em São Paulo são 2.549 candidatos para mais de 34 milhões de eleitores, dos quais 66,9% são homens e 68% se declaram brancos, participação que cresceu em relação a 2022, enquanto a de candidatos pretos caiu de 13,1% para 11,4%. Nos estados, a disputa já está montada: o Pará tem cinco chapas ao governo e 6,2 milhões de eleitores, e no Amapá os candidatos cumpriram nesta semana o quinto dia oficial de campanha, com caminhadas, panfletagem e gravações para as redes sociais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro.
Os três blocos de cobertura partem da mesma base oficial e não divergem sobre os números. Também convergem em três achados. O uso do nome social por candidatos trans e travestis chegou a 54 registros, alta de 45% em relação a 2022, sendo 53 deles para o Legislativo. Mais de um terço dos candidatos, 6.933 registros ou 33,64% do total, declarou não possuir bens. E um cruzamento entre a base de candidaturas e o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encontrou nove candidatos com mandados de prisão em aberto, todos civis, decorrentes de dívidas de pensão alimentícia que somam R$ 95.221,88.
A diferença está no que cada lado escolheu iluminar. Veículos de esquerda deram destaque ao avanço das candidaturas trans e travestis e ao significado do nome social como reconhecimento de identidade, tratando a sub-representação de mulheres, pretos, pardos e indígenas como problema estrutural dos partidos, e não como acaso estatístico. A cobertura de centro manteve o tom descritivo, detalhou os recortes por estado, faixa etária, escolaridade e ocupação e investiu em checagem documental, apurando a situação judicial dos registros e ouvindo especialistas em direito eleitoral. Veículos de direita concentraram a atenção no patrimônio declarado e na transparência das informações prestadas à Justiça Eleitoral, com foco nos candidatos sem bens e no que a declaração permite ao eleitor fiscalizar por conta própria, e trataram a disputa por atenção nas redes, incluindo as coreografias de campanha, como técnica de marketing cujo efeito sobre o voto não está demonstrado.
Sobre o efeito jurídico dos mandados, os especialistas ouvidos afirmam que a mera existência da ordem não gera inelegibilidade nem impede o registro, que só cai diante de condenação transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado nos crimes previstos na Lei da Ficha Limpa. A prisão civil por pensão é medida de coerção para forçar o pagamento, e não pena criminal. Ainda assim, os candidatos nessa situação podem ser presos se forem localizados.
O que segue em aberto é relevante. O TSE não respondeu se os mandados podem interferir na análise dos registros, e parte dos pedidos de candidatura ainda aguarda julgamento, o que pode alterar os números a qualquer momento. Não há, até aqui, dado público que ligue engajamento em vídeo curto a intenção de voto, nem explicação das legendas para a queda na participação de candidatos pretos em São Paulo.
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O perfil dos candidatos nas eleições 2026 mostra a predominância de homens brancos com ensino superior, segundo dados consolidados pelo TSE sobre o pleito.

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Levantamento do g1 identificou nove candidatos “concorrendo” com mandados por pensão. Outras duas ordens criminais saíram do BNMP após contato do g1 com tribunais.

Os dados do TSE mostram um perfil predominante entre os candidatos: homem, branco, casado, com ensino superior e entre 40 e 59 anos.

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Com mais de 6,2 milhões de eleitores, estado terá cinco chapas na disputa

Após o início das atividades no fim de semana, candidatos cumprem compromissos nesta quinta-feira (20). Primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

Dados do TSE mostram que 6.933 dos 20.608 candidatos registrados para as eleições de 2026 declararam não ter bens. Leia na Gazeta do Povo.
