Netanyahu fica sem maioria em Israel e partidos árabes podem decidir governo
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As eleições parlamentares de Israel, realizadas em 27 de outubro, terminaram sem maioria para o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem para a oposição liderada pelo ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot. Os partidos árabes cresceram e podem ter entre 15 e 18 cadeiras no Knesset, o Parlamento de 120 assentos, o que os torna decisivos para qualquer maioria de 61. O resultado final só deve sair nesta semana, e o país pode enfrentar longas negociações ou nova eleição.
Pela leitura que enfatiza segurança e estabilidade institucional, a eleição israelense deixa o país sem maioria clara num momento de guerra contra adversários regionais. Benjamin Netanyahu se apresenta como o garantidor da segurança, destaca os êxitos militares e a relação com o presidente dos Estados Unidos, e rejeita qualquer acordo com partidos árabes, posição compartilhada por parte da própria oposição.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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As eleições parlamentares de 27 de outubro deixaram Israel sem maioria. O bloco de Benjamin Netanyahu e a oposição de Gadi Eisenkot ficaram abaixo dos 61 assentos no Knesset, e os partidos árabes, com participação recorde, passaram a ser vistos como peça decisiva para formar o próximo governo.
Israel saiu das eleições parlamentares de terça-feira, 27 de outubro, sem um vencedor capaz de governar sozinho. Nem a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas, alcançaram os 61 assentos necessários para formar maioria no Knesset, o Parlamento israelense de 120 cadeiras. Nesse vácuo, os partidos que representam a minoria árabe, cerca de 20% da população, passaram a ser vistos como peça decisiva para o próximo governo.
Até o momento, a cobertura do caso está concentrada em veículos de centro, e nenhum veículo de esquerda ou de direita publicou matéria própria sobre o tema. A cobertura de centro relatou números que ainda variam conforme o estágio da apuração. Com 85% das urnas apuradas, o bloco de Netanyahu tinha 54 cadeiras e o de Eisenkot, 49, enquanto os partidos árabes chegavam a 17. Uma parcial anterior, com 48,4% dos votos, dava 55 cadeiras ao governo, 50 à oposição e 15 aos árabes. As pesquisas de boca de urna das redes de televisão apontavam a oposição entre 52 e 53 cadeiras e o governo com 50. Entre os árabes, o Ra'am, a Lista Árabe Unida, de orientação islâmica moderada, deve ter sete cadeiras, e a Lista Unificada, dez ou 11.
Há convergência sobre o comparecimento alto, perto de 78%, embora os textos divirjam sobre desde quando é o maior índice. Também há acordo de que esta foi a primeira eleição geral desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, que mataram mais de 1.200 pessoas e abriram guerras em Gaza, no Líbano e contra o Irã. Por isso, analistas trataram a votação como um referendo sobre Netanyahu, que soma 19 anos no cargo em mandatos intercalados.
O que separa os relatos é a ênfase. Uma das matérias deu voz principal a Amir Badran, vice-prefeito de Tel Aviv-Jaffa e dirigente do partido judaico-árabe Hadash, para quem Eisenkot não tem escolha senão negociar com as legendas árabes. Outra destacou a reação do Likud, partido de Netanyahu, que acusou os partidos árabes de terem roubado a eleição, além do apelo do presidente Isaac Herzog para que as siglas façam todo o possível e evitem nova votação. Yussef Jabareen, da Lista Unificada, defendeu uma aliança judaico-árabe, e Yair Golan, líder do principal partido de esquerda israelense, foi o único da oposição a apoiar abertamente a ideia. Avigdor Lieberman, aliado de Eisenkot, rejeita a hipótese, e o próprio Eisenkot tem demonstrado reservas.
Os relatos também registram que Eisenkot e Netanyahu têm posições parecidas em segurança: o centrista se opõe a um Estado palestino e apoia os assentamentos, mas promete conter a violência de colonos na Cisjordânia e criar uma comissão independente sobre as falhas do 7 de outubro.
Ainda não se sabe qual será o número final de cadeiras de cada bloco, previsto para ser divulgado nesta semana. Também não está claro se Eisenkot aceitará governar com apoio árabe, se tentará um governo minoritário ou se Israel voltará às urnas. Enquanto isso, Netanyahu segue como primeiro-ministro interino.
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