Eleitor escolhe dois senadores em 4 de outubro com 54 vagas do Senado em jogo
1 veículo de esquerda · 34 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
35 fontes políticas
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No primeiro turno das eleições de 4 de outubro, cada eleitor brasileiro vota duas vezes para o Senado Federal. A regra vale porque a Casa renova as 81 cadeiras de forma alternada, e em 2026 estão em disputa 54 vagas, duas por estado e pelo Distrito Federal. Os dois mais votados em cada unidade da Federação assumem mandatos de oito anos, sem segundo turno. Os votos precisam ir para candidatos diferentes: se o eleitor repetir o mesmo número, o primeiro voto vale e o segundo é anulado, conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral. Não existe voto de legenda para senador, e cada candidatura leva um titular e dois suplentes. O número de concorrentes varia por estado, do mínimo de sete em Alagoas ao máximo de 18 no Piauí.
A segunda escolha para o Senado amplia a participação do eleitor na definição de quem controla a agenda legislativa pelos próximos oito anos, e é isso que veículos de esquerda colocaram no centro. Os 54 eleitos formarão dois terços de uma Casa que pode aprovar, alterar ou barrar tudo o que vem da Câmara dos Deputados, e o exemplo citado é a proposta de fim da escala 6x1, parada enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona pela votação.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Toda a cobertura converge nas regras: são 54 vagas, duas por estado e pelo Distrito Federal, mandatos de oito anos, sem segundo turno; os dois votos precisam ir para candidatos diferentes, sob pena de anulação do segundo; e não existe voto de legenda para senador.
O primeiro turno de 4 de outubro traz uma diferença em relação a 2022: cada eleitor vota duas vezes para o Senado Federal. São 54 vagas em disputa, duas por estado e pelo Distrito Federal, com mandatos de oito anos e sem segundo turno. Entenda a regra, o que acontece quando o mesmo número é repetido e quantos candidatos concorrem em cada estado.
Os eleitores brasileiros terão dois votos para o Senado Federal no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, uma diferença em relação a 2022, quando cada pessoa escolheu apenas um nome para a Casa. A mudança decorre da regra de renovação alternada: cada estado e o Distrito Federal têm três senadores, com mandatos de oito anos, e a cada quatro anos o Senado troca ora um terço, ora dois terços de suas 81 cadeiras. Em 2026 são 54 vagas em disputa, duas por unidade da Federação, e não há segundo turno: os dois candidatos mais votados em cada estado são eleitos.
A cobertura de centro foi majoritariamente instrucional e listou, estado por estado, quem concorre. São 16 candidatos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, 18 no Piauí, o maior número do país, 13 no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Roraima, no Rio Grande do Norte e no Tocantins, 12 no Distrito Federal, em Pernambuco e no Pará, 11 em Goiás, no Espírito Santo e no Maranhão, 10 na Bahia, em Sergipe, em Rondônia e na Paraíba, 9 no Amazonas e no Amapá, 8 no Ceará e no Acre e 7 em Alagoas. Esses veículos repetiram as mesmas orientações práticas: o eleitor digita três dígitos, confere foto, nome, número e partido, aperta confirma e repete o processo uma vez. Os dois votos precisam ir para candidatos diferentes, porque a repetição do mesmo número preserva o primeiro voto e anula o segundo. Não existe voto de legenda para senador, cada candidatura leva um titular e dois suplentes, e, como celulares são proibidos na cabine, a Justiça Eleitoral recomenda levar os números anotados em papel.
Um levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral mostrou que uma parcela crescente dessas duas possibilidades não vira voto válido. O aproveitamento caiu de 81,1% em 2002 para 77,9% em 2010 e 73,1% em 2018. Naquele último pleito com duas vagas, o desempenho variou de 61,7% em Pernambuco a 89,6% no Acre. O tribunal informou que o Registro Digital do Voto não preserva a ordem dos registros, para garantir o sigilo, o que impede saber quantos eleitores usaram efetivamente as duas escolhas. A anulação do voto repetido está prevista na Resolução nº 23.751/2026.
O único veículo de esquerda do conjunto deslocou o foco da mecânica da urna para o peso político da escolha. Destacou que os 54 eleitos vão compor dois terços da Casa, que o Senado pode aprovar, modificar ou rejeitar projetos vindos da Câmara dos Deputados e citou como exemplo a proposta de fim da escala 6x1, parada enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona a presidência da Casa para levá-la a votação. Esse veículo também trouxe a análise do cientista político Paulo Roberto de Souza, para quem a disputa ao Senado historicamente acompanha o desempenho dos candidatos a presidente e a governador em cada estado.
Veículos de direita não registraram cobertura própria deste ciclo de guias eleitorais. O enquadramento habitual desse campo está contido nas atribuições que a própria cobertura de centro enumerou: cabe ao Senado fiscalizar o Poder Executivo, abrir comissões parlamentares de inquérito, aprovar ou barrar indicações para o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República, embaixadas e a presidência do Banco Central, além de fixar limites para o endividamento da União e dos estados.
O que ainda não se sabe é quanto do eleitorado vai efetivamente usar os dois votos em 4 de outubro, já que os dados públicos são agregados e não separam quem escolheu dois nomes de quem votou em um só ou teve uma das escolhas anulada. Também seguem em aberto candidaturas sujeitas a julgamento pela Justiça Eleitoral, entre elas a de Tião Pessoa, do PCO, indeferida em Minas Gerais e pendente de recurso em instância superior.
Nas eleições de 2026, eleitores brasileiros terão uma tarefa diferente da que encontrou nas urnas de 2022: será preciso escolher dois candidatos ao Senado. A votação acontece no primeiro turno…

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