Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 41% no segundo turno, aponta a Quaest
2 veículos de esquerda · 8 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
A menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro conduzem campanhas de formatos opostos e chegam a setembro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. Levantamento de agendas oficiais entre 16 e 31 de agosto mostrou o presidente concentrado em Brasília, combinando compromissos institucionais com atos políticos, enquanto o senador do PL priorizou carreatas, motociatas e comícios em São Paulo, no Rio de Janeiro e no interior do Nordeste. No campo jurídico, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a multa pelo vídeo produzido com inteligência artificial que simulava uma manifestação de Jair Bolsonaro na convenção do PL e, no mesmo julgamento, fixou os parâmetros que definem deepfake na propaganda eleitoral.
A leitura pelo prisma da esquerda destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou as primeiras semanas de campanha para anunciar medidas de efeito direto no orçamento das famílias, como a isenção da taxa de importação para compras internacionais de até 50 dólares e o decreto que regulamenta a fiscalização do cambismo digital na venda de ingressos, justamente entre os eleitores de renda mais baixa em que registra os melhores índices.
Pelo prisma da direita, o quadro é de virada em construção: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a setembro com 50% de desaprovação do governo e 53% de rejeição pessoal, viu evaporar a vantagem de oito pontos que tinha em julho num cenário de segundo turno e agora aparece empatado com Flávio Bolsonaro em 41%, mesmo dispondo de mais tempo de propaganda no rádio e na televisão.
11 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura converge em três pontos: a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro apertou e chegou ao empate no cenário de segundo turno; o presidente concentrou a agenda em compromissos oficiais em Brasília, enquanto o senador apostou em atos de rua no Sudeste e no Nordeste; e a imagem de Jair Bolsonaro é o principal ativo da campanha do filho, agora explorada por acervo antigo depois do desgaste com o vídeo gerado por inteligência artificial.
A menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em 41% num eventual segundo turno. O presidente concentrou a agenda em compromissos oficiais em Brasília; o senador do PL apostou em atos de rua no Rio de Janeiro e em São Paulo, sob os novos parâmetros que o Tribunal Superior Eleitoral fixou para o uso de inteligência artificial na propaganda.
A campanha presidencial de 2026 chegou a setembro com dois formatos opostos e uma disputa embolada. A pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro mostrou Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno, com 36% das intenções de voto, e empate numérico de 41% a 41% com Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. No mesmo levantamento, a desaprovação do governo chegou a 50%, a rejeição pessoal ao presidente atingiu 53% e a do senador do PL, 55%. Faltam menos de quatro semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A cobertura de centro relatou que os dois candidatos ocupam o calendário de maneiras distintas. Um levantamento das agendas oficiais entre 16 e 31 de agosto mostrou que Lula cumpriu 17 compromissos, nove deles eventos institucionais do governo, com Brasília como destino mais frequente. No período, o presidente anunciou medidas de efeito direto no bolso do consumidor, como a isenção da taxa de importação para compras internacionais de até 50 dólares. Flávio Bolsonaro seguiu o caminho inverso: estreou em um trio elétrico na Praia de Copacabana e concentrou carreatas, motociatas e comícios em São Paulo, no Rio de Janeiro e em cidades do interior nordestino, além de tratar de segurança pública em reunião com o ministro da Justiça de El Salvador.
Todas as fontes convergem em um ponto: a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro é o principal ativo da campanha do filho, e o modo de usá-la virou questão jurídica. Em 1º de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por quatro votos a três, a multa pedida pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra um vídeo feito com inteligência artificial que simulava uma manifestação do ex-presidente na convenção nacional do PL. A maioria entendeu que a peça foi exibida em contexto de pré-campanha, dirigida a integrantes do partido e sem pedido explícito de voto. No mesmo julgamento, a Corte definiu o que caracteriza deepfake na propaganda eleitoral. Mesmo com o resultado favorável, o jurídico da campanha orientou recorrer ao acervo antigo do ex-presidente, com imagens e declarações reais, em vez de novas recriações.
As divergências de cobertura aparecem na explicação do que move os números. Veículos de direita enfatizaram a fragilidade do governo: a vantagem de oito pontos que o presidente tinha em julho evaporou, a desaprovação subiu de 48% para 50% e 72% dos entrevistados dizem ter muitas ou poucas dívidas, percepção creditada à gestão. Nesse enquadramento, a saliência do tema corrupção, impulsionada pelo escândalo do Banco Master que atingiu o ministro Alexandre de Moraes, e a mobilização de rua da oposição, como o comício da Avenida Paulista em que Tarcísio de Freitas cobrou apuração do Supremo Tribunal Federal, explicam o avanço do senador. A cobertura de centro tratou o mesmo quadro como estratégia e calendário: o comitê do presidente aposta em concentrar o desgaste do adversário nos dez dias finais, e a substituição de candidatura só pode ser pedida até 14 de setembro, pela Lei 9.504 de 1997. Veículos de esquerda não apareceram neste conjunto de fontes, e o ângulo que esse campo costuma enfatizar, o alcance social das medidas anunciadas e o risco de desinformação sintética, surge apenas de forma indireta, pela ação movida na Justiça Eleitoral.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma fonte revela qual seria o conteúdo das notícias negativas que o comitê do presidente afirma guardar para a reta final, nem se elas se sustentam. Também não há resposta da campanha do senador às alegações sobre essa estratégia. Não se sabe como o Tribunal Superior Eleitoral aplicará a tese sobre deepfake agora que a propaganda é dirigida ao eleitorado, nem qual será o efeito da crise no Supremo sobre as próximas pesquisas. As margens de erro e os períodos de campo dos levantamentos citados não foram informados.
Presidente Lula abre vantagem de 37 pontos percentuais sobre o segundo colocado na pesquisa entre eleitores maranhenses

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno e numericamente iguais em uma eventual segunda rodada da eleição…

Nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira ouviu 5 mil eleitores entre 4 e 8 de setembro e indica empate técnico entre o senador e o presidente; margem de erro é de 2,5 pontos percentuais

No Provoca, Felipe Nunes destacou o pior momento da terceira gestão do petista

Pesquisa ouviu 1.800 eleitores paulistas de 4 a 7 de setembro; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.

Segundo o levantamento, Flávio marca 31%, contra 30% de Lula — a margem de erro é de dois pontos percentuais

Pesquisa ouviu 1.800 eleitores paulistas de 4 a 7 de setembro; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.

Entorno do senador avalia que decisão favorável da Corte não dá aval para repetir estratégia na propaganda eleitoral e prefere recorrer a registros reais do ex-presidente

Com empate numérico no segundo turno e a pouca distância do 4 de outubro, oposição tenta consolidar uma virada inédita

O presidente e primeira-dama tem demonstrado euforia quanto a notícias ruins sobre Flávio Bolsonaro que podem vir à tona. Leia no Poder360.

Lula concentrou compromissos em Brasília, enquanto Flávio priorizou o Sudeste. Veja por onde os candidatos estiveram e o que a estratégia indica para a eleição.

Análise não disponível para esta matéria.