Renan Santos reúne apoiadores no Rio de Janeiro após debate presidencial cancelado
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

2 fontes políticas
Como decidimos →A leitura mais à esquerda põe o foco na decisão do Supremo Tribunal Federal como garantia de pluralismo: o ministro Gilmar Mendes entendeu que a exclusão de Renan Santos não poderia ficar a critério de uma emissora privada, já que ele cumpria o requisito objetivo do regulamento. O ato em frente aos estúdios, com xingamentos coletivos, aparece como expressão da tensão entre a campanha do Missão e o poder dos grandes grupos de mídia sobre quem chega ao eleitor.
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, fez um ato com apoiadores em frente aos estúdios da emissora que organizaria o debate presidencial, no Rio de Janeiro, na noite de 1º de outubro.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
As duas coberturas confirmam que Renan Santos fez o ato em frente aos estúdios no Rio de Janeiro e que sua inclusão no debate só veio por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, fez um ato com apoiadores em frente aos estúdios da emissora que promoveria o debate presidencial, no Rio de Janeiro. O protesto veio depois de uma decisão de Gilmar Mendes, do STF, que o incluiu no debate, e do cancelamento do encontro após as desistências de Lula e Flávio Bolsonaro.
O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, reuniu apoiadores em frente aos estúdios da emissora que promoveria o debate presidencial, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, 1º de outubro. Durante a mobilização, convocada pelo próprio candidato, os manifestantes entoaram um coro de insultos com palavrão contra a emissora.
O ato fechou um dia de reviravoltas. Renan havia ficado fora da lista de convidados do debate. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, tinha rejeitado o pedido do Missão para garantir sua presença, porque o partido não atingia o número mínimo de congressistas exigido pela legislação. Na quinta-feira, porém, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão do candidato poucas horas antes do programa, depois da desistência de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Gilmar considerou que Renan cumpria o requisito objetivo do regulamento do próprio debate, que sua exclusão não poderia ficar a critério da emissora e fundamentou a ordem na liberdade de expressão e no pluralismo político. A decisão assegurava ao candidato as mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais, além do credenciamento da equipe. Em seguida, Flávio Bolsonaro, do PL, anunciou que também não participaria, citando o que chamou de censura e insegurança jurídica, e a emissora cancelou o debate.
Diante dos apoiadores, Renan afirmou que o debate era um jogo de cartas marcadas e que foi combinada a sua exclusão. Disse que Flávio teve medo de enfrentá-lo e o desafiou a debater em qualquer lugar do Rio, até num bar, falando só de propostas. Prometeu retirar a candidatura e declarar voto em Flávio caso perdesse. Também criticou os mandatos de Flávio pelo Rio e citou o caso das rachadinhas e a atuação do senador na segurança pública.
A cobertura de centro reconstruiu a sequência completa, da negativa no Tribunal Superior Eleitoral ao cancelamento, e reproduziu as falas do candidato com atribuição. Um veículo de esquerda destacou os fundamentos de pluralismo político e liberdade de expressão da decisão de Gilmar Mendes, mas não registrou o cancelamento do debate. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o ato, e o lado ficou sem cobertura própria.
Ainda não se sabe se a emissora vai se manifestar sobre o protesto ou remarcar o debate, nem se Flávio Bolsonaro responderá ao desafio de Renan Santos.
Militantes do Missão protestaram com Renan Santos em frente à TV Globo após decisão de Gilmar Mendes sobre debate presidencial.

Protesto foi realizado em frente aos Estúdios Globo, no Rio; candidato discursou depois do cancelamento do debate presidencial. Leia no Poder360.
