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A Polícia Federal apura se deputados federais sabiam, consentiram ou foram apenas usados no esquema pelo qual emendas parlamentares de comissão teriam sido, na prática, direcionadas pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mesmo sem ele exercer mandato. O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar e suspendeu a execução das emendas sob suspeita. Levantamento aponta que, em 2024, Valdemar teve R$ 111,8 milhões em emendas de comissão atribuídos a seu nome, valor superior ao de 512 dos 513 deputados federais.
A Polícia Federal apura se deputados federais tinham conhecimento, participaram ou foram omissos diante do uso de seus nomes em emendas parlamentares de comissão que, segundo a corporação, eram na prática controladas pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mesmo sem ele exercer mandato desde que renunciou em 2013. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, aberta depois que mensagens e planilhas encontradas no celular da servidora da Câmara Mariângela Fialek revelaram o que a PF chama de arranjo decisório paralelo para distribuir as verbas. Levantamento incorporado à apuração mostra que, em 2024, Valdemar teve R$ 111,8 milhões em emendas de comissão atribuídos ao seu nome, valor superior ao de 512 dos 513 deputados federais e atrás apenas do então presidente da Câmara, Arthur Lira. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar e suspendeu a execução das emendas sob suspeita, que teriam sido forjadamente encaminhadas e desviadas para atender aos interesses do dirigente partidário.
A cobertura de centro relatou o núcleo factual do caso com detalhamento técnico: a PF investiga se os deputados formalmente listados como solicitantes das verbas sabiam do esquema, consentiram com ele ou tiveram apenas seus nomes usados sem conhecimento, e a suspeita principal recai sobre peculato e desvio de recursos públicos. Essa cobertura também deu espaço à defesa de Valdemar, que nega qualquer ilegalidade e classifica a articulação política com a bancada do PL como prática natural e legítima em um sistema democrático, sem indício de apropriação pessoal dos recursos. Deputados citados nos registros, como Luiz Carlos Motta e o capitão Alden, negaram, em nota, ter cedido conscientemente seus nomes a indicações de Valdemar.
Já a cobertura de esquerda, ao reproduzir a apuração original, ampliou o enquadramento crítico ao inserir o caso dentro de um histórico maior de opacidade nas emendas de comissão: destacou que outros partidos, como PP, União Brasil e PT, também usaram o artifício de registrar recursos sob a rubrica genérica de liderança do partido para ocultar o real autor das indicações, mesmo depois de o STF ter determinado, em 2024, a divulgação dos padrinhos de cada verba. Essa vertente da cobertura também relacionou o episódio a casos anteriores envolvendo dirigentes do PL, reforçando a leitura de que a opacidade orçamentária favorece sistematicamente figuras com grande poder de barganha política, ainda que sem mandato ou competência legal formal para indicar despesas.
Sem cobertura própria de veículos de direita até o momento, a linha argumentativa que tende a ecoar nesse campo já aparece registrada na própria nota da defesa de Valdemar: a de que a decisão de Dino criminaliza a atividade político-partidária legítima e se apoia em premissas frágeis, sem provas de desvio, fraude ou apropriação indevida de despesa pública, um enquadramento que tende a priorizar o devido processo legal e a autonomia dos partidos frente ao Judiciário.
O que ainda não se sabe é por que o volume de emendas atribuídas a Valdemar caiu de R$ 111,8 milhões em 2024 para R$ 7,4 milhões em 2025, nem qual será o desfecho quanto à responsabilização individual dos deputados formalmente listados como solicitantes das verbas. A PF afirma que essa definição depende do avanço das investigações, e o Supremo Tribunal Federal ainda não julgou o mérito das medidas cautelares contra Valdemar.
R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto foram bloqueados e a execução das emendas suspeitas está suspensa. Em 2024, R$ 111,8 milhões em emendas de comissão foram atribuídos a ele, mais do que a 512 dos 513 deputados federais; deputados formalmente listados como solicitantes das verbas podem ser responsabilizados conforme a investigação avance.
A cobertura de centro e de esquerda converge nos fatos centrais: a PF concluiu que Valdemar Costa Neto controlava na prática o destino de emendas de comissão mesmo sem mandato, e o STF bloqueou R$ 119,2 milhões em bens dele e suspendeu a execução das verbas investigadas.
Não há explicação, até o momento, para a queda do valor atribuído a Valdemar de R$ 111,8 milhões em 2024 para R$ 7,4 milhões em 2025, nem definição sobre quais deputados especificamente sabiam do esquema ou foram apenas usados sem conhecimento nos registros de solicitação das verbas.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo da reportagem reproduz texto da Folhapress, essencialmente factual e com contraponto dos deputados citados (Motta, Alden). Porém o veículo insere links 'Relacionados' que destacam o caso Chiquinho Brazão (condenado no assassinato de Marielle Franco) e uma fala classificada como machista de Valdemar sobre Michelle Bolsonaro, reforçando um enquadramento crítico ao PL por meio da curadoria de conteúdo, ainda que o texto principal não editorialize diretamente.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual e técnico, detalha o mecanismo apurado pela PF (mensagens e planilhas da servidora Mariângela Fialek), explica o tipo penal (peculato e desvio) e dá espaço à nota de defesa de Valdemar sem adjetivação própria do veículo.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Investigação busca identificar se parlamentares participaram, consentiram ou tiveram os nomes usados sem conhecimento no esquema

PF atribui a Valdemar Costa Neto R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024, valor superior ao destinado por 512 dos 513 deputados.

Indicação de R$ 111,8 mi em 2024, na gestão Lula, só fica atrás do montante do então presidente da Câmara, Arthur Lira
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Reportagem original da Folha, com comparativo de valores entre parlamentares, citações da nota de defesa de Valdemar e negativas dos deputados Motta e Alden; tom neutro, sem adjetivação editorial do próprio veículo.
Perspectivas omitidas



