
Emendas atribuídas pela PF a Valdemar em um ano superam as de 512 dos 513 deputados
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Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
A Polícia Federal apura se deputados federais tinham conhecimento do direcionamento de emendas parlamentares de comissão atribuídas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que teria indicado R$ 111,8 milhões em recursos em 2024 mesmo sem exercer mandato. O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 119,2 milhões em bens do dirigente e suspendeu a execução de 21 emendas. Valdemar nega irregularidades e diz que a prática é normal; o presidente da Câmara, Hugo Motta, classificou a decisão do STF como intervenção judicial indevida.
Análise editorial
Título usa o termo carregado 'laranjas' (atribuído ao Estadão) para descrever os deputados, reforçando enquadramento acusatório típico de cobertura crítica ao PL, embora o corpo cite as negativas dos parlamentares.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
O corpo principal é majoritariamente factual (originado da Folhapress), mas a curadoria de matérias relacionadas ao final ('mandante da morte de Marielle Franco', fala machista de Valdemar) reforça um enquadramento crítico ao PL e a Valdemar, típico de veículo de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Análise editorial
Dá voz extensa a Valdemar e a Hugo Motta questionando a decisão de Dino, mantendo tom factual e citações diretas, sem contraponto direto da PF no próprio texto.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
Reporta as declarações de Valdemar em tom direto, sem contextualizar de imediato a divergência entre a versão dele e os achados da PF, mas sem adjetivação editorial evidente.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
Reportagem factual que descreve a linha de apuração da PF, cita a decisão do ministro Flávio Dino e inclui explicitamente a resposta da defesa de Valdemar em seção 'O outro lado', sem juízo de valor do redator.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
Levantamento de dados comparando valores de emendas entre parlamentares, com múltiplas fontes e réplicas de Valdemar e dos deputados citados, sem adjetivação do redator.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A Polícia Federal apura se deputados federais tinham conhecimento do uso de seus nomes em emendas parlamentares de comissão que, segundo a corporação, eram na prática controladas pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mesmo sem ele exercer mandato. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar e suspendeu a execução de 21 emendas ainda em fase de empenho, liquidação ou pagamento.
Levantamento da Folha nas planilhas da Câmara dos Deputados mostra que Valdemar recebeu, em 2024, R$ 111,8 milhões em emendas de comissão atribuídas informalmente a ele, volume superior ao de 512 dos 513 deputados federais e atrás apenas do então presidente da Câmara, Arthur Lira. Em 2025, o valor caiu para R$ 7,4 milhões, sem que a investigação explique o motivo. Segundo a PF, servidores da Câmara, entre eles Mariângela Fialek, organizavam as indicações, enquanto deputados como Sóstenes Cavalcante, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden apareciam formalmente como autores das verbas para dar aparência de legalidade ao procedimento. Os três negam irregularidades: Motta e Alden afirmam que seguiram os trâmites institucionais normais, e Sóstenes não comentou o caso.
A cobertura de centro, presente na CNN Brasil, na Folha e no Metrópoles, relatou com equilíbrio tanto os achados da PF quanto a defesa de Valdemar, que classificou a prática como natural e legítima em um sistema democrático e disse, em entrevista neste sábado, que 'não precisa de cota' porque já é atendido pela bancada e pela liderança do partido. Essa cobertura também deu espaço à crítica do presidente da Câmara, Hugo Motta, que chamou a decisão de Dino de 'indevida intervenção judicial' e afirmou que ela não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas.
Já veículos de esquerda, como o ICL Notícias, destacaram o caso como parte de um padrão mais amplo de abuso das emendas de comissão, mecanismo que substituiu o extinto orçamento secreto e que, segundo reportagens citadas, também foi usado por outros partidos, como PP, União Brasil e PT, para ocultar o autor real das indicações. Essa cobertura associou ainda o episódio a outros escândalos do PL, reforçando um enquadramento crítico sobre a falta de transparência na distribuição das verbas.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de direita identificada sobre o caso. Ainda assim, argumentos alinhados a esse campo apareceram na própria cobertura de centro, por meio das falas de aliados de Valdemar e do presidente da Câmara, que defendem a articulação política como legítima e classificam a atuação do STF como interferência indevida do Judiciário sobre a atividade partidária.
O que ainda não se sabe é se os deputados citados como autores formais das emendas tinham ciência do esquema ou se foram apenas usados para dar aparência de legalidade às indicações, distinção que a PF diz que só poderá ser esclarecida com o avanço das investigações. Também não está claro por que o volume de recursos atribuídos a Valdemar caiu drasticamente de um ano para o outro.
Esquerda, centro e direita convergem que a PF apontou Valdemar Costa Neto como responsável pelo direcionamento informal de R$ 119,2 milhões em emendas de comissão, mesmo sem mandato parlamentar, e que o STF, por decisão do ministro Flávio Dino, bloqueou os bens do dirigente e suspendeu a execução das verbas.

À CNN, Presidente do PL defende valor de emendas investigadas pela Polícia Federal

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA) aparecem como autores formais de R$ 119

Presidente do PL diz que intermedeia pedidos de prefeitos e nega irregularidades nas indicações investigadas pela PF

Investigação busca identificar se parlamentares participaram, consentiram ou tiveram os nomes usados sem conhecimento no esquema

PF atribui a Valdemar Costa Neto R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024, valor superior ao destinado por 512 dos 513 deputados.

Indicação de R$ 111,8 mi em 2024, na gestão Lula, só fica atrás do montante do então presidente da Câmara, Arthur Lira
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