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A Rede Sol Fuel Distribuidora, alvo de buscas na Operação Carbono Oculto, que investiga a estrutura financeira do PCC, mantém contrato de R$ 168,8 milhões com o Governo do Rio de Janeiro para abastecer a frota da Polícia Militar. Assinado em março de 2025 e válido até 2027, o acordo prevê quase 37 milhões de litros de combustível para 70 postos internos da corporação. Após questionamento da imprensa, a PM afirmou que o contrato é legal, mas que fará nova licitação. O Palácio Guanabara não comentou.
A Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), mantém um contrato de R$ 168,8 milhões com o Governo do Rio de Janeiro para abastecer a frota da Polícia Militar fluminense. O acordo foi assinado em março de 2025, tem validade até 2027 e prevê o fornecimento de quase 37 milhões de litros de combustível, sendo 32 milhões de litros de gasolina e mais de 4 milhões de litros de diesel S10, distribuídos a 70 postos internos da corporação espalhados pelos batalhões do estado.
A distribuidora é alvo de buscas na Operação Carbono Oculto, que investiga a estrutura financeira do PCC. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a empresa é uma das que tiveram notas comerciais adquiridas pelo Mabruk II Fundo de Investimento, no valor de R$ 30 milhões. A Receita Federal aponta o Mabruk II entre os investigados como financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis, em uma operação que o Ministério Público classificou como instrumentalização da lavagem de capitais. A apuração movimentou o mercado financeiro paulista, na Avenida Faria Lima.
A cobertura de centro, conduzida pelo g1, relatou de forma factual que foi o próprio veículo quem questionou a Polícia Militar sobre o motivo de a corporação manter contrato com uma empresa sob investigação. Em resposta, a PM afirmou que o contrato é legal, mas anunciou que fará nova licitação para o abastecimento das viaturas. O Palácio Guanabara não quis comentar os questionamentos.
Veículos de esquerda destacaram que os sinais de alerta existiam antes da renovação dos repasses: em maio de 2024, o 38º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Três Rios, identificou irregularidades no combustível fornecido pela distribuidora, o que resultou em processo judicial. Essa cobertura enfatizou que o contrato passou por pelo menos três alterações para incluir novas fontes de recursos públicos, em julho, outubro e novembro de 2025, em vez de ser suspenso, e que a manutenção do vínculo configura falha grave de fiscalização e responsabilidade política da gestão estadual. Para esses veículos, a promessa de nova licitação, sem prazo definido, funciona como resposta administrativa a uma questão que é, antes de tudo, política.
Uma leitura mais à direita do episódio, embora não predominante nesta cobertura, tenderia a enfatizar que o contrato seguiu os ritos administrativos e é, segundo a própria corporação, juridicamente legal, e que a abertura de nova licitação representa correção de rumo institucional sem interromper o abastecimento operacional de uma frota de cerca de 5 mil viaturas essencial à segurança da população. Esse enquadramento cobraria due diligence mais rigorosa na contratação pública e eficiência do Estado em rescindir contratos diante de suspeitas concretas.
O ex-secretário de Polícia Militar Marcelo de Menezes Nogueira, que assinou o contrato em março de 2025, deixou o cargo no início deste ano para se candidatar a deputado estadual, o que transfere à gestão atual a responsabilidade sobre o acordo. O que ainda não se sabe é qual o prazo da nova licitação prometida, quais critérios de verificação foram aplicados antes da assinatura do contrato e por que o vínculo foi mantido durante quase um ano após a deflagração da Operação Carbono Oculto. A defesa integral da Rede Sol Fuel e do ex-secretário sobre as suspeitas também não foi detalhada na cobertura.
Esquerda e centro convergem nos fatos centrais: a Rede Sol Fuel, investigada por elo com o PCC na Operação Carbono Oculto, mantém contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer a PM do RJ; a corporação afirma que o contrato é legal mas anunciou nova licitação; o Palácio Guanabara não se pronunciou.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto adota enquadramento crítico ao poder público fluminense: enfatiza a responsabilidade da gestão estadual, qualifica a promessa de licitação como 'resposta administrativa a uma questão que é, antes de tudo, política', e destaca a vinculação financeira da PM a empresa investigada. Cita o filho de bolsonarista como sócio em link relacionado, reforçando ângulo de accountability político à direita governista. Sinais de viés LEFT na ênfase em fiscalização do Estado e crítica à gestão, ainda que factualmente sólido.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e neutra: relata o vínculo contratual, a Operação Carbono Oculto e a resposta da PM sem vocabulário valorativo. Atribui a apuração ao próprio veículo ('depois de o g1 questionar a PM') e registra o silêncio do Palácio Guanabara com paridade. Enquadramento de agência, sem framing ideológico, caracterizando CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Acordo firmado em março de 2025 prevê fornecimento de mais de 36 milhões de litros de gasolina e diesel até abril de 2027.

A Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), mantém um contrato de R$ 168,8 milhões com o
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