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A Polícia Federal abriu novo inquérito, autorizado pelo STF, para investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Lulinha no setor de cannabis medicinal, a partir de provas colhidas na Operação Sem Desconto sobre fraudes no INSS. Em paralelo, a PF acionou a Advocacia-Geral da União contra medidas do ministro André Mendonça, que ampliou o controle sobre a apuração.
A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e mira suspeitas de corrupção e tráfico de influência na regulamentação e comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. Embora trate de fatos distintos, o inquérito nasceu de provas colhidas na Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias em descontos de aposentadorias e pensões do INSS, estimadas em cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Segundo os investigadores, Lulinha teria atuado ao lado da empresária Roberta Luchsinger em favor de uma empresa do setor de cannabis ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como um dos operadores centrais do esquema e preso desde o ano passado. A defesa de Lulinha nega qualquer participação societária, investimento ou negociação, e afirma que ele nunca recebeu remuneração ligada ao projeto. A defesa de Roberta sustenta que os valores recebidos não têm relação com as fraudes do INSS, mas com um projeto de cannabis medicinal.
Ao mesmo tempo, o caso expõe um embate institucional entre a Polícia Federal e o relator no Supremo. A corporação acionou a Advocacia-Geral da União para tentar rebater determinações de Mendonça, que passou a exigir que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo em seu gabinete e que qualquer troca na equipe de investigadores seja previamente comunicada.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo de responsabilização, destacando a proximidade das suspeitas com o Palácio do Planalto e a hipótese de que o filho do presidente seria sócio oculto do Careca do INSS. A cobertura de centro relatou sobretudo o choque de competências entre a PF e o Supremo: de um lado, investigadores que classificam as medidas do ministro como ingerência na gestão de suas equipes; de outro, a oposição que acusa a polícia de manobrar para proteger o filho do presidente. Veículos de esquerda não deram cobertura destacada ao caso até o momento; o enquadramento disponível parte da presunção de inocência e da ausência, até aqui, de provas conclusivas contra Lulinha, ponto reconhecido inclusive por parte dos próprios investigadores.
Ainda não se sabe se Lulinha cometeu alguma irregularidade, qual será a resposta da AGU ao pedido da PF e como Mendonça reagirá à escalada. Também permanece em aberto o desfecho do novo inquérito sobre a cannabis medicinal e o prazo para a conclusão da análise dos cerca de 1.700 itens apreendidos, hoje em estágio inicial.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Cobertura factual do embate entre PF e Mendonça com paridade de fontes: relatos de investigadores sob reserva, a acusação da oposição de blindagem, a negativa da defesa e a ausência de resposta da AGU, da PF e do gabinete. Vocabulário descritivo, sem carga valorativa clara.
Relato factual da ação da PF junto à AGU e da rota de colisão com Mendonça, com contexto cronológico (quebra de sigilo, indiciamento de 48 pessoas) e registro de que a AGU não respondeu. Tom neutro, sem enquadramento ideológico marcado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Formato 'entenda' que reúne fatos e traz as versões das defesas em vários pontos, mas a seleção editorial organiza o material em torno da responsabilização do entorno do presidente, ligando Lulinha ao Careca do INSS e ao Palácio do Planalto. Enquadramento de accountability típico de leitura à direita.
Perspectivas omitidas

Inquérito autorizado por André Mendonça apura suspeitas de tráfico de influência no mercado de cannabis medicinal


Sob reserva, delegados que atuam nas investigações apontam descontentamento com decisões do relator do caso; magistrado cobrou informações da PF na íntegra e prévia nas mudanças de agentes
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