Flávio Bolsonaro nega limitar reajuste de aposentadorias e BPC à inflação
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A equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) estudaria limitar o reajuste de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à inflação, sem repassar ganhos reais do salário mínimo, como parte de um pacote para cortar cerca de R$ 250 bilhões, ou 2% do PIB. O candidato negou a mudança e prometeu manter reajuste acima da inflação.
Flávio Bolsonaro negou que pretenda mudar o reajuste de aposentadorias e BPC e prometeu aumento real, tratando a versão contrária como fake news do PT. O ajuste fiscal de até 2% do PIB, na leitura da equipe, é necessário para conter a dívida pública e aliviar os juros, com corte de gastos e combate à corrupção.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A equipe econômica de Flávio Bolsonaro estudaria limitar o reajuste de aposentadorias e do BPC à inflação, dentro de um ajuste de R$ 250 bilhões. O candidato nega e promete aumento real. Conheça as regras atuais e o que dizem os planos de governo.
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta, a menos de três semanas do segundo turno, uma polêmica sobre o reajuste de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Segundo reportagem de um grande jornal, a equipe econômica do candidato avalia limitar a correção desses benefícios à inflação, sem repassar os aumentos reais do salário mínimo. A medida faria parte de um pacote em estudo para reduzir despesas obrigatórias da União em cerca de R$ 250 bilhões, o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto.
A cobertura de centro relatou que, na prática, se o piso nacional crescesse acima da inflação, aposentadorias e BPC seriam corrigidos apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC. O poder de compra seria preservado, mas o ganho real deixaria de ser incorporado. O Instituto Nacional do Seguro Social paga hoje mais de 41 milhões de benefícios, e cerca de 70% deles equivalem ao valor do piso. O mesmo pacote incluiria o fim dos pisos constitucionais de saúde, hoje de 15% da receita corrente líquida, e de educação, de 18% da receita líquida de impostos. Esses valores passariam a ser corrigidos só pela inflação.
Ainda de acordo com a reportagem, as ideias foram apresentadas a empresários e ao mercado financeiro, inclusive pelo assessor econômico Luiz Felipe Trevisan a integrantes do Eurasia Group, no início de setembro. A estratégia seria enviar ao Congresso, logo após o resultado das urnas, uma proposta de emenda à Constituição apelidada de Super PEC da Transição, com cerca de dez medidas. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O candidato negou a mudança. Na quinta-feira, 8 de outubro, após o Podemos oficializar apoio à sua candidatura, ele afirmou que não vai fazer economia em cima de quem precisa e respondeu "sim" ao ser questionado se garante reajuste real. A campanha disse, em nota, que as medidas não constam do plano de governo registrado e que não se pode transformar conversas informais em posição oficial. Veículos de direita enfatizaram essa negativa e a promessa de aumento real, reproduzindo a fala em que o candidato chama de fake news do PT a versão contrária e aponta o combate à corrupção como primeira fonte de economia.
Uma cobertura de centro de caráter explicativo detalhou as regras atuais. O salário mínimo é reajustado pelo INPC mais a variação do PIB de dois anos antes, com teto de 2,5% pelo arcabouço fiscal. Em 2026 ele foi fixado em R$ 1.621, alta de 6,79%. Benefícios acima do piso recebem apenas a inflação. Essa cobertura também comparou os programas: o de Flávio não menciona o salário mínimo e fala em revisão normativa na área previdenciária; o de Lula promete continuar a política de valorização.
Não há, no conjunto analisado, veículos de esquerda cobrindo o caso. A reação desse campo aparece apenas de forma indireta, em chamada que cita o presidente Lula dizendo que o plano de ajuste serviria para cortar do sangue do povo.
O que ainda não se sabe é se alguma das medidas será de fato proposta, já que a campanha nega e o plano registrado não as traz. Também não está claro qual seria o texto final da emenda, quanto cada item economizaria e como ficaria o valor pago a quem recebe o piso.
Equipe econômica do candidato também avalia mudanças nos pisos de saúde e educação para reduzir despesas federais em R$ 250 bilhões


O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta quinta-feira (8) que pretenda mudar a forma de reajuste
