Estatais federais alcançam de R$ 1 trilhão de patrimônio líquido em 2025
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Os numeros do relatorio do Ministerio da Gestao mostram estatais federais saudaveis e lucrativas, com patrimonio liquido recorde acima de R$ 1 trilhao, reforcando o argumento de que empresas publicas bem administradas geram riqueza, arrecadacao e soberania. Para a secretaria Elisa Leonel, a leitura negativa vem de uma metodologia do FMI que distorce investimentos e dividendos como se fossem deficit, desinformando a populacao. O texto contrapoe esse desempenho a promessa de privatizacoes da oposicao, lembrando o prejuizo dos Correios apos anos sem investimento e a repatriacao de dados sensiveis feita no governo Lula.
As estatais federais lucraram R$ 169,4 bilhoes em 2025, mas o desempenho vem quase todo de tres gigantes (Petrobras, BNDES e Banco do Brasil), enquanto outras estatais e sobretudo os Correios, com prejuizo de R$ 8,5 bilhoes e o quarto ano no vermelho, mostram ineficiencia cronica.
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Esquerda, centro e direita reconhecem os fatos do relatorio: as estatais federais tiveram lucro liquido de R$ 169,4 bilhoes em 2025, patrimonio liquido recorde acima de R$ 1 trilhao, com resultado concentrado em Petrobras, BNDES e Banco do Brasil, e os Correios como pior desempenho.
As 44 empresas estatais federais fecharam 2025 com lucro liquido de R$ 169,4 bilhoes, uma alta de 45,4% em relacao ao ano anterior, e alcancaram pela primeira vez um patrimonio liquido conjunto acima de R$ 1 trilhao. Os dados constam do relatorio anual divulgado em 2 de julho de 2026 pelo Ministerio da Gestao e Inovacao em Servicos Publicos. Segundo o documento, o faturamento das empresas chegou a R$ 1,4 trilhao, com crescimento de 6,3% sobre 2024, e os ativos totais somaram R$ 7,2 trilhoes. O desempenho equivaleu a cerca de 5% do Produto Interno Bruto do pais.
A cobertura de centro relatou os numeros de forma direta: Petrobras, BNDES e Banco do Brasil concentram 90,9% do lucro total do conjunto, o grupo Petrobras teve lucro liquido de R$ 110,6 bilhoes e os Correios registraram o pior resultado, com prejuizo de R$ 8,5 bilhoes, o quarto ano seguido no vermelho. O relatorio tambem aponta que o resultado positivo permitiu o pagamento de R$ 84,2 bilhoes em dividendos e juros sobre capital proprio, sendo R$ 45,8 bilhoes destinados a Uniao, montante 44,6% menor que em 2024, atribuido a maior retencao de lucros para investimentos.
Veiculos de esquerda destacaram que os numeros comprovam a eficiencia de empresas publicas bem administradas e reforcam o papel do Estado como indutor de longo prazo. A secretaria de Coordenacao e Governanca das Empresas Estatais, Elisa Leonel, afirmou que o Estado e o unico agente capaz de assumir riscos de longo prazo e enfrentar crises geopolitica, climatica e sanitaria que o setor privado nao encara sozinho. Essa cobertura tambem criticou a metodologia do Fundo Monetario Internacional usada pelo Banco Central, que classifica investimentos e dividendos das estatais como deficit, tratando-a como uma narrativa que desinforma a populacao. O mesmo enquadramento lembra a repatriacao de dados sensiveis feita no governo Lula, com papel central da Dataprev e do Serpro, como argumento de soberania nacional contra a privatizacao dessas empresas de tecnologia.
Veiculos de direita enfatizaram o outro lado do balanco: o lucro esta fortemente concentrado em tres gigantes, enquanto os Correios acumulam prejuizos e seis estatais passaram de lucro para prejuizo em 2025. Nesse enquadramento, o desempenho desigual reforca a agenda de privatizacoes. O senador Flavio Bolsonaro, apontado como principal pre-candidato da oposicao, prometeu vender ativos, inclusive dentro da propria Petrobras, com impacto potencial de centenas de bilhoes de reais ja no primeiro ano de governo. A queda dos dividendos repassados a Uniao tambem alimenta o debate sobre quanto do lucro deveria retornar ao contribuinte.
O tema das estatais promete ser um dos eixos da campanha presidencial que comeca em agosto de 2026. De um lado, a defesa da permanencia do Estado empresario como instrumento de soberania e enfrentamento de crises; de outro, a promessa de abertura ao mercado e reducao do tamanho do Estado. O que ainda nao se sabe e quais empresas especificas entrariam em um eventual programa de privatizacao, qual o cronograma real e como se resolveria a divergencia metodologica entre o relatorio contabil do Ministerio da Gestao e as contas publicas apuradas pelo Banco Central segundo o padrao do FMI.
Juntas, as 44 empresas tiveram um lucro de 169 bilhões de reais em 2025, aumento de 45% em relação ao ano anterior

Segundo a Pasta, os investimentos totalizaram R$ 115,9 bilhões em 2025, consolidando o terceiro ano consecutivo de crescimento
