Braskem ganha 90 dias para negociar dívida de R$ 56 bilhões com credores
3 veículos de esquerda · 13 veículos de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de esquerda · 13 veículos de centro · 2 veículos de direita

A Braskem protocolou na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, um pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras quirografárias, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração e comunicada à Comissão de Valores Mobiliários por fato relevante, horas antes de expirar a tutela cautelar de 60 dias obtida em 25 de junho, que suspendia execuções de credores. O pedido saiu com apoio de detentores de 39,6% dos créditos sujeitos ao processo, acima do terço exigido para protocolar, e abre uma janela de 90 dias para que a companhia obtenha adesão superior a 50% e leve o plano à homologação judicial. A empresa afirma que o escopo é estritamente financeiro e que obrigações com fornecedores e clientes seguem sendo cumpridas.
Para a leitura à esquerda, o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem não é apenas um evento de mercado: é a conta de um passivo socioambiental e de um legado de má gestão privada chegando à mesa, com dinheiro público e pequenos investidores no meio.
Na leitura à direita, o caso Braskem é a expressão de um ambiente de negócios hostil, em que o custo do dinheiro e a perda de competitividade industrial quebram até uma das dez maiores petroquímicas do mundo.
18 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram os mesmos fatos duros: dívida financeira de US$ 10,9 bilhões, pedido protocolado na 2ª Vara de Falências de São Paulo no último dia da cautelar, 90 dias de proteção, escopo estritamente financeiro que não atinge fornecedores e clientes, e o diagnóstico comum de que a empresa ganhou tempo sem resolver o problema de liquidez.
A petroquímica Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas financeiras. A medida garante 90 dias de negociação com bondholders e bancos, entre eles Banco do Brasil e BNDES, e não atinge fornecedores nem clientes. A seguir, como cada lado do espectro político leu o pedido e o que segue indefinido.
A Braskem, uma das dez maiores petroquímicas do mundo, entrou na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, com pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras, cerca de R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração aprovou a medida pela manhã e comunicou a decisão à Comissão de Valores Mobiliários. O protocolo ocorreu no último dia da tutela cautelar de 60 dias, concedida em 25 de junho, que suspendia cobranças de credores.
O instrumento permite negociar diretamente com os credores e depois levar o acordo à Justiça para homologação, sem o rito mais amplo da recuperação judicial. Para protocolar bastava a adesão de um terço dos créditos; a empresa entrou com apoio de detentores de 39,6%. Agora são 90 dias de proteção para ultrapassar 50% mais um e estender as condições do plano a quem não aderiu. A companhia afirma que o escopo é estritamente financeiro e que fornecedores e clientes seguem sendo pagos. Os maiores credores são os detentores de títulos emitidos no exterior, os bondholders, seguidos por Banco do Brasil, BNDES, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. A empresa é controlada pela gestora IG4 Capital, que comprou a fatia da Novonor, antiga Odebrecht, e pela Petrobras. Na semana anterior, a subsidiária mexicana Braskem Idesa pediu proteção nos Estados Unidos pelo Capítulo 11, com aporte previsto de US$ 476 milhões da matriz.
Os três lados convergem no diagnóstico de que a empresa ganhou tempo, e não uma solução, e nos números centrais: o tamanho da dívida, o prazo de 90 dias, a alavancagem de 14,7 vezes o Ebitda e o custo dos produtos vendidos consumindo cerca de 96% da receita líquida. A divergência está em qual causa merece a primeira linha.
Veículos de esquerda destacaram a responsabilização da companhia pelo afundamento do solo em Maceió, provocado pela extração de sal-gema, que atingiu cerca de 60 mil pessoas e condenou aproximadamente 14 mil imóveis. Nessa leitura o passivo socioambiental é causa da crise: a Justiça Federal aceitou em junho denúncia do Ministério Público Federal, e movimentos de atingidos consideraram insuficiente o acordo de R$ 1,2 bilhão firmado com o governo de Alagoas. Parte dessa cobertura também apontou que cerca de 95% dos certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela empresa estariam com pessoas físicas, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
A cobertura de centro relatou o rito e a negociação: os quóruns exigidos por lei, a decisão de não vender ativos agora por falta de tempo hábil, a subordinação das dívidas entre empresas do próprio grupo e a hipótese futura de conversão de dívida em ações. Registrou ainda que a Petrobras passou a participar diretamente das conversas e discute apoio comercial sem empréstimo, como prazo de até seis meses para pagar a nafta hoje comprada à vista, e que os credores pedem travas a dividendos, fusões e venda de ativos.
Veículos de direita enfatizaram o custo do dinheiro e o ambiente de negócios: a taxa básica de juros de 2% em 2020 para 15% em março de 2026, o excesso de oferta global e as importações asiáticas baratas. Trataram a recuperação extrajudicial como solução privada, sem socorro estatal, já que a empresa recusou o empréstimo de US$ 700 milhões exigido pelos bancos e prefere alongar vencimentos a contratar dívida nova. O caso foi inserido numa onda de reestruturações que soma R$ 174,5 bilhões em 45 pedidos em 2026.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há definição sobre alcançar mais de 50% de adesão nos 90 dias, nem sobre como bonds, debêntures e certificados serão agrupados em classes de votação, o que decide o peso de cada grupo. Seguem em aberto o desenho final do plano, a eventual venda de ativos, o formato do apoio da estatal sócia e o efeito sobre o cronograma de indenizações em Alagoas.
Braskem pede recuperação extrajudicial em São Paulo e terá 90 dias de proteção para negociar dívida estimada em R$ 54 bilhões.

Com dívidas de R$ 56 bilhões, empresa busca reestruturação financeira após prazo de proteção contra credores expirar

Medida aprovada pelo Conselho de Administração tem foco exclusivo nas obrigações financeiras e mantém pagamentos a fornecedores e clientes

Companhia teve apoio de detentores de 39,6% da dívida de R$ 56,5 bi sujeita ao processo

A petroquímica, com R$ 56,48 bi em débitos, tornou-se a 2ª maior RE da história, atrás da Raízen; ao todo, foram identificados 45 pedidos em 2026

Informação foi confirmada nesta manhã através de um documento divulgado pela empresa

A empresa, que tem dívidas superiores a US$ 10 bilhões, busca reestruturar seus compromissos após queda nos preços da petroquímica e impactos do desastre das minas de sal em Alagoas.

A petroquímica Braskem fechou acordo com credores para entrar com pedido de recuperação extrajudicial, disseram fontes nesta segunda-feira

Pedido viabiliza mais 90 dias de proteção para negociação

Medida foi aprovada pelo conselho de administração e pedido será feito à Justiça. Dívida da empresa é de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões)


Objetivo é negociar dívidas financeiras de US$ 10,9 bilhões (cerca de R$ 56,1 bilhões)


Empresa controlada pela Petrobras e pela gestora IG4 tem 90 dias para estabelecer plano definitivo de reestruturação. Leia no Poder360.

Petroquímica tenta renegociar dívidas com credores depois de não fechar acordo durante o período de proteção contra execuções

Empresa esclarece que a recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro

Avaliação da companhia é que não precisa, neste momento, contratar novas dívidas, mas alongar os vencimentos das obrigações existentes, disseram fontes

Petroquímica, que tem dívida de R$ 54 bilhões, terá 90 dias de proteção para negociar o seu plano definitivo de reestruturação

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ainda não há outra notícia sobre Desastre do afundamento do solo em Maceió.