Estados Unidos ampliam presença militar na base de Taura, no Equador
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Uma investigação da agência France-Presse identificou cerca de 20 voos militares americanos entre junho e meados de outubro na base aérea de Taura, perto de Guayaquil, no Equador, além de obras de ampliação, tendas e uma estrutura semelhante a um hangar. A expansão ocorre menos de um ano depois de os equatorianos rejeitarem, em referendo, bases militares estrangeiras, e levantou dúvidas legais dentro das próprias Forças Armadas.
A leitura de direita enfatiza a cooperação de segurança entre o governo de Daniel Noboa e o governo de Donald Trump contra cartéis do narcotráfico, numa região com altas taxas de homicídio e próxima ao principal porto de saída de drogas para os Estados Unidos. A ampliação da base é apresentada como reforço operacional, com apoio de parte da população local.
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Imagens de satélite, registros de voos e documentos mostram que os Estados Unidos ampliaram a presença militar na base aérea de Taura, perto de Guayaquil, no Equador. A movimentação ocorre menos de um ano depois de um referendo que rejeitou bases estrangeiras e levou um general a questionar a legalidade antes de ser afastado.
Uma investigação da agência France-Presse indica que os Estados Unidos transformaram a base aérea de Taura, no Equador, em ponto de apoio para a ofensiva contra o narcotráfico no Pacífico. Registros de voos, imagens de satélite, documentos militares e relatos de testemunhas mostram cerca de 20 voos militares americanos entre junho e meados de outubro, além de obras de grande porte perto da pista.
A base fica a cerca de uma hora de Guayaquil, principal porto de saída de drogas com destino aos Estados Unidos. É a única base aérea equatoriana dedicada só a operações militares, e sua pista tem mais de três mil metros. A expansão acontece menos de um ano depois de os equatorianos rejeitarem, em referendo, a instalação de bases militares estrangeiras no país.
Os relatos convergem nos detalhes. Pousaram em Taura aviões de transporte C-130 Hércules e C-17 Globemaster, aeronaves V-22 Osprey e helicópteros Black Hawk. As imagens mostram remoção de vegetação, dezenas de tendas e uma estrutura de cerca de 40 por 20 metros semelhante a um hangar de manutenção. No início de setembro, o então comandante da Força Aérea equatoriana, Mauricio Salazar, pediu por carta esclarecimentos sobre a base legal para receber militares estrangeiros sem violar a Constituição. Depois disso, foi afastado e transferido para outra função. Em setembro, o presidente Daniel Noboa disse que trabalhava com os Estados Unidos, o Brasil e a União Europeia para concentrar em Taura a cooperação internacional. Em agosto, o Ministério da Defesa anunciou o envio de três helicópteros Black Hawk, e Noboa depois informou que o país operaria dois drones MQ-9 Reaper. Os Estados Unidos já mantiveram uma base em Manta por dez anos, até 2009.
A cobertura de centro deu peso ao contexto crítico. Lembrou que organizações de direitos humanos denunciaram abusos de militares americanos em Manta, registrou que a cooperação avança com pouca divulgação pública e ouviu um coronel reformado, Roberto Marchán, segundo quem há descontentamento silencioso nas tropas. Também mostrou o povoado vizinho, sem água potável, que perdeu o atendimento do centro médico da base.
Veículos de direita reproduziram a investigação em tom factual, mas com outro enquadramento. A manchete apresentou a ofensiva como liderada pelo Equador, o texto destacou a adesão do país ao Escudo das Américas, iniciativa de segurança do governo de Donald Trump, e acrescentou a ressalva de que nada demonstra que o afastamento do general tenha sido consequência direta do seu questionamento. Até o momento, veículos de esquerda não cobriram o caso.
Ainda não se sabe qual é o enquadramento jurídico que permite a presença das tropas, quantos militares americanos estão em Taura nem a finalidade de todas as obras. O Pentágono remeteu as perguntas ao Comando Sul dos Estados Unidos, que não respondeu de imediato, e a Força Aérea equatoriana também não se manifestou.
Registros de voos e imagens indicam expansão de base militar no Equador, onde os EUA apoiam operações antidrogas. Presença levanta dúvidas sobre sua legalidade.

Uma investigação da agência France-Presse (AFP) identificou voos de aeronaves militares dos Estados Unidos para a base aérea de Taura,
