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O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que vai tornar permanente um programa que exige caucao de ate US$ 20 mil para a emissao de vistos de turismo e negocios (B1 e B2) a cidadaos de 50 paises, a maioria da Africa. O piloto durou um ano e, segundo o governo americano, gerou dados suficientes para ser mantido. A medida entra em vigor em 3 de agosto e o Brasil nao esta na lista.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que vai tornar permanente um programa que exige o deposito de uma caucao de ate US$ 20 mil como condicao para a emissao de vistos de turismo e negocios a cidadaos de 50 paises. A medida atinge os vistos das categorias B1 e B2 e foi divulgada no site oficial do orgao, com entrada em vigor prevista para 3 de agosto, data de publicacao no Diario Oficial dos Estados Unidos.
Segundo o comunicado, o programa funcionou como projeto-piloto durante um ano e, na avaliacao do governo americano, gerou dados suficientes para sugerir que a fianca de visto e uma ferramenta eficaz de fiscalizacao migratoria. Os funcionarios consulares poderao exigir a garantia financeira de ate US$ 20 mil por solicitante, com o valor definido caso a caso conforme a avaliacao individual de cada pedido.
A lista de paises afetados concentra nacoes africanas, como Angola, Nigeria, Etiopia, Uganda e Mocambique, mas inclui tambem Cuba, Venezuela e Nicaragua, alem de paises da Asia, da Oceania e do Leste Europeu. O Brasil nao esta incluido no programa. O governo americano afirma que relatorios federais mostram que milhares de visitantes temporarios permanecem no pais alem do periodo autorizado, e que a caucao serve para garantir que o visitante deixe os Estados Unidos dentro do prazo. Os criterios de selecao dos paises citam altas taxas de permanencia irregular, deficiencias no compartilhamento de informacoes, sistemas insuficientes de verificacao de identidade e antecedentes e falhas em processos de triagem e seguranca documental.
Ate o momento, apenas um veiculo cobriu o caso na base analisada, com enquadramento factual e de centro, reproduzindo o comunicado oficial, os valores, as datas e a lista completa de nacionalidades afetadas. A cobertura de centro apresentou a medida sem juizo de valor, destacando a justificativa do governo americano e o fato de o Brasil ficar de fora. Nao ha, ate aqui, cobertura de veiculos de esquerda ou de direita sobre o tema; uma leitura de esquerda tenderia a enfatizar a barreira economica imposta aos mais pobres e o peso sobre paises africanos e latino-americanos, enquanto uma leitura de direita tenderia a defender a caucao como instrumento legitimo de controle de fronteiras e de responsabilidade individual do viajante.
O que ainda nao se sabe: nao ha detalhamento sobre como e quando a caucao sera devolvida ao viajante que cumprir o prazo, qual sera o impacto pratico sobre o volume de solicitacoes dos paises afetados, nem se havera reacao diplomatica dos governos citados. Tambem nao esta claro se a lista podera ser ampliada no futuro para incluir outros paises.
1 fonte política
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto essencialmente descritivo: reproduz o comunicado oficial, cita a justificativa do governo americano (taxas de permanencia irregular, falhas de triagem) e informa que o Brasil nao esta incluido. Vocabulario neutro, sem enquadramento valorativo pro ou contra a politica migratoria.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

O Brasil não faz parte da lista. A medida atinge vistos de negócios e turismo - B1 e B2 - e tem como objetivo prevenir "a permanência ilegal" no país.
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