Ex-prefeito de Boa Vista vence eleição em Roraima
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Em Roraima, os 160 mil votos de Arthur Henrique seguem como 'anulados sub judice' até o STF/TSE decidirem sobre o registro da chapa, mantendo o governo do estado em incerteza.
- Em Tuiuti, a diplomação dos eleitos estava prevista até 24 de julho de 2026.
Onde os lados divergem
- Veículos de direita enfatizam a vontade popular soberana e tratam a mudança de regra do STF como insegurança jurídica.
- Veículos de esquerda destacam que as eleições só existem porque a fiscalização puniu abuso de poder econômico, e veem a flexibilização de prazos como ampliação das opções do eleitor.
Onde os lados concordam
- Arthur Henrique (PL) venceu o pleito suplementar em Roraima com mais de 60% dos votos.
- Careca (União) foi eleito prefeito de Tuiuti (SP) por margem apertada.
- Ambas as eleições decorreram de pleitos anteriores anulados pela Justiça Eleitoral.
O que ainda está incerto
Dois pleitos suplementares marcaram o domingo, 21 de junho de 2026, em pontas opostas do Brasil. Em Roraima, o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique, do PL, venceu a eleição suplementar ao governo do estado com 60,87% dos votos, somando 160.004 votos. Ficaram para trás Soldado Sampaio, do Republicanos, com 35,72%, e Nelita Frank, do PT, com 3,40%. No mesmo dia, no interior de São Paulo, Alexandre Tadeu Gonçalves, o Careca, do União, foi eleito prefeito de Tuiuti com 1.393 votos, ou 35,84%, vencendo por margem apertada de 135 votos sobre a segunda colocada, Milena do Amarildo, do PSB.
As duas eleições têm uma origem comum: ambas foram convocadas depois que a Justiça Eleitoral anulou pleitos anteriores. Em Roraima, a disputa decorreu da cassação da chapa eleita em 2022 por abuso de poder político e econômico. O então governador Antonio Denarium, do Republicanos, renunciou antes da conclusão do julgamento, e o vice, Edilson Damião, do União Brasil, também perdeu o mandato. Soldado Sampaio chegou a assumir o governo de forma interina por presidir a Assembleia Legislativa. Em Tuiuti, a nova votação aconteceu cerca de um ano e oito meses após as eleições municipais de 2024, cujo resultado foi anulado com a cassação da candidatura do então vencedor, Amarildo Lima, do PSB.
A cobertura de centro, como a do Metrópoles, relatou os dois resultados de forma factual, detalhando números de votos, percentuais, locais de votação e o calendário de diplomação dos eleitos. No caso de Tuiuti, destacou ainda o plano de governo da chapa vencedora, estruturado em saúde, educação, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e gestão pública.
O ponto de maior controvérsia está em Roraima, e é nele que as coberturas divergem de ênfase. Apesar da vitória, Arthur Henrique e o vice, Subtenente Velton, disputaram com a candidatura sob análise da Justiça. No sistema do TSE, os votos do vencedor aparecem como anulados sub judice até a conclusão do processo. A disputa judicial gira em torno do prazo de desincompatibilização: o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima havia definido um prazo curto, mas o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a regra e mandou aplicar o prazo de seis meses previsto na Lei da Inelegibilidade, em ação movida pelo Republicanos. A Primeira Turma do STF confirmou a decisão de Dino, com os votos de Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
Veículos de direita, como a Revista Oeste, enfatizaram a força da vitória nas urnas e o respaldo popular ao candidato apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, reproduzindo a frase do vencedor de que a vontade do povo prevaleceu, e tratando a mudança de regra como fonte de insegurança jurídica. Veículos de esquerda tendem a ler o caso pelo ângulo oposto: as eleições só ocorreram porque a fiscalização eleitoral puniu abuso de poder econômico e político, e a flexibilização de prazos buscaria ampliar as opções do eleitorado. A própria mudança de regra levou o PT a substituir sua candidata, trocando a professora Antonia Pedrosa por Nelita Frank.
Fontes
Careca foi eleito prefeito de Tuiuti, nas eleições suplementares com 1.393 votos, contra Milena do Amarildo, que teve 1.258 votos

Arthur Henrique (PL) derrota adversários no pleito suplementar, mas aguarda decisão definitiva do STF e do TSE sobre candidatura
