Edson Fachin não pauta no STF caso dos posts sobre Nossa Senhora Aparecida
5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
5 veículos de centro · 1 veículo de direita

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu não pautar para a sessão de 30 de setembro o julgamento das decisões conflitantes sobre postagens que associavam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Em poucos dias, André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral, mandou remover os conteúdos, Flávio Dino liberou e Luiz Fux restabeleceu a remoção. Não há data para a análise, e ministros temem novo embate em plenário às vésperas do primeiro turno.
Pelo prisma da ordem institucional, o episódio mostra o Supremo interferindo em decisões da Justiça Eleitoral e o desgaste de uma corte dividida às vésperas da eleição. O candidato Flávio Bolsonaro buscou a remoção de conteúdos que considera desinformação, ao associá-lo a um projeto contra o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
6 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura registra a mesma sequência: Mendonça mandou remover, Dino liberou, Fux restabeleceu a remoção, e Fachin deixou o caso sem data no Supremo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não pautou para 30 de setembro o caso das postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. Em poucos dias, André Mendonça mandou remover os conteúdos, Flávio Dino liberou e Luiz Fux restabeleceu a remoção, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu não pautar para a sessão de quarta-feira, 30 de setembro, o julgamento das decisões conflitantes sobre postagens envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A sessão ficou reservada a processos já agendados, como a cobrança diferenciada de planos de saúde para idosos. Até agora, não há data para que o caso seja analisado.
A controvérsia começou com uma publicação do humorista Antonio Tabet na rede social X: "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!". O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, pediu a remoção alegando que o texto se inseria numa onda de mensagens falsas que lhe atribuíam um projeto para retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Em 25 de setembro, o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, mandou retirar a postagem e conteúdos semelhantes.
No domingo, 27, o ministro Flávio Dino derrubou a ordem e liberou a publicação, citando a liberdade de expressão e o fato de o post não mencionar o candidato. Na segunda-feira, 28, Dino pediu que sua decisão fosse levada ao plenário presencial. Na mesma noite, o ministro Luiz Fux, acionado pela campanha de Flávio Bolsonaro numa ação sobre o Marco Civil da Internet, suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a remoção. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, enviou ofício a Fachin reclamando de interferências indevidas nas decisões da Justiça Eleitoral.
A cobertura de centro concentrou-se na crise interna do Supremo. Relatos de bastidores apontam que ao menos quatro ministros temem repetir a sessão de 15 de setembro, marcada por ofensas entre magistrados na discussão sobre uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Por isso, uma ala defende o julgamento no plenário virtual, enquanto outros avaliam que Fachin precisa dar uma resposta institucional ao impasse. Essa cobertura também registrou que, no Tribunal Superior Eleitoral, Mendonça reajustou o voto, liberou a postagem de Tabet e manteve a proibição de conteúdos que atribuem a Flávio Bolsonaro a proposta contra a padroeira.
Entre os veículos de direita, a cobertura identificada republicou texto de agência pública com tom factual, destacando a decisão de Fachin e a reclamação de Nunes Marques sobre interferências na Justiça Eleitoral. Não foram identificados veículos de esquerda com cobertura própria do adiamento.
O que ainda não se sabe é quando e em qual formato, presencial ou virtual, o Supremo vai examinar o caso, e se o julgamento acontecerá antes do primeiro turno. Também não está claro como a decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral vai se combinar com as ordens conflitantes de Dino e Fux.
Escultura foi encontrada danificada na Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena. Polícia Civil informou que não localizou registro da ocorrência.


Decisões conflitantes abrem nova frente na crise, e presidente da Corte avalia possíveis saídas

TSE decide remover posts que associem Flávio à proposta de retirar título da santa; Mendonça reajusta voto para limitar medida. Leia no Poder360.

A sessão de quarta-feira (30) será dedicada ao julgamento de processos que já estavam previamente agendados

Ala do STF defende que tema seja analisado no plenário virtual para evitar xingamentos e embates entre magistrados
