Edson Fachin deixa sem data julgamento de posts sobre Nossa Senhora Aparecida
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- As postagens seguem fora do ar enquanto vale a decisão de Luiz Fux.
- O caso não entra na sessão de 30 de setembro e não tem data para ser julgado.
- A escolha entre plenário virtual e presencial define se o embate entre ministros será público.
Onde os lados concordam
As coberturas convergem na cronologia: André Mendonça mandou remover a postagem de Antonio Tabet, Flávio Dino a liberou, Luiz Fux restabeleceu a remoção e Edson Fachin ainda não marcou o julgamento no plenário.
O que ainda está incerto
- Quando e em que formato o Supremo Tribunal Federal vai julgar o caso.
- Se haverá decisão antes da eleição presidencial.
- Como a corte vai responder ao ofício de Nunes Marques sobre a competência da Justiça Eleitoral.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não levou à sessão de 30 de setembro o julgamento sobre a remoção de postagens de Antonio Tabet a respeito de Nossa Senhora Aparecida, pedida por Flávio Bolsonaro. O caso colocou decisões de André Mendonça, Flávio Dino e Luiz Fux em choque e segue sem data.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira, 30 de setembro, o julgamento sobre as decisões que envolvem postagens a respeito de Nossa Senhora Aparecida publicadas durante a campanha eleitoral. A sessão ficou reservada a processos já agendados, como a validade da cobrança diferenciada de mensalidades de planos de saúde para idosos. Até agora, não há data para que o caso seja analisado.
A disputa começou em 24 de setembro, quando o humorista Antonio Tabet publicou no X que a "família miliciana" odiava tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida. O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, e mandou retirar a postagem e conteúdos semelhantes. Embora não tenha sido citado, o candidato alegou que a publicação reforçava mensagens falsas segundo as quais ele teria apresentado um projeto para retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
No domingo, 27 de setembro, o ministro Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça e liberou a postagem, em nome da liberdade de expressão e porque o texto não mencionava o presidenciável. Tabet havia recorrido por meio de uma petição em outro processo relatado por Dino. Na segunda-feira, 28, o ministro Luiz Fux atendeu à campanha de Flávio Bolsonaro, que recorreu a ele numa ação sobre o Marco Civil da Internet, e restabeleceu a remoção. No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, enviou ofício a Fachin para reclamar de interferências indevidas em decisões da Justiça Eleitoral. Dino e Fux pediram que o tema fosse levado ao plenário, mas a decisão de pautar cabe ao presidente da corte.
A cobertura de centro concentrou-se nos bastidores do tribunal. Relatos atribuídos a ao menos quatro ministros indicam o temor de que uma sessão presencial repita, na semana da eleição presidencial, a chamada "sessão do fim do mundo", de 15 de setembro, quando ministros trocaram ofensas durante a discussão sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Por isso, uma ala do Supremo defende que o caso seja julgado no plenário virtual. Veículos de direita reproduziram o relato factual do adiamento, com destaque para o argumento de Flávio Bolsonaro sobre a narrativa falsa e para a reclamação formal do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Nenhum veículo de esquerda publicou cobertura própria do adiamento até o momento, de modo que o ângulo da liberdade de expressão do humorista aparece apenas no relato da decisão de Dino.
O que ainda não se sabe é quando o Supremo vai julgar o caso, se o julgamento será presencial ou virtual e se ocorrerá antes da eleição. Também não está claro como a corte vai resolver o conflito entre as decisões de seus ministros e a competência da Justiça Eleitoral.
Fontes

A sessão de quarta-feira (30) será dedicada ao julgamento de processos que já estavam previamente agendados

Ala do STF defende que tema seja analisado no plenário virtual para evitar xingamentos e embates entre magistrados