Edson Fachin adia sem nova data o encontro com a OAB sobre crise no Supremo
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, adiou sem nova data a audiência marcada para 9 de setembro com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, e com representantes das seccionais. O encontro trataria da crise interna da Corte, que opõe os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em torno das investigações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A justificativa atribuída ao ministro foi o excesso de demandas na presidência do tribunal; o Supremo não explicou publicamente a decisão. A entidade manteve para a mesma data a reunião extraordinária do Colégio de Presidentes, com dirigentes das 27 seccionais.
A leitura de esquerda enfatiza que a crise no Supremo Tribunal Federal se desenrola em pleno período eleitoral e que o desgaste institucional da Corte tem custo coletivo, não apenas corporativo. O ponto central é a advertência da Ordem dos Advogados do Brasil de que a apuração deve ser rigorosa e imparcial, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência, e sem pedido de afastamento de autoridades antes de qualquer conclusão.
A leitura de direita trata o adiamento como sinal de que o Supremo Tribunal Federal tenta se blindar do escrutínio externo. O gesto é descrito como incomum, porque a Ordem dos Advogados do Brasil costuma ser recebida quando solicita audiência, e ocorre quando a advocacia cobra que eventuais desvios cometidos por integrantes da Corte sejam investigados e punidos independentemente do cargo ocupado.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as coberturas registram que a audiência com a cúpula da advocacia foi adiada sem nova data, que a Ordem dos Advogados do Brasil manteve a reunião do Colégio de Presidentes e que a entidade cobra apuração dos fatos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal. Também há convergência sobre a cronologia: o relatório da Polícia Federal, o pedido de Moraes contra Mendonça e a decisão de Edson Fachin de reunir tudo em um procedimento único.
A audiência entre a presidência do Supremo Tribunal Federal e a cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil, marcada para 9 de setembro, foi adiada sem nova data. O encontro trataria da crise que opõe Alexandre de Moraes e André Mendonça e das investigações ligadas ao Banco Master. A advocacia manteve a reunião das 27 seccionais e segue cobrando apuração.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, adiou a audiência que teria nesta quarta-feira, 9 de setembro, com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, e com representantes das seccionais estaduais. Não há nova data marcada. O encontro havia sido pedido pela advocacia para tratar da crise interna da Corte, que colocou os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em lados opostos das investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
A cobertura de centro relatou que o tribunal não explicou publicamente o motivo do adiamento e que a Corte foi procurada sem responder até a publicação das reportagens. Parte dessa cobertura acrescentou que a justificativa apurada foi o excesso de demandas na presidência do tribunal naquela semana, e que a própria entidade considerou a decisão incomum, porque costuma ser recebida quando solicita audiência. Apesar do adiamento, a Ordem manteve para a mesma quarta-feira a reunião extraordinária do Colégio de Presidentes, que reúne dirigentes das 27 seccionais e integrantes do Conselho Federal para definir a posição oficial da advocacia sobre a crise.
Os relatos convergem sobre a sequência que levou ao impasse. Em 1º de setembro, André Mendonça retirou o sigilo de um relatório de inteligência da Polícia Federal, com 218 páginas, produzido a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, no qual aparecem mensagens e registros envolvendo autoridades, entre elas Alexandre de Moraes, além de referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em 3 de setembro, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade no inquérito das fake news. No dia seguinte, Fachin retirou esse pedido do inquérito, reuniu as duas frentes em um procedimento único sob a Presidência e determinou prazo de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal prestem esclarecimentos.
Veículos de direita enfatizaram o caráter incomum do adiamento e a cobrança para que eventuais desvios de integrantes da Corte sejam investigados e punidos independentemente do cargo ocupado, registrando que seccionais estaduais passaram a defender medidas cautelares contra autoridades envolvidas e que a advocacia já havia pedido o encerramento do inquérito das fake news, em tramitação desde 2019. A cobertura de centro deu mais espaço ao teor da nota do Conselho Federal, que pediu apuração rigorosa e imparcial sem solicitar o afastamento de ninguém, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência, e ao alerta da entidade sobre os efeitos da crise nas instituições democráticas durante o período eleitoral. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio, de modo que o ângulo mais associado a esse campo, a preocupação com a preservação institucional do Supremo diante da pressão externa e com os limites da vigilância estatal sobre comunicações, aparece na story apenas pelas manifestações da própria advocacia.
Uma análise de centro detalhou o nó jurídico que a presidência do tribunal terá de desatar. No despacho em discussão, André Mendonça mandou a Polícia Federal identificar todas as pessoas que participaram ou foram mencionadas nas mensagens apreendidas, com ressalva explícita para eventuais autoridades com foro por prerrogativa de função, e depois requisitou a íntegra de todas as interações envolvendo essas mesmas pessoas. Essa segunda parte é o ponto sensível. Em março, o gabinete de Alexandre de Moraes havia pedido a divulgação de nota afirmando que as mensagens atribuídas ao ministro estavam vinculadas a outros contatos do empresário, e não a ele. Ao abrir o procedimento, Fachin mandou juntar essa nota aos autos e cobrou explicações sobre as circunstâncias do despacho, colocando os dois elementos na mesma mesa.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não foi divulgado o motivo real do adiamento nem a nova data da audiência com a advocacia. Também não está definido se o plenário analisará em conjunto as duas frentes do caso, e a expectativa relatada é de que isso só ocorra após 22 de setembro, às vésperas do primeiro turno das eleições. Segue em aberto, ainda, a quem pertenciam de fato as mensagens do material apreendido e se a diligência que buscou identificá-las respeitou os limites de competência.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebeu nesta terça-feira (8), em Brasília, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, para tratar da crise institucional no STF, agravada pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O encontro ocorreu à tarde e não teve pauta divulgada oficialmente. O afastamento foi determinado nesta terça pelo ministro do Supremo André Mendonça, relator da ação sobre o Banco Master.
Ministro suspendeu decisões de Mendonça e Dino, além de retirar inquérito das fake news de Moraes.

Presidente do STF terá de arbitrar embate entre os ministros sobre investigação do caso Master; nota do gabinete de Moraes divulgada em março acrescenta uma peça à disputa.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adiou a reunião que teria na quarta-feira (9) com o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e representantes das seccionais da entidade. Segundo

Encontro estava marcado para quarta-feira; nova data segue indefinida

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou a reunião que teria com o presidente da Ordem

Encontro estava marcado para 4ª feira (9.set) e reuniria representantes das seccionais; nova data ainda não foi definida. Leia no Poder360.

Encontro estava marcado para 4ª feira (9.set) e reuniria representantes das seccionais; nova data ainda não foi definida. Leia no Poder360.

Encontro previsto para quarta-feira (9) trataria da crise no STF. Adiamento foi considerado incomum pela OAB, que costuma ser recebida quando solicita audiência.

Encontro previsto para quarta-feira (9) trataria da crise no STF. Adiamento foi considerado incomum pela OAB, que costuma ser recebida quando solicita audiência.

Nesta matéria: viés de centro.