Conselho Curador do FGTS aprova R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027
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Veículos de esquerda publicaram a decisão em registro informativo, sem opinião. O texto deu destaque aos R$ 13 bilhões em subsídios para famílias de baixa renda já no subtítulo e trouxe a prorrogação da regra que permite usar até cinco saques-aniversário futuros como garantia de crédito, com o número de trabalhadores afetados segundo o Ministério do Trabalho.
A cobertura de centro reproduziu o texto de agência sobre a decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que manteve em R$ 144,5 bilhões o orçamento de habitação para 2027. O texto destacou a previsão plurianual: a verba da classe média no Minha Casa, Minha Vida cai a partir de 2028 e o orçamento total recua até 2030.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Os veículos de esquerda e de centro publicaram o mesmo texto: o Conselho Curador do FGTS manteve R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027, dentro de um orçamento total de R$ 169 bilhões.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aprovou em 29 de outubro R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027, mesmo valor de 2026, dentro de um orçamento total de R$ 169 bilhões. A verba da classe média no Minha Casa, Minha Vida cai a partir de 2028, e o conselho prorrogou a regra de transição do saque-aniversário.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, aprovou na quinta-feira, 29 de outubro, um orçamento de R$ 144,5 bilhões para investimentos em habitação em 2027. O valor é o mesmo previsto para 2026 e inclui recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, subsídios habitacionais e financiamentos com condições especiais.
A divisão aprovada reserva R$ 125,5 bilhões para financiamento de famílias de baixa renda e R$ 15 bilhões para a classe média dentro do Minha Casa, Minha Vida. Outros R$ 13 bilhões são subsídios para famílias de baixa renda, e R$ 4 bilhões vão para a linha pró-cotista, que oferece juros menores a trabalhadores com conta no fundo. O texto ressalva que subsídios e linha pró-cotista não devem ser somados automaticamente às duas primeiras categorias, porque pode haver sobreposição.
Além da habitação, o conselho aprovou um orçamento total de R$ 169 bilhões para 2027. Segundo o Ministério do Trabalho, saneamento básico e infraestrutura urbana recebem R$ 8 bilhões cada, e a saúde, R$ 8,5 bilhões. O colegiado também fixou a previsão para 2028 a 2030: os R$ 125,5 bilhões anuais para baixa renda ficam, mas a verba da classe média cai para R$ 10 bilhões por ano a partir de 2028, e o orçamento total deve recuar para R$ 163,7 bilhões anuais até 2030. O ministério atribui a redução a autorizações de saques especiais e a empréstimos destinados à área da saúde.
Na mesma reunião, o conselho prorrogou até 31 de março a regra de transição que permite usar até cinco saques-aniversário futuros como garantia em empréstimos. A resolução de outubro de 2025 prevê a redução para três saques a partir de 1º de novembro de 2026, com valor mínimo de R$ 100 e máximo de R$ 500 por saque anual. De acordo com o ministério, a mudança pode afetar 12,2 milhões de trabalhadores, e 92% deles recebem até quatro salários mínimos. Desde a criação, o saque-aniversário movimentou R$ 242,5 bilhões, dos quais R$ 148,3 bilhões foram para instituições financeiras quitarem empréstimos.
A cobertura foi uniforme. Veículos de esquerda publicaram a decisão em tom informativo e destacaram, logo no subtítulo, os R$ 13 bilhões em subsídios para famílias de baixa renda. A cobertura de centro reproduziu o mesmo texto, com crédito à mesma agência, sem apuração própria. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado. Como os dois textos são idênticos, não há divergência de enquadramento entre os lados que publicaram, e nenhum deles ouviu construtoras, centrais sindicais ou especialistas.
Até a noite de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, os textos não explicavam por que a verba da classe média no Minha Casa, Minha Vida cairá a partir de 2028, nem informavam o ano do novo prazo de 31 de março para a regra de transição do saque-aniversário. Também não havia avaliação de fora do governo sobre o efeito da manutenção do orçamento na oferta de moradias.
Valor é o mesmo previsto para 2026 e inclui recursos destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida
