Flávio Bolsonaro propõe castração química e maioridade penal aos 16 anos
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O plano de governo de Flávio Bolsonaro transforma punição em programa de país: castração química, redução da maioridade penal para 16 anos com punição de adolescentes de 14, fim da progressão de pena e prisões inspiradas no modelo de El Salvador, onde o encarceramento em massa convive com denúncias de violações de direitos. O documento reproduz a promessa de que bandido armado com fuzil vai ser abatido e não apresenta uma linha sobre prevenção, política de drogas, redução de homicídios de jovens negros ou reinserção. Ao propor redirecionar recursos das famílias de detentos, o plano atinge quem já é mais pobre. Nada disso vem acompanhado de custo, prazo ou avaliação de constitucionalidade. No plano eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para retirar do ar publicação do candidato que associa o Partido dos Trabalhadores ao crime organizado, numa ação da Federação Brasil da Esperança, sinal de que a estratégia de campanha esbarra nos limites legais da propaganda.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, registrou no Tribunal Superior Eleitoral um plano de governo de 76 páginas cujo primeiro capítulo, chamado Brasil sem medo, é dedicado à segurança pública.
Flávio Bolsonaro coloca a segurança pública como primeira página do seu plano de governo, com a tese de que sem ordem não há emprego, comércio aberto nem criança na rua. As doze propostas do capítulo Brasil sem medo enfrentam o crime organizado onde ele opera: facções e milícias declaradas organizações narcoterroristas, bloqueio de ativos e desarticulação da lavagem de dinheiro, tropa de elite das Forças Armadas em fronteiras, portos e aeroportos, cinco presídios de segurança máxima e fim da progressão de pena para hediondos.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram que o plano de governo de Flávio Bolsonaro foi registrado no TSE e abre pelo capítulo de segurança pública, que as medidas não vêm com custo, prazo ou etapas de implantação, e que o Tribunal Superior Eleitoral já tem maioria de 5 a 2 para mandar retirar das redes a publicação que associa o Partido dos Trabalhadores ao crime organizado, com a decisão suspensa pelo pedido de vista de Nunes Marques.
O plano de governo registrado no TSE pelo candidato do Partido Liberal à Presidência começa pela segurança pública e reúne doze propostas de endurecimento penal, de castração química a redução da maioridade penal. Na mesma semana, o Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para retirar do ar uma publicação de campanha do senador.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, registrou no Tribunal Superior Eleitoral um plano de governo de 76 páginas que começa pela segurança pública. O capítulo de abertura, chamado Brasil sem medo, reúne doze propostas principais e sustenta que segurança não é um tema entre outros, e sim a condição para todos os demais. Entre as medidas estão declarar o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e punir maiores de 14 que cometerem crimes graves, aplicar castração química a condenados por crimes sexuais contra mulheres e crianças, acabar com a progressão de regime para crimes hediondos e quadruplicar a pena inicial de quem furta ou revende celulares roubados.
O plano também prevê a construção de cinco presídios de segurança máxima no modelo adotado por El Salvador, que somados aos cinco presídios federais existentes formariam um Complexo Federal de Segurança Máxima; a criação de um Sistema Nacional de Fronteira com tropa de elite do Exército, da Marinha e da Força Aérea para atuar em fronteiras secas, portos e aeroportos; o sistema de reconhecimento facial Muralha Brasileira, inspirado em programas já em operação na cidade e no estado de São Paulo; o monitoramento por tornozeleira eletrônica de agressores de mulheres com medida protetiva; o redirecionamento dos recursos hoje destinados a famílias de detentos para famílias de vítimas; e a duplicação do investimento federal em segurança pública ao longo do mandato.
A cobertura converge em dois pontos concretos. O primeiro é que o documento não detalha custos, prazos ou etapas de implantação, e que várias das medidas exigiriam aprovação do Congresso e mudanças na Constituição. O segundo é a situação do candidato no Tribunal Superior Eleitoral: cinco dos sete ministros votaram para determinar a retirada das redes de uma publicação que associa o Partido dos Trabalhadores ao crime organizado, contrariando o relator André Mendonça, que havia rejeitado o pedido. A ação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, ligada à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, e a mesma maioria se repetiu em processo contra Marcelo Queiroga, candidato ao Senado pela Paraíba. O presidente da Corte, Nunes Marques, pediu vista e suspendeu os julgamentos, de modo que a remoção ainda não é decisão consumada.
As ênfases se separam a partir daí. Veículos de direita detalharam as doze propostas uma a uma, com citações literais do documento, e apresentaram o endurecimento penal como resposta a um Estado que perdeu território para o crime, mencionando a suspensão do julgamento no TSE como interferência sobre o discurso de campanha. Veículos de esquerda enquadraram o episódio como mais um revés judicial do candidato, deram centralidade à ação da federação ligada ao presidente e ao pedido dos ministros para que o candidato seja proibido de voltar a difundir o material, e trataram a associação entre partido e crime organizado como conteúdo a ser retirado do debate eleitoral. A cobertura de centro registrou o mesmo dia de campanha por outro ângulo, ao noticiar que Ronaldo Caiado, candidato do PSD, apresentou seu plano de governo para a saúde com foco no Sistema Único de Saúde e na vacinação, criticando tanto a gestão de Lula quanto a de Jair Bolsonaro, e citou de passagem a promessa de Flávio Bolsonaro de dobrar o número de presídios federais.
O que ainda não se sabe é quanto o pacote custaria e em que prazo sairia do papel, já que o plano não traz números de execução. Também não está definido quais medidas dependeriam de emenda constitucional nem como o candidato pretende aprová-las no Congresso. No campo eleitoral, não há data para a devolução do pedido de vista de Nunes Marques, e portanto não se sabe se a maioria de 5 a 2 se converterá em ordem de remoção das publicações nem se a proibição de novas postagens será mantida.
Nenhuma delas chegou a ser aprovada e uma foi apresentada quando o senador já era pré-candidato à Presidência

Em transmissão ao vivo, candidato à Presidência critica limitações do ECA e defende endurecimento penal

Evento contou com a presença de Mandetta, ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro

Flávio Bolsonaro sofreu um novo revés no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cinco dos sete ministros da Corte votaram para mandar retirar das redes uma

Em plano de governo, Flávio aposta em diminuição da maioridade penal, castração química e fim da progressão de pena. Leia na Gazeta do Povo.

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