Flávio Bolsonaro reúne Zema, Temer e Caiado e busca Republicanos no 2º turno
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Um dia depois do primeiro turno, em que obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a reunir apoios para o segundo turno de 25 de outubro. Romeu Zema (Novo), Michel Temer (MDB), o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), e o presidente do PP, Ciro Nogueira, declararam apoio, e a campanha negocia a adesão do Republicanos e da federação União Progressista.
A cobertura de esquerda trata a adesão de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro como previsível e movida por discurso anti-PT, e lembra que o ex-governador de Minas Gerais teve só 0,27% dos votos. O apoio de Ciro Nogueira, presidente do PP, vem acompanhado do contexto do escândalo do Banco Master, no qual o senador e o próprio Flávio são investigados pela Polícia Federal.
Veículos de direita destacam a consolidação de uma frente contra o PT em torno de Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno. Romeu Zema disse que não ficaria em cima do muro e que é preciso tirar os intocáveis de Brasília, e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, afirmou que o Brasil pede mudança.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados registram que Flávio Bolsonaro saiu do primeiro turno à frente de Lula e recebeu o apoio de Romeu Zema, que justificou a escolha com críticas ao PT.
Depois de terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, Flávio Bolsonaro recebeu os apoios de Romeu Zema, Michel Temer e do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e negocia a adesão do Republicanos e da federação de União Brasil e PP para a disputa de 25 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL, começou a semana do segundo turno somando apoios. No primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro, ele obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A disputa final está marcada para 25 de outubro.
Na segunda-feira, 5, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, publicou vídeo declarando voto em Flávio. Sexto colocado, com 0,27% dos votos válidos, Zema disse que não ficaria em cima do muro e que o Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula. No mesmo dia, o ex-presidente Michel Temer, do MDB, anunciou apoio ao candidato do PL, afirmando que as urnas mostraram desejo de mudança. O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, do PSD, também declarou voto em Flávio.
A campanha tenta ampliar a frente com partidos do chamado centrão. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, disse que vai defender apoio total ao candidato em reunião do partido marcada para terça-feira, 6. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, telefonou para o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e espera fechar a adesão da sigla ainda nesta semana. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado deve oficializar seu apoio em encontro com Flávio no estado. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já dizia na noite da apuração não ter dúvida de que União Brasil, PP e Republicanos estariam com o partido.
A cobertura de centro relatou a articulação em detalhe e registrou também a outra frente da campanha: Marinho tem reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para tratar do que a campanha considera interferência da corte no trabalho do Tribunal Superior Eleitoral em favor de Lula. Essa mesma cobertura lembrou que Ciro Nogueira não conseguiu se reeleger senador pelo Piauí e que ele e Flávio são investigados por ligação com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Os dois negam irregularidades.
Veículos de esquerda destacaram que o apoio de Zema veio em tom anti-PT e não surpreendeu, já que ele havia sinalizado essa escolha durante a campanha, e ressaltaram a votação modesta do ex-governador, inclusive em Minas Gerais. Veículos de direita enfatizaram a mensagem de Zema de que é preciso tirar os intocáveis de Brasília e sua avaliação de que a nova composição do Congresso já teria número para pedir o impeachment de Lula, sem contraponto a essa tese.
Ainda não se sabe se o Republicanos e a federação formada por União Brasil e PP vão de fato aderir formalmente à candidatura, nem qual será a posição oficial do Novo. Também não há resposta do Supremo às críticas da campanha nem informação sobre o efeito desses apoios na intenção de voto do segundo turno.
Presidente do PL diz que mantém conversas com dirigentes das siglas e cita também Caiado e Zema como possíveis apoios. Leia no Poder360.

O ex-presidenciável do Novo justificou a escolha com um discurso anti-PT

Em outra frente, campanha quer pressionar o STF a respeito do que vê como interferência da corte na eleição

Ex-presidente afirma que resultado das urnas expressa desejo de mudança

Direção do partido se reunirá nesta terça-feira (6) para discutir posição no segundo turno

Ex-governador de Minas Gerais justificou seu voto como uma necessidade para tirar “os intocáveis” de Brasília. Leia no Poder360.

Candidato oficializou decisão em vídeo nas redes sociais

Em vídeo nas redes sociais, Pimentel anunciou que vai votar em Flávio Bolsonaro no 2º turno. Leia na Gazeta do Povo
