Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno com 47% sob seis frentes de suspeita
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A cobertura de esquerda trata a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno como o prenúncio de uma crise institucional permanente. Para essa leitura, o eleitor foi às urnas sem saber que o candidato é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, porque o sigilo do caso Banco Master escondeu a informação a tempo, e um eventual governo seria marcado por escândalos do primeiro ao último dia.
Flávio Bolsonaro, do PL, terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 com 47% dos votos, contra 45,1% de Lula, uma diferença de 2,2 milhões de votos. Uma coluna de opinião publicada no dia seguinte reuniu seis frentes de suspeita envolvendo o candidato, das rachadinhas ao caso Banco Master. As alegações se apoiam em reportagens e investigações em curso, e o texto não traz a versão do candidato.
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Flávio Bolsonaro saiu do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 com 47% dos votos, 2,2 milhões à frente de Lula. Uma coluna de opinião reuniu seis frentes de suspeita contra o candidato, do caso Banco Master às rachadinhas, sem registrar a versão dele sobre as acusações.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, terminou o primeiro turno da eleição de 2026 com 47% dos votos válidos, contra 45,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença chegou a 2,2 milhões de votos. Até o momento, apenas um veículo tratou do resultado sob o ângulo das suspeitas que cercam o candidato, numa coluna de opinião publicada no dia seguinte à votação.
Segundo o texto, o partido de Flávio elegeu 28 senadores e 121 deputados federais, um desempenho descrito como histórico. A coluna, porém, sustenta que o candidato chega à reta final enredado em escândalos que ainda devem se aprofundar nos próximos meses.
O texto enumera seis frentes. A primeira são as rachadinhas, o esquema de devolução de salários de funcionários de gabinete. A coluna lembra reportagens segundo as quais 51 imóveis da família Bolsonaro foram pagos parcialmente em dinheiro vivo. O processo foi extinto pelo Superior Tribunal de Justiça, que questionou a quebra de sigilo fiscal. A segunda é o caso Banco Master. O texto cita o financiamento do filme Dark Horse pelo banqueiro Daniel Vorcaro e conversas entre os dois: 50 mensagens de Flávio, 46 de Vorcaro e 14 ligações. Relata ainda uma viagem simultânea a Fort Lauderdale, na Flórida, em maio de 2025. A coluna afirma que o sigilo mantido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, impediu o eleitor de saber que Flávio é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A terceira frente é a proximidade com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, operador do esquema que causou prejuízo de R$ 2 bilhões a aposentados. A empresa de capacetes do senador usaria o mesmo endereço e a mesma contabilidade. A quarta envolve indícios de superfaturamento em hospitais federais do Rio de Janeiro durante a pandemia, apontados pelo Tribunal de Contas da União. A quinta é a amizade com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal. A sexta é um suposto lobby junto ao ministro Kassio Nunes Marques, com relatos de presentes como um relógio de 300 mil reais.
A coluna conclui que um eventual governo de Flávio seria marcado por escândalos e teria viés autoritário, com risco de perseguição à imprensa e a opositores. Por ser texto de opinião de fonte única, não há contraponto de outros veículos, e a peça não registra a versão do candidato sobre nenhuma das acusações.
O que ainda não se sabe: o valor real dos depósitos de Vorcaro e o destino do dinheiro nos Estados Unidos, o alcance das investigações sob sigilo e se alguma das frentes citadas resultará em denúncia formal antes do segundo turno.
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