Daniella Marques detalha PEC fiscal e reforma do Estado para Flávio Bolsonaro
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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência apresentou, em evento do Movimento Brasil Competitivo em São Paulo, o programa econômico que pretende executar nos primeiros 100 dias de um eventual governo. Coordenadora econômica da candidatura e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques listou uma PEC fiscal, corte de impostos e de burocracia, digitalização dos serviços públicos, revisão de marcos regulatórios, mudanças na governança das estatais e uma nova gestão dos imóveis da União. Na véspera, em outro evento na capital paulista, o candidato havia dito que montaria um ministério de pessoas competentes e citou Marques nominalmente.
A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) colocou a reforma do Estado no centro do programa econômico e prometeu usar o capital político dos primeiros 100 dias para aprovar uma PEC fiscal e um corte amplo de impostos e burocracia.
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6 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Nesta matéria: falácia identificada.
As coberturas registram o mesmo conjunto de propostas: PEC fiscal e corte de impostos e burocracia nos primeiros 100 dias, digitalização dos serviços públicos, revisão de marcos regulatórios, retomada da reforma administrativa e da privatização dos Correios e nova gestão dos 760 mil imóveis da União. Também convergem em que Daniella Marques é a voz econômica da candidatura.
A campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência apresentou em São Paulo o programa econômico dos primeiros 100 dias: PEC fiscal, corte de impostos e burocracia, digitalização dos serviços públicos, retomada da privatização dos Correios e revisão da carteira de imóveis da União. A cobertura de centro priorizou a formação do ministério; a de direita, o conteúdo do programa.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República apresentou nesta semana o desenho da agenda econômica que pretende executar nos primeiros 100 dias de um eventual governo. A coordenadora econômica da candidatura, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, resumiu o plano em duas frentes: uma PEC fiscal para reorganizar as contas públicas e o que ela chamou de tesouraço em impostos e burocracia. A apresentação ocorreu em evento do Movimento Brasil Competitivo, em São Paulo, na terça-feira (25).
Um dia antes, no Palácio Tangará, na Zona Sul da capital paulista, o próprio candidato havia dito que montaria um time de ministros formado por homens e mulheres competentes, que não se servissem do dinheiro público, e citou Daniella Marques nominalmente como exemplo do perfil que pretende levar à Esplanada. Ela integra o grupo que elaborou o programa econômico da candidatura e chegou a ser cotada para vice na chapa.
A cobertura de centro registrou principalmente o recorte de equipe, com a fala do candidato sobre a formação do ministério, a data e o local do evento e a trajetória profissional da economista, que passou pela Bozano Investimentos ao lado de Paulo Guedes antes de assumir postos no governo anterior. Veículos de direita se concentraram no conteúdo do programa e reproduziram o vocabulário da campanha: reforma do Estado, digitalização dos serviços públicos, reorganização da estrutura administrativa, nova gestão dos imóveis da União e mudanças na governança das estatais. Até o fechamento desta reportagem, veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do anúncio, e nenhuma avaliação crítica das propostas apareceu no material disponível.
Onde as coberturas convergem é no conteúdo declarado. Todas registram que a candidatura pretende retomar pautas inconclusas do governo de Jair Bolsonaro, entre elas a reforma administrativa e a privatização dos Correios, e que o patrimônio imobiliário federal está no alvo. Segundo dados do Tesouro Nacional citados pela campanha, a União tem 760 mil imóveis, com valor contábil superior a R$ 1,7 trilhão, parte deles abandonada e ainda gerando despesa anual de manutenção e aluguel. A proposta prevê também revisão de marcos regulatórios, fortalecimento da Lei das Estatais e divisão de eventuais receitas extraordinárias entre redução da dívida pública, investimento em infraestrutura e formação de patrimônio pela população.
A divergência está menos no que cada lado afirma e mais no que cada texto preserva. Uma parte da cobertura de direita manteve as ressalvas ditas no próprio evento, anotando que a representante da campanha não detalhou quais mecanismos usaria para reorganizar os imóveis, quais ativos gerariam as receitas extraordinárias nem os percentuais destinados a cada frente, e lembrando que boa parte das medidas depende de aprovação do Congresso Nacional. Outra parte reproduziu os mesmos eixos sem essas ressalvas e sem os números, tratando o ganho de eficiência como resultado dado. A comparação feita pela coordenadora, de que o Brasil tem bem mais ministérios que a Venezuela, e a associação entre a estrutura da máquina federal e as filas do INSS e de creche não foram checadas por nenhum dos textos.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há indicação de quais impostos seriam reduzidos, em que prazo e com qual efeito sobre a arrecadação. Não se conhece o teor da PEC fiscal, quais despesas ela alcançaria nem qual seria a base de apoio no Congresso para aprová-la nos primeiros 100 dias. Também não foram divulgados quais imóveis da União seriam vendidos, concedidos ou redestinados, nem como a digitalização atenderia quem hoje depende do atendimento presencial. A composição do ministério segue indefinida, e a menção do candidato a Daniella Marques não veio acompanhada de indicação formal de cargo.
Assessora econômica evita detalhar cortes de gastos e afirma que isso será decidido na transição:

Coordenadora de economia da campanha do senador fala em pausar avanço da reforma. Leia no Poder360.

Um grupo de executivos do mercado financeiro sugeriu, na noite de quinta-feira (27), que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se eleito, coloque o ex-presidente do Credit Suisse no

Uma eventual reforma do Estado em um governo de Flávio Bolsonaro (PL) teria como principais pilares a digitalização dos serviços

Ex-presidente da Caixa integra equipe que elaborou programa econômico do candidato do PL e chegou a ser cotada para vice na chapa.

Representante de campanha do senador afirma que eventual governo quer usar os primeiros 100 dias para avançar em ajuste fiscal, digitalização e mudanças na máquina pública

Nesta matéria: falácia identificada.