Flávio Bolsonaro ataca Moraes após visitar Filipe Martins em Ponta Grossa
8 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
8 veículos de centro · 1 veículo de direita

9 fontes políticas
Como decidimos →O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, interrompeu a agenda de campanha no sábado, 5 de setembro de 2026, para visitar Filipe Martins na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná. Ex-assessor especial para Assuntos Internacionais no governo de Jair Bolsonaro, Martins cumpre pena de 21 anos em regime fechado, imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no julgamento do chamado Núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado. A visita, de cerca de uma hora e meia, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Ao sair, o candidato chamou Moraes de laranja podre dentro do Supremo, pediu o impeachment do ministro no Senado e disse que pretende proteger a instituição, e não pessoas.
Veículos de direita apresentaram a visita como gesto de solidariedade a um perseguido político e como denúncia de abuso judicial. Nessa leitura, Filipe Martins foi condenado por uma minuta que ninguém jamais viu, mantido preso por acessar uma rede social e mantido no cárcere longe da família enquanto o relator do caso, Alexandre de Moraes, aparece em mensagens ligadas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sem qualquer consequência.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todas as coberturas confirmam os mesmos fatos básicos: a visita ocorreu em 5 de setembro de 2026 na Cadeia Pública de Ponta Grossa, durou cerca de uma hora e meia, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e teve como objeto Filipe Martins, condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 21 anos por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado. Também há convergência de que o candidato personalizou o ataque no relator e evitou atingir a Corte como instituição.
A visita do senador Flávio Bolsonaro ao ex-assessor Filipe Martins, preso em Ponta Grossa, colocou o candidato do Partido Liberal em rota de colisão com o ministro Alexandre de Moraes, em meio à crise aberta no Supremo Tribunal Federal pelo caso do Banco Master. A seguir, como cada campo da imprensa contou o episódio.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, interrompeu a agenda de campanha no sábado, 5 de setembro de 2026, para visitar Filipe Martins na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no interior do Paraná. Ex-assessor especial para Assuntos Internacionais no governo de Jair Bolsonaro, Martins cumpre pena de 21 anos em regime fechado, imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no julgamento do chamado Núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado. O encontro durou cerca de uma hora e meia, entre 13h e 14h30, e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo e responsável pela execução da pena.
Ao deixar a unidade prisional, o candidato classificou a condenação como injusta e chamou Moraes de laranja podre dentro do Supremo. Disse que o ministro usou o inquérito das fake news para perseguir adversários políticos, cobrou que o Senado paute o impeachment dele e afirmou que, se eleito, seu papel será proteger as instituições, e não pessoas. Na comitiva estavam o candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro, e o candidato ao Senado Filipe Barros, ambos do Partido Liberal.
A cobertura de centro convergiu nos fatos verificáveis e os manteve colados ao processo. Registrou que Filipe Martins foi condenado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, e que a Procuradoria-Geral da República atribuiu a ele participação na elaboração de uma das versões da chamada minuta do golpe, o que a defesa nega. Esses veículos também reconstituíram a cronologia da prisão: Martins estava em prisão domiciliar até 2 de janeiro de 2026, quando Moraes decretou a preventiva por descumprimento da proibição de uso de redes sociais, e em abril o ministro declarou o trânsito em julgado e determinou o cumprimento definitivo da pena. Parte dessa cobertura acrescentou contexto desfavorável ao próprio candidato, ao lembrar que ele admitiu ter pedido financiamento ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para um filme sobre o pai, e descreveu a estratégia da campanha de personalizar o ataque no relator sem atingir a Corte, gesto que incluiu uma conversa do coordenador da campanha com outro ministro do Supremo.
Veículos de direita deram outro peso ao mesmo sábado. Trataram a prisão como violação de direitos e abuso de decisão judicial, deram espaço central à fala de que Martins está preso por uma minuta que nunca existiu, descreveram o sofrimento do preso pela distância da família e emendaram o bloco de propostas de segurança do candidato, com mais de meio milhão de novas vagas em presídios e endurecimento penal. Nessa cobertura, a acusação de que Moraes teria editado um contrato envolvendo sua mulher e Vorcaro aparece sem a negativa do ministro, e o que o Supremo deu por provado para condenar Martins não é apresentado ao leitor.
Veículos de esquerda não produziram cobertura própria do episódio até o momento. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, seria de que a única agenda pública do fim de semana serviu para converter um condenado por crime contra a democracia em vítima e para pressionar, em plena campanha, a Corte que julgou a trama golpista.
O pano de fundo é a crise aberta no Supremo depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens de Vorcaro a um contato atribuído a Moraes, e depois que Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de investigação contra o colega. O candidato também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por cogitar pautar o processo contra Mendonça enquanto os pedidos contra Moraes seguem parados.
O que ainda não se sabe é se o Senado pautará qualquer pedido de impeachment, qual será o desfecho do pedido de investigação contra Mendonça sob a Presidência do Supremo, se as acusações sobre o contrato envolvendo a mulher de Moraes serão apuradas formalmente e se a Lei da Dosimetria, citada pelo candidato, chegará a alterar penas já em execução. Também segue sem resposta pública do gabinete do relator o conjunto de acusações feitas na porta da cadeia de Ponta Grossa.
Candidato do PL à Presidência visita Filipe Martins na prisão e diz que ex-assessor é vítima de Moraes. Leia na Gazeta do Povo.

Candidato à Presidência citou contrato de advocacia que teria sido editado por Alexandre de Moraes antes de ser assinado por representantes do Banco Master

Filipe Martins, ex-assessor, condenado a 21 anos, é defendido por Flávio em visita

Encontro foi autorizado pelo ministro e teve duração aproximada de 1h30; ex-assessor de Jair Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão em ação penal da trama golpista

Ao vivo: Flávio visita Filipe Martins em Ponta Grossa | Poder Eleições 2026

Candidato à presidência pelo PL visitou Filipe Martins, que está em prisão em Ponta Grossa, e voltou a criticar Moraes

Em visita ex-assessor do pai na prisão, Flávio disse que Alexandre de Moraes usa o inquérito das fake news para perseguir opositores. Leia no Poder360.

Senador vai à cadeia pública de Ponta Grossa (PR) visitar o aliado, que cumpre pena de 21 anos por envolvimento na trama golpista

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visita neste sábado (5) Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência da República,
