Flávio Bolsonaro soma apoio de Caiado, Zema e União Progressista para 2º turno
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Após terminar o primeiro turno à frente de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) acelerou as articulações para ampliar sua coalizão no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Zema e Caiado declararam apoio, a federação União Brasil e PP também, e a campanha mira o restante do centrão.
Flávio Bolsonaro, que começou a campanha isolado, agora acumula apoios de Zema, Caiado, Temer e da federação União Progressista, com Tarcísio de Freitas na articulação. A cobertura de direita enfatiza o contraste com Lula, que ainda não recebeu adesões relevantes e precisa reverter a desvantagem no segundo turno.
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Depois de terminar o primeiro turno à frente de Lula, Flávio Bolsonaro (PL) passou a reunir apoios de ex-candidatos e de partidos do centrão. Veja como as coberturas de centro e de direita descrevem essa articulação e o que ainda falta fechar antes de 25 de outubro.
O primeiro turno da eleição presidencial de 2026, realizado no domingo (4), terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a cobertura de centro, o senador obteve 47,03% dos votos contra 45,16% do petista. A cobertura de direita informa que a diferença foi de mais de 56 milhões de votos para Flávio contra 53,8 milhões para Lula. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Desde então, a campanha de Flávio intensificou as articulações para ampliar a coalizão. A cobertura de centro relatou que a meta é concluir até quinta-feira (8) as principais conversas com partidos do centrão e com candidatos derrotados. A ofensiva tem duas frentes. Uma mira os ex-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A outra busca o apoio de legendas que ficaram neutras no primeiro turno, como União Brasil, Progressistas, Republicanos e Podemos.
Os fatos básicos são confirmados pelas duas coberturas. Zema anunciou apoio na segunda-feira (5), em vídeo nas redes sociais. Caiado, que ficou em quinto lugar com 2,18% dos votos, apareceu ao lado de Flávio em Goiás. A federação formada por União Brasil e Progressistas, que havia declarado neutralidade, passou a apoiar o candidato do PL. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participa da articulação. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), telefonou para Ciro Nogueira, presidente do PP, e para Marcos Pereira, presidente do Republicanos.
A cobertura de direita enfatizou o contraste entre o início e o fim do primeiro turno. Segundo esses veículos, Flávio chegou a ser tratado como isolado, demorou a escolher o vice e fechou chapa pura com Alfredo Gaspar (PL-AL). Agora, na expressão usada por eles, ele empilha apoios. Esses veículos lembram que Zema e Caiado haviam criticado Flávio na campanha, citam o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB) e relatam que Tarcísio abriu diálogo com Podemos e MDB. Também descrevem dois eventos de Flávio e Tarcísio em São Paulo, um almoço com prefeitos no domingo (11) e um ato em São José dos Campos na segunda-feira (12). Já o lado de Lula foi apresentado como sem apoios até agora, com Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) declarando que não apoiarão nenhum dos dois.
A cobertura de centro deu mais peso à cautela e aos obstáculos. Integrantes do PL evitam clima de vitória antecipada e repetem que ainda faltam três semanas. Marinho afirmou que 'não há nada ganho' e que é preciso atrair quem não votou em Flávio no primeiro turno. A mesma cobertura registrou que o PSD, como partido, deve liberar suas bancadas, e que há resistência no Republicanos, como a do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Veículos de esquerda não aparecem neste conjunto de fontes, e a leitura deles sobre as adesões a Flávio não pôde ser registrada. As duas coberturas disponíveis tratam a campanha de Lula apenas como contraponto, sem ouvir seus coordenadores.
O que ainda não se sabe: se o Republicanos, o Podemos e o MDB formalizarão apoio; se o PSD liberará as bancadas; que alianças a campanha de Lula fechará; e se as adesões de lideranças se converterão em votos de quem não escolheu Flávio no primeiro turno.
Equipe do presidenciável do PL tenta ampliar frente política após resultado do primeiro turno e mira adesões de Caiado, Zema e partidos do centrão

Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), candidatos derrotados, e a federação formada por União Brasil e Progressistas declararam apoio
