Flávio escolhe Carlos Portinho para vaga ao Senado pelo RJ
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O PL confirmou nesta terça-feira o senador Carlos Portinho (PL-RJ) como pré-candidato à reeleição ao Senado pelo Rio de Janeiro, escolha selada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência pela sigla. A definição ocorre depois que o ex-governador Cláudio Castro desistiu da disputa ao se tornar inelegível e alvo de investigações da Polícia Federal, e depois que o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, cotado para a segunda vaga, foi preso em flagrante com um fuzil em outra operação da PF e solto dias depois sob uso de tornozeleira eletrônica.
Veículos de esquerda enquadraram a escolha de Portinho como resultado direto do desmonte do palanque bolsonarista no Rio pelas operações da Polícia Federal, que atingiram sucessivamente Cláudio Castro e Márcio Canella.
Veículos de direita enfatizaram a unidade do grupo bolsonarista em torno de Portinho, nome validado pessoalmente por Jair Bolsonaro antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes que restringiu o contato de Flávio com o pai.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os veículos convergem: Portinho foi confirmado pré-candidato ao Senado pelo PL após a desistência de Castro (inelegível e investigado pela PF) e a prisão/soltura de Canella em operação da PF que apura lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi confirmado nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, como pré-candidato do PL à reeleição ao Senado pelo Rio de Janeiro. A escolha foi selada em reunião com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República pela sigla, e encerra um período de indefinição interna que se arrastava desde o início do ano. A definição veio acompanhada de uma condição: a presença de Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, na composição da chapa, seja como suplente de Portinho ou como candidata à segunda vaga em disputa.
A indicação de Portinho ocorre depois de duas baixas sucessivas causadas por operações da Polícia Federal. O ex-governador Cláudio Castro, que inicialmente pleiteava a vaga, desistiu da disputa após se tornar inelegível e ser alvo de investigações relacionadas à Ceperj e ao chamado caso Master. Em seguida, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, cotado para a segunda cadeira, foi preso em flagrante em 7 de julho, quando agentes da Polícia Federal encontraram um fuzil em seu carro durante uma operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Canella foi solto no dia 11 de julho, sob a condição de usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte. Com a vaga de Castro reaberta, Portinho superou a concorrência interna do deputado federal Carlos Jordy e assumiu a indicação, tendo já ocupado o Senado desde 2020, quando assumiu o mandato após a morte do titular Arolde de Oliveira, e hoje lidera a bancada do PL na Casa.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma equilibrada, detalhando a movimentação interna do PL, as datas exatas da prisão e soltura de Canella, e reproduzindo tanto a fala de Flávio sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes de restringir seu contato com o pai quanto a versão da defesa de Canella, que atribui a posse do fuzil a um policial militar responsável por sua segurança. Já veículos de esquerda destacaram que a sequência de operações da Polícia Federal expôs a fragilidade do palanque bolsonarista no Rio, associando o episódio a um relatório do Coaf que aponta movimentação de 7,6 bilhões de reais em seis anos no esquema investigado, e reforçando, em tom editorial, o alerta de que a influência do bolsonarismo sobre a política fluminense segue relevante às vésperas da eleição de 2026. Por outro lado, veículos de direita enfatizaram a unidade do grupo em torno de Portinho, valorizaram sua trajetória como líder da bancada e reproduziram extensamente as declarações de Flávio e do próprio Portinho sobre confiança, lealdade e determinação de vencer a disputa, apresentando a restrição imposta por Moraes como um obstáculo externo enfrentado pela família.
Ainda não está definido se Rogéria Bolsonaro será suplente de Portinho ou se disputará diretamente a segunda vaga ao Senado, nem quem ocupará o espaço de Canella caso ele desista formalmente da pré-candidatura. Também permanece em aberto o desfecho das investigações da Polícia Federal que atingiram Castro e Canella, e o espaço que o deputado Carlos Jordy terá na chapa final do PL fluminense.
Flávio Bolsonaro escolheu o atual senador para disputar a reeleição, mas quer a mãe, Rogéria Bolsonaro, na composição

Senador havia sido preterido pelo partido e foi escolhido para disputar a reeleição após desistência de Castro. Leia no Poder360.

Decisão teve o aval de Jair Bolsonaro; segunda vaga segue em aberto após ação da PF contra ex-prefeito de Belford Roxo

Carlos Portinho assume a pré-candidatura do PL ao Senado no Rio após a desistência de Cláudio Castro motivada por operações recentes da Polícia Federal.
