União Brasil discute apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial
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Depois do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 47,03% a 45,16%, o União Brasil começou a discutir o apoio ao candidato do PL. ACM Neto, derrotado na disputa pelo governo da Bahia, disse que levaria a defesa do apoio à reunião do partido, e o presidente nacional da legenda, Antonio de Rueda, deve se alinhar a Flávio e a Douglas Ruas no Rio.
A direita amplia sua coalizão para o segundo turno. Depois de Flávio Bolsonaro terminar à frente de Lula, o União Brasil se movimenta para somar forças: ACM Neto defende o apoio como caminho para mudar o Brasil, e o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, deve reforçar o palanque do PL no Rio, com peso eleitoral comprovado nas urnas.
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A cobertura converge que o União Brasil caminha para apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno, com ACM Neto e Antonio de Rueda à frente da aproximação.
Depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula, o União Brasil se reúne para decidir sua posição. ACM Neto, derrotado na Bahia, defende o apoio, e o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, deve se alinhar a Flávio e a Douglas Ruas no Rio de Janeiro.
O União Brasil começou a discutir o apoio a Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, no segundo turno da eleição presidencial. O movimento ocorre depois do primeiro turno de 4 de outubro, em que Flávio terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, por 47,03% a 45,16% dos votos.
Na noite da apuração, ACM Neto, derrotado na disputa pelo governo da Bahia, sinalizou que vai defender o apoio do partido a Flávio. Ele disse que viajaria a Brasília para participar, na terça-feira, 6 de outubro, de uma reunião da legenda sobre o posicionamento na eleição presidencial. Segundo ele, para mudar a Bahia será preciso, primeiro, mudar o Brasil. No primeiro turno, ACM Neto havia declarado apoio pessoal a Ronaldo Caiado, do PSD.
Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores, foi reeleito ainda no primeiro turno, com 55,80% dos votos válidos, contra 43,73% de ACM Neto. Jerônimo teve o apoio de Lula. Em seu pronunciamento, ACM Neto atribuiu o resultado a uma campanha de baixo nível do adversário, com ataques pessoais.
No Rio de Janeiro, o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, deve se alinhar a Flávio na disputa presidencial e a Douglas Ruas, também do PL, na corrida pelo governo do estado. Rueda foi eleito deputado federal com 155.836 votos, a oitava maior votação do estado. O movimento deve levar também Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, ao palanque de Flávio. Canella foi o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio, com 197.178 votos. A expectativa é converter esses apoios em votos na Baixada Fluminense, região considerada estratégica pelas duas campanhas.
A cobertura de centro relatou a sinalização de ACM Neto com os números da apuração e registrou a força da direita no novo Congresso: o PL terá 28 senadores em 2027, mais que o triplo da bancada do Partido dos Trabalhadores. Entre os veículos de direita, a cobertura se concentrou na articulação no Rio e no peso eleitoral de Rueda e Canella na Baixada, num tom descritivo de bastidor. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do caso até o momento, o que deixa sem registro a leitura crítica dessa aproximação.
Ainda não se sabe qual será a decisão formal do União Brasil sobre o segundo turno, nem se o partido liberará seus filiados. Rueda e Canella não confirmaram publicamente o apoio, e a campanha de Lula não se manifestou sobre a movimentação.
Derrotado na eleição para o governo, ex-prefeito defende que “para mudar a Bahia, vai ser preciso mudar o Brasil”. Leia no Poder360.

Expectativa é converter os apoios em votos na Baixada Fluminense, região estratégica para as duas campanhas
