Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nas redes sociais uma foto em que aparece orando em uma igreja, com a legenda “Lula, não feche minha igreja”. A publicação veio depois que voltou a circular um suposto post atribuído à deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), no qual ela pediria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que fechasse igrejas.
O print que circula é datado de 2 de outubro de 2022. Segundo a cobertura, o conteúdo foi compartilhado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na quinta-feira, 8 de outubro, e ganhou repercussão durante a campanha presidencial. A mensagem reacendeu a discussão sobre uma antiga alegação de que Lula pretende fechar templos religiosos. A própria cobertura registra que não há comprovação de que Lula tenha anunciado a intenção de fechar igrejas.
Ana Elisa nega ter publicado a mensagem e afirma que o conteúdo é uma montagem. A deputada eleita anunciou que pretende acionar a Justiça Eleitoral contra a divulgação do material e pedir a suspensão da diplomação de Nikolas Ferreira. Ela também mencionou outra publicação antiga atribuída ao deputado, relacionada à Virgem Maria, cuja autoria ele contesta.
O episódio ocorre em meio à disputa pelo eleitorado religioso no segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. A troca de acusações ampliou a repercussão nas redes sociais, em um momento em que a religião voltou ao centro do debate eleitoral. Como só um veículo tratou do assunto, não é possível comparar enquadramentos de outros campos políticos. A cobertura disponível também não traz a versão de Lula nem da campanha do presidente sobre a publicação de Flávio.
O que ainda não se sabe: quem criou ou divulgou originalmente o print, se a Justiça Eleitoral aceitará o pedido de Ana Elisa e se o tema terá peso no resultado do segundo turno.