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O ministro Luiz Fux assumirá em agosto, após o recesso do Judiciário, a presidência da Segunda Turma do STF, no lugar de Gilmar Mendes, que encerra seu período anual no comando. A troca segue o rodízio previsto no regimento interno da Corte, baseado em antiguidade. O colegiado é responsável por julgamentos de peso, entre eles o caso do Banco Master, sob relatoria de André Mendonça, e as fraudes do INSS. O presidente da Turma controla a pauta e define quando os processos vão a julgamento.
O ministro Luiz Fux assumirá, a partir de agosto, logo após o recesso do Judiciário, a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Ele sucede o decano Gilmar Mendes, que encerra seu período anual no comando do colegiado. A mudança segue o rodízio previsto no regimento interno da Corte, pelo qual cada uma das cinco cadeiras preside a Turma por um ano, obedecendo ao critério de antiguidade entre os ministros que ainda não exerceram a função.
A cobertura de centro, incluindo despachos da Agência Brasil, relatou os fatos institucionais com precisão: a Segunda Turma é composta por Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça. O colegiado responde por julgamentos de forte repercussão, entre eles o caso do Banco Master, sob relatoria de Mendonça, e as investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apuram fraudes no banco ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. As fraudes do INSS, com descontos indevidos em benefícios de aposentados, também tramitam na Turma. Na última sessão antes do recesso, Fux recebeu cumprimentos dos colegas e afirmou que velaria para que as divergências representassem 'mero dissenso, com respeito à independência de seus integrantes'.
É na leitura do significado dessa troca que as coberturas divergem. Veículos de direita enfatizaram que a saída de Gilmar e a chegada de Fux representam um reforço ao trabalho de André Mendonça, descrito como quem tem no decano o seu principal opositor na Corte. Para esse enquadramento, o presidente da Turma controla a pauta e a ordem dos julgamentos, de modo que um comando mais alinhado à relatoria tende a destravar processos de forte repercussão, os casos que, segundo a reportagem, 'tiram o sono da classe política'. Essa cobertura também recuperou o histórico de Fux, que ficou isolado ao absolver acusados da trama golpista e, após pressão interna, pediu transferência da Primeira para a Segunda Turma.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo: a perda de um contrapeso garantista dentro do colegiado. Nessa leitura, Gilmar Mendes vinha atuando como voz crítica aos métodos da investigação do Master, tendo comparado as decisões do caso às 'iniquidades da Lava Jato' e alertado contra o uso de prisões preventivas para pressionar investigados a firmar delação. A defesa do devido processo e das garantias individuais aparece como o valor em disputa. Mendonça, por sua vez, rebateu que não prende para obter colaboração e que o caso, com 'contornos de máfia', não se confunde com a Lava Jato.
A cobertura de centro relatou a votação recente em que a Turma, por 3 a 1, manteve as prisões do pai e do primo de Vorcaro, com Gilmar vencido ao defender a flexibilização das cautelares. O que ainda não se sabe é como, na prática, Fux conduzirá a pauta a partir de agosto: quais processos serão priorizados, em que ritmo os casos Master e INSS avançarão e se o novo comando confirmará a expectativa de maior alinhamento à relatoria. Essas respostas só virão com as primeiras sessões após o recesso.
Todos os lados concordam que a troca segue o rodízio regimental do STF, que a Segunda Turma concentra casos sensíveis como o do Banco Master e as fraudes do INSS, e que o presidente da Turma controla a pauta dos julgamentos.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Mesmo despacho factual da Agência Brasil, republicado por veículo de perfil à esquerda. O corpo da matéria em si é neutro e informativo; o viés do veículo não altera o conteúdo, que se limita aos fatos institucionais e à fala de Fux.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de agência pública, estritamente factual: informa a sucessão, a composição da Turma, a fala de Fux e o registro de que ele votou pela absolvição de Bolsonaro, condenado depois a 27 anos. Sem vocabulário valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicado por veículo de perfil pró-mercado, o texto é factual e equilibrado: expõe tanto as críticas de Gilmar à condução da investigação (comparação com a Lava Jato) quanto a defesa de Mendonça, com citações diretas de ambos os lados. O enquadramento sobre 'condução mais alinhada à relatoria' é análise informada, não editorialização ideológica.

Ministro Luiz Fux presidirá a Segunda Turma do STF a partir de agosto. Conheça os casos e a defesa da independência ministerial.

Fux deve assumir lugar de Gilmar Mende em agosto, em meio às críticas do ministro sobre a condução de André Mendonça na relatoria do caso

Ministro substituirá Gilmar Mendes no comando do colegiado, que julga processos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro

Ministro que assume o posto em agosto é mais alinhado a André Mendonça, que é relator do escândalo do Master e tem no decano o seu principal opositor na Corte


O colegiado é responsável pelo julgamento dos processos que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro
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Reportagem analítica que enquadra a troca como vitória de Mendonça sobre Gilmar, com linguagem mais valorativa ('casos que tiram o sono da classe política', 'ficou isolado', 'pressão interna'). O recorte destaca accountability contra corrupção e critica o garantismo de Gilmar, alinhando-se a um enquadramento de ordem e combate à impunidade típico da direita.
Perspectivas omitidas



