Desaprovação a Lula chega a 51% enquanto Tarcísio aciona o STF contra a União
3 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 5 veículos de direita

Resumo da cobertura
Na segunda semana de agosto de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou pressões em três frentes. Pesquisas de três institutos apontaram desaprovação entre 48% e 51%, com aprovação entre 43% e 47%. O governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas, acionou o Supremo Tribunal Federal para obrigar a União a autorizar a garantia federal de um empréstimo de R$ 5,45 bilhões, parado há mais de 70 dias no Ministério da Fazenda, que afirma seguir trâmite regular. No plano externo, o Senado dos Estados Unidos aprovou Daniel Perez como embaixador em Brasília, mas o nome ainda depende do aval brasileiro, e Washington revogou o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em paralelo, o Partido dos Trabalhadores registrou no Tribunal Superior Eleitoral o programa de governo com 13 diretrizes.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
17 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoGoverno Lula rejeita pressão dos EUA para abandonar Tribunal Penal InternacionalGoverno brasileiro rejeita ofensiva dos EUA para que países latino-americanos deixem o TPI e vê tentativa de blindagem jurídica.
Análise editorial
O enquadramento organiza o episódio como resistência soberana a uma ofensiva estrangeira: a ação dos Estados Unidos é descrita como tentativa de 'blindagem jurídica' e de ampliação de influência sobre a América Latina, enquanto o Brasil aparece como defensor histórico da corte internacional. A ênfase em direito internacional, multilateralismo e contenção de poder militar externo é típica do polo à esquerda.
- Qualidade argumentativa
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- Manipulação emocional
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- 25/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não apresenta a íntegra do argumento norte-americano contra o Tribunal Penal Internacional
- Não identifica os diplomatas brasileiros que sustentam a interpretação sobre blindagem jurídica
- Não registra qualquer avaliação favorável à posição de Washington
- TVT NewsPesquisa PoderData/Aya mostra Lula com 41% no 1º turnoPesquisa PoderData/Aya aponta Lula com 41% contra 35% de Flávio Bolsonaro no 1º turno. No 2º, cenário é de empate técnico
Análise editorial
Os números estão corretos e a metodologia é completa, mas a seleção favorece um dos lados: o texto abre e fecha pela vantagem numérica do presidente, detalha seus melhores desempenhos por região e por gênero e omite os indicadores negativos de avaliação apurados no mesmo levantamento. Essa curadoria de ênfase caracteriza enquadramento à esquerda.
- Qualidade argumentativa
- 60/100
- Manipulação emocional
- 28/100
- Clickbait
- 25/100
- Fontes citadas
- 1
Perspectivas omitidas
- Não menciona os índices de aprovação e desaprovação do governo medidos pelo mesmo instituto na mesma rodada
- Não registra a rejeição dos candidatos testados
- TVT NewsConheça o programa de governo do Lula para as eleições 2026Conheça o programa de governo do Lula e as 13 diretrizes propostas para o Brasil: emprego, sustentabilidade e justiça social
Análise editorial
O texto adota o vocabulário do próprio programa como voz narrativa: 'protagonismo internacional', 'combate às desigualdades como eixo transversal', 'a cultura é tratada como direito'. Enfatiza ações afirmativas, direitos de minorias, valorização do salário mínimo e fortalecimento do Sistema Único de Saúde sem distanciamento crítico, marca do enquadramento à esquerda.
- Qualidade argumentativa
- 42/100
- Manipulação emocional
- 35/100
- Clickbait
- 30/100
- Fontes citadas
- 1
Perspectivas omitidas
- Não apresenta custo nem viabilidade fiscal das propostas
- Não registra qualquer crítica de adversários ou de especialistas
- Não confronta as promessas com resultados do mandato em curso
Veículos com viés ao centro
- Poder360Lula é desaprovado por 48% e aprovado por 47%, diz pesquisa CNTLevantamento entrevistou 2.002 pessoas em todo o território nacional, de 05 a 09 de agosto de 2026. Leia no Poder360.
Análise editorial
Separa corretamente desempenho pessoal do presidente e avaliação da gestão, dois indicadores distintos frequentemente confundidos. Informa amostra de 2.002 eleitores, período de campo, margem de erro de 2,2 pontos, registro eleitoral, custo e financiador.
- Qualidade argumentativa
- 80/100
- Manipulação emocional
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- Fontes citadas
- 2
- Poder360Lula é aprovado por 60% e desaprovado por 37% na BA, diz pesquisaReal Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores do Estado de 6 a 10 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.
Análise editorial
Reporta o recorte estadual com os mesmos parâmetros das demais divulgações: amostra de 1.600 eleitores, período de campo, margem de erro, registro eleitoral e custo. Sem adjetivação sobre o desempenho medido.
- Qualidade argumentativa
- 75/100
- Manipulação emocional
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- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não contextualiza o resultado estadual frente aos números nacionais divulgados na mesma semana
- CNN BrasilTarcísio vai ao STF contra governo Lula por demora em aval de R$ 5,45 biSão Paulo alega tratamento desigual e pede ao STF que obrigue a União a autorizar em 48 horas a garantia federal ao empréstimo
Análise editorial
Descreve o pedido, o valor, o prazo de 48 horas requerido e as obras de mobilidade que seriam financiadas, sempre atribuindo as alegações ao governo paulista. Registra que a crítica se insere na campanha eleitoral e cita a acusação já feita por um adversário do presidente sem endossá-la. Informa expressamente que o espaço para resposta segue aberto.
- Qualidade argumentativa
- 70/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 12/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não obteve resposta do Ministério da Fazenda até a publicação
- Não explica o rito de concessão de garantia federal a operações de crédito de estados
Veículos com viés à direita
- Terra Brasil NotíciasEduardo Bolsonaro reage a crise nas contas do governo e faz provocação a LulaO deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta quarta-feira (12), a situação fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Análise editorial
A estrutura é a de amplificação de uma crítica opositora: a fala do deputado abre o texto e organiza o restante. O vocabulário é o do polo à direita, com ênfase em ajuste fiscal, descontrole de gasto público e responsabilização pessoal do governante. O dado da consultoria do Senado é apresentado como confirmação da acusação, não como objeto de análise.
- Qualidade argumentativa
- 35/100
- Manipulação emocional
- 50/100
- Clickbait
- 35/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não explica que restrição de empenho é instrumento orçamentário recorrente e revisável ao longo do ano
- Não ouve o Ministério da Fazenda nem economistas sobre a dimensão real do bloqueio
- Não informa como se comportaram bloqueios equivalentes em anos anteriores
Falácias identificadas
- Ataque pessoal na citação central, que trata o presidente como quem 'quebrou o país'
- Generalização apressada ao tratar uma restrição orçamentária provisória como prova de quebra fiscal
- Gazeta do PovoNeokemp divulga pesquisa para o governo do ParanáNova pesquisa do instituto Neokemp mostra como está a disputa para o governo do Paraná nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do PovoMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Apesar do viés declarado do veículo, o corpo é reporte numérico: cenário estimulado, rejeição, amostra de 1.008 entrevistados, margem de erro de 3,1 pontos e registro eleitoral. A nota editorial sobre discrepâncias entre pesquisas e urnas em 2022 carrega ceticismo, mas vem acompanhada de justificativa metodológica e da decisão de publicar todos os levantamentos, o que a mantém no campo da transparência.
- Qualidade argumentativa
- 77/100
- Manipulação emocional
- 12/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não apresenta comparação com rodadas anteriores do mesmo instituto no estado
- Terra Brasil NotíciasPoderData: Desaprovação do governo Lula atinge 51%A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou mais desaprovação do que aprovação, segundo levantamentoMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Embora o veículo seja de direita, o corpo reporta os percentuais sem adjetivação e chega a registrar que outros institutos apontam cenários distintos conforme metodologia e período. A repetição dos índices negativos em dois parágrafos concentra a leitura no lado desfavorável, mas não chega a constituir enquadramento ideológico explícito.
- Qualidade argumentativa
- 65/100
- Manipulação emocional
- 15/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 1
Perspectivas omitidas
- Não compara o resultado com os demais levantamentos divulgados na mesma semana, que mostram números menos negativos
- Não informa o registro do levantamento na Justiça Eleitoral
Três pesquisas divulgadas na mesma semana colocam a desaprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva entre 48% e 51%. Ao mesmo tempo, o governo de São Paulo levou ao Supremo Tribunal Federal a demora da União em autorizar um empréstimo de R$ 5,45 bilhões, e a relação com os Estados Unidos segue travada na indicação do embaixador Daniel Perez.
A poucos dias do início oficial da campanha eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou a segunda semana de agosto de 2026 pressionado em três frentes simultâneas: a avaliação negativa medida por institutos de pesquisa, uma disputa judicial aberta pelo governo de São Paulo no Supremo Tribunal Federal e o desgaste diplomático com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Partido dos Trabalhadores registrou no Tribunal Superior Eleitoral o programa que orientaria um eventual novo mandato.
Nas pesquisas, três levantamentos divulgados em dias seguidos apontaram na mesma direção. A pesquisa Nexus, contratada pelo banco BTG Pactual e feita com 2.001 eleitores entre 7 e 9 de agosto, mediu 49% de desaprovação e 46% de aprovação, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa CNT, em parceria com o Instituto MDA, ouviu 2.002 eleitores e registrou 48,2% de desaprovação contra 47,3% de aprovação do desempenho pessoal do presidente. O PoderData trouxe o número mais duro: 51% de desaprovação e 43% de aprovação, em 2.400 entrevistas realizadas em 658 municípios entre 9 e 12 de agosto. Os três institutos informaram metodologia, período de campo e margem de erro.
A cobertura de centro concentrou-se nesses dados e no rito institucional. Registrou que a série histórica do levantamento contratado pelo banco começa em março de 2026 com 51% de desaprovação, teve um mês em que a aprovação superou a desaprovação e voltou a se distanciar, o que sugere estabilidade em vez de ruptura. Também detalhou a articulação do governo no Congresso após o recesso, com prioridade para a medida provisória que reduz taxas de importação de encomendas, o projeto de redução de tributos sobre combustíveis e o texto que equipara a misoginia ao crime de racismo, relatado na Câmara pela deputada Tabata Amaral.
Veículos de esquerda deram peso ao programa de governo registrado na Justiça Eleitoral, com 13 diretrizes que incluem o fim da escala 6x1, a redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial, a criação do Ministério da Segurança Pública, a ampliação da educação em tempo integral e a digitalização de serviços do Sistema Único de Saúde. Esses veículos também enfatizaram a recusa brasileira em acompanhar a pressão do secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, para que países da América Latina abandonem o Tribunal Penal Internacional, e destacaram números favoráveis ao presidente, como os 60% de aprovação medidos na Bahia e a vantagem de 41% a 35% sobre o senador Flávio Bolsonaro no cenário de primeiro turno.
Veículos de direita enfatizaram o quadro fiscal e a acusação de uso político da máquina federal. Deram destaque à restrição de R$ 105,5 bilhões em despesas não obrigatórias calculada pela consultoria de orçamento do Senado, equivalente a 31,9% do total analisado, e à crítica do deputado Eduardo Bolsonaro à promessa de ajuste em um eventual novo mandato. Também trataram como perseguição a demora de mais de 70 dias do Ministério da Fazenda em autorizar a garantia federal ao empréstimo de R$ 5,45 bilhões articulado pelo governo de Tarcísio de Freitas com o Banco do Brasil. Em outra frente, colunistas do mesmo campo classificaram como censura a discussão sobre banir a plataforma Discord no Brasil.
A ação judicial é o ponto em que os três campos convergem nos fatos. A procuradora-geral do estado de São Paulo, Inês Coimbra, protocolou ação cível originária pedindo que o Supremo Tribunal Federal obrigue a União a liberar o aval em 48 horas, sob argumento de tratamento desigual: segundo a petição, 61 operações semelhantes tiveram despacho médio inferior a um mês, e um crédito de R$ 2 bilhões para a Bahia saiu em nove dias. Se a autorização não for publicada até 7 de setembro, resolução do Senado suspende a contratação até o próximo mandato, travando recursos para a extensão da Linha 5-Lilás, a implantação da Linha 6-Laranja e obras na Rodovia dos Tamoios. O Ministério da Fazenda respondeu que a operação segue trâmite regular, que o pedido foi aberto em novembro de 2025 e que houve trocas de documentos com o governo estadual.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há prazo definido para o governo brasileiro responder ao pedido de agrément do indicado norte-americano Daniel Perez, e interlocutores do Planalto admitem que a decisão pode ficar para depois de outubro. Não se sabe se a Fazenda assinará o despacho antes de 7 de setembro nem como o Supremo tratará o pedido paulista.
Briefing
O que importa para você
- Se a União não publicar a autorização até 7 de setembro, resolução do Senado suspende o empréstimo até o próximo mandato, adiando a extensão da Linha 5-Lilás, a Linha 6-Laranja e obras na Rodovia dos Tamoios.
- A restrição de R$ 105,5 bilhões em despesas não obrigatórias atinge principalmente Saúde e Educação em 2026, segundo a consultoria de orçamento do Senado.
- O programa registrado no Tribunal Superior Eleitoral promete fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, além de regras para trabalhadores de aplicativos.
- A ausência de embaixador norte-americano em Brasília prolonga o impasse comercial e mantém a embaixadora brasileira em Washington sem visto válido.
Onde os lados divergem
- Sobre as pesquisas: veículos de esquerda destacam a liderança do presidente no primeiro turno e os 60% de aprovação na Bahia; veículos de direita destacam os 51% de desaprovação e a avaliação ruim ou péssima de 47%.
- Sobre o empréstimo paulista: a direita trata a demora como perseguição a adversário, comparando com nove dias para um estado aliado; a cobertura de centro reproduz a versão da Fazenda de que houve aumento de pedidos em período eleitoral.
- Sobre a crise com os Estados Unidos: a esquerda lê a demora no agrément como exercício de soberania; a leitura oposta trata o impasse como isolamento diplomático.
Onde os lados concordam
Os três campos aceitam os mesmos fatos verificáveis: a desaprovação do governo federal supera a aprovação em todos os levantamentos nacionais divulgados na semana; o pedido de garantia federal ao empréstimo de R$ 5,45 bilhões de São Paulo está parado desde 10 de junho no Ministério da Fazenda; e o nome do embaixador norte-americano Daniel Perez, já aprovado pelo Senado dos Estados Unidos, depende do aval do governo brasileiro para assumir.
O que ainda está incerto
- Não há prazo definido para o governo brasileiro responder ao pedido de agrément, e interlocutores admitem que a decisão pode ficar para depois de outubro.
- Não se sabe se o Ministério da Fazenda assinará o despacho antes de 7 de setembro nem como o Supremo Tribunal Federal decidirá o pedido de liminar.
- A divergência entre institutos, de 48% a 51% de desaprovação, impede afirmar se há queda ou estabilidade na avaliação do governo.
Fontes
Levantamento entrevistou 2.002 pessoas em todo o território nacional, de 05 a 09 de agosto de 2026. Leia no Poder360.

Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores do Estado de 6 a 10 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta quarta-feira (12), a situação fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da

Nova pesquisa do instituto Neokemp mostra como está a disputa para o governo do Paraná nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo

Governo brasileiro rejeita ofensiva dos EUA para que países latino-americanos deixem o TPI e vê tentativa de blindagem jurídica.

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou mais desaprovação do que aprovação, segundo levantamento

Pesquisa PoderData/Aya aponta Lula com 41% contra 35% de Flávio Bolsonaro no 1º turno. No 2º, cenário é de empate técnico

São Paulo alega tratamento desigual e pede ao STF que obrigue a União a autorizar em 48 horas a garantia federal ao empréstimo

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