STF só julga emendas parlamentares após a eleição, afirma Flávio Dino
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

O ministro Flávio Dino, relator no Supremo Tribunal Federal das ações sobre emendas parlamentares, afirmou em 22 de setembro de 2026 que o caso só deve ir ao plenário depois das eleições. Em audiência pública em Brasília, ele disse que a fase de instrução está encerrada e que o processo está pronto para julgamento, mas considerou que pautá-lo às vésperas do pleito seria desleal e desrespeitoso com o Congresso Nacional. A data efetiva depende da presidência da Corte, hoje com Edson Fachin.
Veículos deste lado: CNN Brasil
O caso é lido pela chave do controle sobre o uso do dinheiro público: as ações no Supremo Tribunal Federal expõem a dificuldade de identificar origem e destino de recursos distribuídos por emendas, e o tema já produziu crise institucional aberta com o Congresso Nacional.
Veículos deste lado: Gazeta do Povo
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
2 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As duas coberturas registram os mesmos fatos centrais: Flávio Dino declarou encerrada a fase de instrução, descartou pautar o caso durante o período eleitoral para não confrontar o Congresso Nacional e transferiu à presidência do Supremo Tribunal Federal a decisão sobre a data do julgamento.
O relator das ações sobre emendas parlamentares no Supremo Tribunal Federal declarou encerrada a fase de instrução e disse que só levará o caso ao plenário depois do pleito, para não interferir na relação com o Congresso Nacional. A definição da data, porém, cabe à presidência do tribunal, e o desfecho pode levar mais de um ano.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou em 22 de setembro de 2026 que as ações que discutem as regras de indicação, execução e fiscalização das emendas parlamentares só devem ser levadas ao plenário da Corte depois das eleições. A declaração foi dada durante audiência pública em Brasília, convocada para que o relator fosse atualizado sobre as diligências já cumpridas nos processos.
Segundo Dino, a fase de instrução foi encerrada e o caso está pronto para julgamento, mas pautá-lo agora seria inadequado. Se pautasse o tema faltando quinze dias para a eleição, disse o ministro, cometeria uma atitude desleal e desrespeitosa com outro Poder. Ele apontou ainda o encerramento de uma legislatura e o começo de outra como momento mais apropriado para a transição de modelo. A decisão sobre a data efetiva do julgamento cabe à presidência do tribunal, hoje exercida por Edson Fachin.
A cobertura de centro relatou o alcance do que está em jogo. Três ações questionam os mecanismos de repasse: duas tratam das chamadas emendas Pix, transferências especiais em que o dinheiro vai direto aos municípios, e uma terceira trata das emendas impositivas, individuais e de bancada, de execução obrigatória e sob risco de extinção no julgamento. Essa cobertura também registrou que os processos tramitam desde 2021, que a relatoria era de Rosa Weber antes da aposentadoria dela e que Dino conduz ainda o caso das emendas de relator, o chamado orçamento secreto, já declarado inconstitucional. O próprio ministro estimou que o desfecho pode levar mais de um ano, considerando sustentações orais, o aprofundamento das discussões entre os ministros e eventuais pedidos de vista.
Veículos de direita deram ao mesmo fato um enquadramento de crise. Trataram o processo pela chave do desvio de recursos e da dificuldade de identificar a origem e o destino final do dinheiro público, lembraram que a ação foi proposta pelo partido Rede Sustentabilidade e registraram que o tema já provocou atrito institucional aberto entre o Supremo e o Congresso Nacional. Essa cobertura destacou também a presença de Alexandre de Moraes, vice-presidente do tribunal, que acompanhou parte da audiência, classificou o debate como questão estrutural da maior importância e defendeu cautela, ao dizer que a pressa não permitiria analisar todos os aspectos relevantes.
Até o fechamento deste texto, nenhum veículo de esquerda havia publicado cobertura própria do episódio, de modo que não existe, neste caso, um enquadramento desse lado para comparar com os demais.
A divergência entre as coberturas está menos nos fatos e mais no objeto atribuído à ação. A leitura de centro descreve um processo sobre transparência e rastreabilidade capaz de redesenhar a forma como o orçamento é distribuído, com atenção ao risco de extinção das emendas impositivas. A leitura de direita nomeia desvio e irregularidade já no título e organiza o caso como capítulo de uma crise entre poderes. Nas duas, a informação de base é a mesma: o relator considera a instrução encerrada e prefere esperar o fim do ciclo eleitoral.
O que ainda não se sabe é quando o plenário de fato analisará o caso. Os processos que entrariam na pauta de outubro não haviam sido divulgados até o momento da audiência, e a definição depende da presidência da Corte. Também segue em aberto qual será o destino das emendas impositivas, quais critérios de transparência e rastreabilidade serão fixados e de que maneira o Congresso Nacional responderá a um julgamento logo no início de uma nova legislatura.
Ministro indicou que processo já está pronto para ser levado ao plenário, mas rejeitou liberar o caso antes do pleito: "Seria uma atitude desleal e desrespeitosa que eu não cometo em relação a outro Poder"

Julgamento sobre transparência das emendas deve ocorrer após as eleições para evitar interferência no processo eleitoral. Leia na Gazeta do Povo.
