Flávio Bolsonaro corre contra prazo do TSE após alteração na filiação partidária
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilEntenda o que pode acontecer com juiz de MG que bebeu e fumou em audiênciaO juiz de 2ª instância Milton Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, apareceu “virando” uma garrafa de vinho e acendendo um cigarro durante uma sessão virtual(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- O registro da candidatura presidencial do Partido Liberal precisa ser apresentado até as 19h de sábado, 15 de agosto; passado o prazo, a disputa migra para discussão judicial.
- Seis presidenciáveis já estão registrados, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, Romeu Zema e Renan Santos.
- O plenário do Conselho Nacional de Justiça decide em 18 de agosto sobre a suspensão do juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que pode chegar à perda do cargo.
Onde os lados concordam
As duas frentes de cobertura tratam os fatos como procedimentais e não os disputam: o prazo eleitoral termina às 19h de 15 de agosto, a certidão de filiação de Flávio Bolsonaro apareceu vinculada ao Missão em 12 de agosto e não há confirmação de ataque hacker. No caso do Judiciário mineiro, há convergência de que o afastamento do juiz é cautelar e depende de decisão posterior do Órgão Especial e do Conselho Nacional de Justiça.
O que ainda está incerto
- Quem alterou a filiação partidária do senador no sistema da Justiça Eleitoral e se houve invasão de alguma base de dados.
- Se a Polícia Federal chegou a abrir investigação e se o Tribunal Superior Eleitoral vai se manifestar antes do fim do prazo.
- Qual sanção o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais aplicará ao magistrado afastado.
O registro da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência esbarrou em uma alteração no cadastro de filiação partidária, e o prazo do Tribunal Superior Eleitoral termina às 19h de sábado, 15 de agosto. Esta análise reúne o que a cobertura de centro e a de direita apuraram sobre o caso e sobre o afastamento cautelar de um juiz em Minas Gerais.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, tem até as 19h deste sábado, 15 de agosto, para registrar a candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. O prazo passou a pesar depois que a equipe do senador não conseguiu concluir o procedimento na quinta-feira, 13 de agosto. Ao acessar o sistema da Justiça Eleitoral, a campanha encontrou Flávio Bolsonaro cadastrado como filiado ao Missão, partido de Renan Santos, adversário na corrida ao Planalto. A certidão emitida naquele dia indicava que o senador teria deixado o Partido Liberal em 12 de agosto, embora classificasse sua situação eleitoral como regular.
A cobertura de veículos de direita, a única a tratar diretamente do episódio no material reunido, descreveu o problema em chave sobretudo procedimental. As convenções partidárias se encerraram em 5 de agosto e foi o Partido Liberal que definiu o nome do senador, de modo que aparecer vinculado a outra legenda cria um obstáculo formal ao registro da chapa. Segundo essa cobertura, a campanha pretende pedir a correção do cadastro e acionar a Polícia Federal para apurar como a alteração ocorreu. Integrantes da equipe levantaram hipóteses que vão de invasão dos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral à violação das bases do próprio Partido Liberal ou do Missão, sem que houvesse, até agora, confirmação de ataque hacker.
O ponto prático é o relógio. Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para encaminhar os pedidos de registro. Se o Partido Liberal não apresentar o pedido dentro do período, a candidatura entra em terreno jurídico mais complexo e passa a depender de medidas posteriores perante a Justiça Eleitoral, ou seja, de uma discussão sobre a possibilidade de registro fora da data-limite. Até quinta-feira, seis presidenciáveis já haviam formalizado candidatura: Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição, Hertz Dias, Samara Martins, Wilson Grassi, Romeu Zema e Renan Santos.
No mesmo agrupamento de reportagens, a cobertura de centro tratou de outra frente do Judiciário. O juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, apareceu bebendo vinho e acendendo um cigarro com maçarico durante uma sessão virtual de julgamento em 10 de agosto, o que interrompeu os trabalhos. O Conselho Nacional de Justiça determinou a suspensão provisória do magistrado, que também está proibido de frequentar o tribunal e de acessar seus sistemas eletrônicos. Essa cobertura detalhou as sanções previstas na Resolução 135/2011, que vão da censura à perda do cargo, e informou que a medida cautelar será submetida ao plenário do órgão em 18 de agosto. O juiz publicou um vídeo em que se diz vítima de difamação e ataca a cúpula do Judiciário.
Veículos de esquerda não haviam publicado sobre nenhum dos dois casos no material reunido até aqui. A ausência deixa sem contraponto tanto a leitura de que a falha no cadastro eleitoral é um episódio isolado quanto a discussão sobre a fragilidade das bases de dados partidárias e sobre os limites do controle disciplinar de magistrados. A divergência visível hoje é de ênfase: a cobertura de direita concentra-se no risco de uma candidatura escolhida em convenção ser inviabilizada por um erro de sistema, enquanto a de centro se atém ao rito administrativo e às penalidades formais.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há explicação sobre quem alterou a filiação do senador, nem confirmação de que houve invasão de sistema, nem informação sobre a abertura efetiva de inquérito pela Polícia Federal ou manifestação do Tribunal Superior Eleitoral antes do fim do prazo. Também não há definição sobre o desfecho do processo disciplinar contra o juiz mineiro, que depende do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e do plenário do Conselho Nacional de Justiça.
Fontes

O juiz de 2ª instância Milton Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, apareceu “virando” uma garrafa de vinho e acendendo um cigarro durante uma sessão virtual

Candidato do PL tem até as 19h de sábado (15) para apresentar o registro; problema na filiação partidária impediu a formalização nesta quinta-feira