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Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 15 de julho de 2026, mostra que 69% dos eleitores apoiam o fim da escala de trabalho 6x1, ante 22% contrários. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho e está registrado no TSE sob o número BR-07181/2026. A mesma pesquisa avaliou o programa Desenrola 2.0 e a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, além de medir a corrida presidencial de 2026, na qual Lula amplia vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro, que perde apoio até entre eleitores de direita.
Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, mostra que 69% dos eleitores brasileiros são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de expediente por apenas um de folga. Os contrários à mudança somam 22%, enquanto 9% não têm opinião formada ou preferiram não responder. O levantamento também revela que 53% dos entrevistados usariam o tempo livre conquistado para descansar e ficar mais perto da família, e metade acredita que trabalharia menos horas por semana caso a proposta seja aprovada no Congresso, onde tramita a PEC 221/19.
A mesma pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026, trouxe ainda dois recortes de avaliação de políticas do governo Lula: o programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0, lançado em maio, e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A cobertura de centro, feita pelo Estado de Minas, e a cobertura da Jovem Pan, historicamente alinhada à direita mas que neste caso reproduziu os números do instituto sem interpretação própria, convergem nos mesmos dados: 87% dos entrevistados dizem não ter sentido benefício do Desenrola 2.0 em suas famílias, e 65% afirmam não ter sido alcançados pela isenção do IR, embora entre os beneficiados a maioria relate aumento de renda, ainda que moderado.
Ainda dentro da mesma rodada, a Genial/Quaest mediu o impacto sobre a corrida presidencial de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu apoio mesmo entre eleitores de direita não bolsonaristas, caindo de 82% para 74% de intenção de voto nesse grupo, e recuou de 97% para 91% entre os bolsonaristas. No cenário de segundo turno simulado, Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador, vencendo por 45% a 37%, oito pontos percentuais de distância.
Não foi identificada, até o fechamento desta reportagem, cobertura de veículos de esquerda sobre esta rodada específica da pesquisa. Diante dos mesmos números, uma leitura mais à esquerda tenderia a interpretar a rejeição à escala 6x1 como confirmação de uma demanda histórica dos trabalhadores por menos jornada e mais tempo de convívio familiar, e a enxergar a insatisfação com o Desenrola 2.0 e a isenção do IR como sinal de que os programas de transferência de renda do governo ainda precisam ampliar seu alcance, não como fracasso da política em si. Já a cobertura de direita, ao reproduzir os dados sobre o Desenrola sem contestá-los, deixou implícita a leitura de que a maioria da população não percebeu retorno concreto do gasto público com o programa, reforçando o argumento de cautela fiscal defendido por setores mais liberais.
O que ainda não está claro é o motivo exato da queda de Flávio Bolsonaro entre os eleitores de direita não bolsonaristas — a pesquisa não detalha se o movimento está ligado à proibição imposta a ele pelo ministro Alexandre de Moraes, citada apenas de passagem nas matérias relacionadas, nem se a tendência deve se consolidar até a eleição de outubro de 2026. Também não há indicação de quando a PEC 221/19, que discute o fim da escala 6x1, deve ser votada no plenário da Câmara.
Ambos os veículos concordam que a pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais, e que Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno em relação ao levantamento anterior.
2 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto factual, limita-se a relatar a queda de apoio a Flávio Bolsonaro segmentada por perfil de eleitor e a comparar com pesquisa anterior e com levantamento da Nexus, sem juízo de valor sobre as causas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicado por veículo com viés editorial de direita, o texto se limita a reproduzir números da pesquisa Genial/Quaest sem adjetivação ou interpretação, inclusive apresentando dados desfavoráveis ao governo Lula (87% não sentiram benefício do Desenrola 2.0) e favoráveis (55% avaliam o programa como boa ideia) lado a lado, o que caracteriza cobertura factual e não uma linha editorial.

Número de brasileiros que usaria a oportunidade para 'descansar e passar mais tempo com familiares' é de 53%

Pesquisa mostra queda de oito pontos na intenção de voto do senador em grupo bolsonarista e direita não bolsonarista em comparação ao levantamento anterior
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Perspectivas omitidas



