O Instituto Paraná Pesquisas divulgou em 29 de julho de 2026 um levantamento que mede a disputa pelo governo de São Paulo e a avaliação da gestão de Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Os números mostram o atual governador na liderança tanto na corrida eleitoral quanto na aprovação de sua administração. No cenário de primeiro turno, Tarcísio aparece com 48,5% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT, ocupa a segunda posição com 35,1%. Os demais candidatos testados pela primeira vez neste levantamento, Vera Lúcia, do PSTU, Carlos Machado, do PCB, e Vivian Mendes, da UP, somam menos de dois pontos cada.
Em um eventual segundo turno, o único cenário testado pelo instituto, Tarcísio venceria com 51,8% contra 38,3% de Haddad. A pesquisa também mediu a aprovação do governo estadual: 63,8% dos eleitores aprovam a gestão e 32,1% a reprovam, uma leve oscilação para cima na comparação com junho. Na rejeição eleitoral, Haddad é o nome mais rejeitado, com 42,9%, enquanto Tarcísio registra 27,1%.
A cobertura de centro relatou os dados de forma direta, com ênfase na metodologia: 1.680 eleitores ouvidos presencialmente em 79 municípios, entre 25 e 28 de julho, margem de erro de 2,4 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-04624/2026. Uma parte dessa cobertura destacou ainda a regra eleitoral que permitiria a reeleição em primeiro turno, já que Tarcísio tem mais intenções de voto do que a soma de todos os adversários, e informou que o estudo custou 50 mil reais, pago com recursos próprios do instituto. Veículos de direita enfatizaram a leitura de força política do governador, tratando a aprovação elevada como validação da administração e a rejeição de Haddad como o principal obstáculo do petista.
Veículos de esquerda deram menos destaque ao levantamento e, quando o mencionaram, tenderam a relativizar seu alcance, lembrando que faltam meses para a eleição, que a pesquisa testou apenas um cenário de segundo turno e que apoios recém-anunciados de PSol e Rede podem estreitar a diferença ao longo da campanha. Todos os lados, porém, partem dos mesmos números divulgados pelo instituto.
O que ainda não se sabe é se essa vantagem se manterá até a votação de outubro, como se comportariam outros cenários de segundo turno não testados, e em que medida a alta aprovação da gestão se converterá efetivamente em voto. A pesquisa é um retrato do momento e não incorpora o efeito da campanha, dos debates e das alianças que ainda serão firmadas.