Gilmar Mendes diz que silêncios no comando do TSE na eleição não são neutros
Relato de fonte única, atribuído a Revista Fórum. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou no X, na noite de 2 de novembro, que de quem conduz o órgão que organiza o pleito se espera a postura de árbitro equidistante e que silêncios e hesitações não são neutros. Ele não citou nomes. O contexto relatado é o impasse sobre a prorrogação da votação no segundo turno de 25 de outubro, quando Cristiano Zanin estendeu o horário até as 19h, e a nota de 28 de outubro em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições transcorreram com normalidade.
Briefing
O que importa para você
- No segundo turno de 25 de outubro, a votação foi estendida até as 19h por decisão de Cristiano Zanin, que entrou no sistema do STF às 17h01, depois do horário de encerramento.
- A cobrança parte do decano do Supremo e mira a condução do Tribunal Superior Eleitoral, não o resultado das urnas.
O que ainda está incerto
- Até a madrugada de 3 de novembro, quando saiu a matéria analisada, ela não registrava resposta de Kassio Nunes Marques ou do TSE à publicação de Gilmar Mendes.
- A publicação não nomeia o alvo: a ligação com Nunes Marques é leitura da cobertura.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, publicou no X que de quem conduz o Tribunal Superior Eleitoral se espera imparcialidade e que silêncios e hesitações não são neutros. A cobrança veio após o impasse sobre a prorrogação da votação no segundo turno de 25 de outubro, sem citar Kassio Nunes Marques pelo nome.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou na noite de 2 de novembro, em seu perfil na rede social X, uma cobrança sobre a condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026. Segundo o texto, de quem está na condução do órgão que organiza o pleito se espera a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe, e silêncios e hesitações não são neutros.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso no conjunto analisado, e ele é de esquerda. Nenhum veículo de centro e nenhum veículo de direita cobriu a manifestação no conjunto analisado.
De acordo com essa cobertura, Gilmar não citou pelo nome o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A matéria afirma que a referência a quem dirige o órgão situa o recado na presidência do tribunal. Na mesma publicação, o decano reconheceu que o colegiado garantiu o cumprimento das regras democráticas, mas acrescentou que a solidez do processo eleitoral não pode depender apenas da força do colegiado. Ele também escreveu que a ausência de manifestações pode abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir o que poderia ter sido resolvido na origem e servir de pretexto a quem ataca o sistema eleitoral.
O contexto relatado é o impasse do segundo turno, em 25 de outubro. Naquele dia, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), pediram à Justiça Eleitoral mais tempo de votação, citando dificuldades no transporte de eleitores e problemas climáticos. Enquanto Nunes Marques pedia informações para analisar os pedidos, a campanha de Lula recorreu ao Supremo. O ministro Cristiano Zanin determinou, às 16h57, a extensão da votação até as 19h em todo o país. A decisão entrou no sistema do STF às 17h01, depois do horário previsto para o encerramento, e gerou confusão nas seções eleitorais. Depois disso, Nunes Marques orientou que as seções ainda abertas funcionassem até as 19h.
O veículo de esquerda registrou a versão do presidente do TSE. Em nota de 28 de outubro, anterior à manifestação de Gilmar, Nunes Marques afirmou que as eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e reconheceu instabilidade na reta final de votação, sustentando que o pleito foi entregue com segurança. A matéria observa que a publicação do decano não menciona nominalmente Nunes Marques nem a decisão de Zanin. No enquadramento, o texto afirma que o contraste entre o elogio ao colegiado e a advertência ao comando do tribunal dá o tom da crítica à gestão de Nunes Marques, e associa a sequência do segundo turno à advertência sobre outras instâncias chamadas a resolver o que poderia ter sido enfrentado na origem.
Fontes
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma dura cobrança à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de
