Governador de SC acusa Lula de xenofobia e aciona PGR contra petista
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoGovernador de SC aciona PGR contra Lula por xenofobia após defesa das cotas raciaisJorginho Mello diz que fala de Lula em Itajaí atacou catarinenses e anuncia representação à PGR por xenofobia após crítica a cotas raciais.(abre em nova aba)
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Briefing
O que importa para você
- O governador pretende protocolar a representação na PGR na segunda-feira.
- O gatilho foi a tentativa de extinguir cotas raciais nas universidades, já derrubada pelo STF por inconstitucionalidade.
Onde os lados divergem
- Esquerda diz que a fala defendia as cotas raciais e combatia o racismo, e que a acusação de xenofobia esvazia esse debate.
- Direita diz que Lula insinuou que os catarinenses são racistas e feriu a honra do estado, configurando conduta criminosa.
Onde os lados concordam
Esquerda e direita concordam que Lula citou Hitler e falou em hegemonia branca ao defender cotas raciais em Itajaí, e que o governador Jorginho Mello (PL) vai acionar a PGR alegando xenofobia.
O que ainda está incerto
- Como a PGR vai tratar a representação e se haverá qualquer procedimento.
- A posição do Planalto, que não se manifestou até a publicação das matérias.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do PL, anunciou que vai acionar a Procuradoria-Geral da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo é uma fala que Lula fez em Itajaí, no litoral norte catarinense, na sexta-feira. Segundo o governador, a representação deve ser protocolada na PGR na segunda-feira, com base na acusação de xenofobia atribuída ao discurso presidencial.
A cobertura de centro relata que o episódio começou quando Lula defendeu as cotas raciais nas universidades e criticou uma tentativa de extingui-las em Santa Catarina, medida que o Supremo Tribunal Federal havia derrubado por inconstitucionalidade. No discurso, o presidente afirmou que o estado não pode permitir a prevalência do racismo, falou em combate à chamada hegemonia branca e citou Adolf Hitler como exemplo histórico de uma ideologia que terminou mal. Para Jorginho Mello, essa fala ultrapassou o limite do debate político e atingiu diretamente a honra do povo catarinense.
Veículos de esquerda destacaram que a fala de Lula tinha como alvo a defesa de uma política afirmativa já protegida pela Justiça e o combate à desigualdade racial. Nessa leitura, a reação do governador esvazia o debate sobre racismo e desloca o foco da proteção de direitos das minorias para uma suposta ofensa regional. A citação a Hitler é apresentada como advertência contra a ideologia da superioridade branca, e não como ataque aos catarinenses.
Veículos de direita enfatizaram a reação política ao presidente. Para essa cobertura, Lula generalizou e insinuou que os catarinenses são racistas e se consideram superiores a moradores de outros estados, o que seria conduta criminosa e preconceituosa. O governador sustenta que uma coisa é o debate político, ao qual responde com fatos, e outra é chamar o povo de um estado de racista. O senador Sérgio Moro, pré-candidato do PL ao governo do Paraná, também foi às redes sociais para rebater o presidente.
O que ainda não se sabe é como a PGR vai tratar a representação, se haverá abertura de qualquer procedimento e qual a viabilidade jurídica da acusação de xenofobia contra uma autoridade por uma fala de conteúdo político. A Secretaria de Comunicação do Planalto não se manifestou sobre o caso até a publicação das matérias.
Fontes

Jorginho Mello diz que fala de Lula em Itajaí atacou catarinenses e anuncia representação à PGR por xenofobia após crítica a cotas raciais.

Para Jorginho Mello, fala do presidente sobre catarinenses ultrapassa limite do debate político e atinge diretamente a honra da população