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O governo do Paraguai convocou o embaixador do Brasil, Jose Antonio Marcondes de Carvalho, para uma reuniao nesta sexta-feira (31), em reacao a uma fala do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai. O chanceler paraguaio Ruben Ramirez Lezcano informou que os presidentes Santiago Pena e Lula ja conversaram por telefone sobre o tema, tratado como delicado. Ha divergencia entre as coberturas sobre onde a fala ocorreu.
O governo do Paraguai convocou o embaixador do Brasil em Assuncao, Jose Antonio Marcondes de Carvalho, para uma reuniao marcada para esta sexta-feira, em reacao a uma declaracao do presidente Luiz Inacio Lula da Silva sobre a Guerra do Paraguai. O anuncio foi feito na quinta-feira pelo chanceler paraguaio, Ruben Ramirez Lezcano, que classificou o assunto como delicado e afirmou que o tema vem sendo tratado no mais alto nivel entre os dois governos. Segundo o Paraguai, os presidentes Santiago Pena e Lula ja conversaram por telefone, e os ministros das Relacoes Exteriores dos dois paises abordaram a questao em um encontro no Peru.
O conflito ao qual Lula se referiu ocorreu entre 1864 e 1870 e opos Brasil, Argentina e Uruguai de um lado ao Paraguai de outro. No pais vizinho, ele e conhecido como Guerra da Triplice Alianca e descrito como um episodio sensivel da historia nacional. A fala presidencial foi feita durante um evento sobre defesa, no qual Lula argumentava a favor de investimento nas Forcas Armadas e lembrou que, no passado, o Paraguai teria invadido o Brasil e vizinhos.
Ha consenso entre as coberturas sobre os fatos centrais: a convocacao do embaixador, a conversa telefonica entre os presidentes, o contato entre os chanceleres e a sensibilidade historica do tema. Os veiculos de esquerda destacaram que a declaracao foi feita para ilustrar a importancia do investimento em defesa e enfatizaram o esforco diplomatico de moderacao conduzido pelos dois governos, alem de reproduzirem a fala de Lula na integra. A cobertura de centro relatou de forma factual a convocacao, a nota oficial e as manifestacoes do chanceler paraguaio, dando paridade aos dois lados.
Ja os veiculos de direita enfatizaram o desgaste diplomatico e a cobranca por esclarecimentos, apresentando o episodio como aumento de tensao nas relacoes bilaterais e ressaltando que autoridades paraguaias trataram a fala como uma distorcao dos fatos historicos. Nessa leitura, ganha relevo a defesa dos interesses nacionais paraguaios feita pelo governo de Santiago Pena e a presenca do vice-presidente do pais na reuniao com o embaixador.
Um ponto de divergencia relevante entre as coberturas e o local da declaracao: um relato situa a fala em um evento de uma empresa de defesa em Jacarei, no interior de Sao Paulo, enquanto outro afirma que ela ocorreu em Lima, no Peru. As datas tambem nao coincidem plenamente. Ainda nao se sabe o teor exato da nota oficial que sera entregue ao embaixador, qual sera a resposta formal do Itamaraty e se o episodio tera desdobramentos concretos sobre a agenda bilateral entre os dois paises.
Os dois lados concordam que o Paraguai convocou o embaixador brasileiro em reacao a fala de Lula sobre a Guerra do Paraguai, que os presidentes conversaram por telefone e que o tema e diplomaticamente sensivel.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto factual: relata a convocacao, cita nota oficial, reproduz na integra a fala de Lula e a resposta do chanceler paraguaio, sem vocabulario valorativo. Registra que a fala foi em Jacarei (SP), num evento da Avibras.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Enquadramento enfatiza a 'tensao diplomatica' e o desgaste do governo Lula, com titulo em caixa alta ('URGENTE'). Destaca a cobranca por esclarecimentos e a distorcao historica alegada pelas autoridades paraguaias. Localiza a fala em Lima, no Peru, divergindo da outra cobertura.
Perspectivas omitidas
Governo paraguaio informou que o presidente Santiago Peña e o presidente Lula conversaram por telefone sobre o tema, considerado como “delicado”.

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Guerra do Paraguai provocou uma reação do governo
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