Durigan prevê linhas de crédito e capacitação a empresas com o fim da escala 6x1
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Para a cobertura de esquerda, o fim da escala 6x1 é uma conquista de quem trabalha, e o governo mostra responsabilidade ao prever crédito e capacitação para que os pequenos negócios façam a transição sem prejuízo ao trabalhador. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou a mudança como civilizacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que o governo prevê criar linhas de crédito específicas e programas de capacitação para ajudar empresas a se adaptarem ao fim da escala 6x1. A mudança foi aprovada no Senado na quinta e promulgada pelo Congresso no mesmo dia da fala. Não foram apresentados valores, prazos nem critérios.
A cobertura de direita enfatizou que o fim da escala 6x1 foi aprovado a toque de caixa, sob pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em plena campanha, e que setores econômicos temem alta de custos repassada ao consumidor. A oferta de crédito, sem detalhes, aparece como remendo para um ônus que o governo minimiza.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo prevê linhas de crédito e programas de capacitação para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1, promulgado pelo Congresso em 16 de outubro. Valores, prazos e critérios ainda não foram definidos, e a cobertura se divide sobre o alcance do anúncio.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (16) que o governo federal prevê criar linhas de crédito específicas e programas de capacitação para ajudar as empresas a se adaptarem ao fim da escala de trabalho 6x1. A declaração foi dada em entrevista a uma emissora de televisão, no mesmo dia em que o Congresso Nacional promulgou a mudança, aprovada no Senado Federal um dia antes.
"É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação", disse o ministro. Ele acrescentou que o governo já trabalha com a previsão de linhas específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6x1. Durigan não apresentou valores, prazos nem critérios de concessão, e disse que o governo ainda vai avaliar quais setores e portes de empresa serão de fato afetados.
A cobertura de centro relatou que o ministro citou ainda a possibilidade de parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e com outros sistemas de capacitação, para ajudar sobretudo pequenos negócios a modernizar processos. Como exemplo, mencionou empresas familiares que ainda registram pedidos manualmente. Segundo a regra promulgada, o trabalhador terá dois dias de descanso remunerado por semana, com redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Durigan afirmou que entre 68% e 70% dos empregos no país já estão fora da escala 6x1 e que o limite de crédito para pequenas empresas já foi ampliado de R$ 250 mil para R$ 500 mil, inclusive para capital de giro. O ministro não anunciou desoneração da folha de pagamento nem compensação direta aos empregadores.
Veículos de esquerda destacaram o caráter de transição assistida. Para essa cobertura, a mudança é descrita como civilizacional, nas palavras do ministro, e o Estado entra como parceiro dos pequenos negócios, com crédito e treinamento. O texto realça os ganhos que Durigan apontou, como maior produtividade e menor rotatividade de trabalhadores, e destaca que o apoio fica concentrado em financiamento e capacitação, não em compensação direta aos empregadores.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo. A cobertura associa a promulgação à pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líder das pesquisas de intenção de voto no segundo turno, previsto para 25 de outubro. Afirma que a medida foi aprovada a toque de caixa e é criticada duramente por setores econômicos, que alertam para aumento de custos repassados ao consumidor. Cita estimativa do Banco Inter de que a redução de 44 para 40 horas pode diminuir a produtividade da economia em 0,47%, com impacto maior em vigilância, onde os custos podem subir 5,5%, e na saúde, com alta de 2%. Registra que Durigan, apontado como porta-voz econômico da campanha de Lula, minimizou o efeito ao falar em ônus minoritário para alguns empresários.
O que ainda não se sabe é o desenho concreto do apoio. Não há valores, prazos, critérios de acesso nem definição de quais setores serão priorizados. Também não está claro se haverá alguma compensação aos segmentos com custos mais altos, como vigilância e saúde, nem como o cronograma de redução gradual da jornada vai se combinar com as linhas de crédito prometidas.
Dario Durigan (foto) afirma que linhas de financiamento e programas de capacitação devem apoiar a adaptação dos negócios

"De fato, tem um ônus para alguns empresários, mas é um ônus que é minoritário", frisou o ministro da Fazenda

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, governo já trabalha com a possibilidade de lançar uma linha especial de crédito
