Instituição Fiscal Independente calcula pacote de Lula em R$ 298,4 bilhões
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, calculou que as medidas anunciadas pelo governo Lula em 2026 somam R$ 298,4 bilhões. A maior parte, R$ 185,7 bilhões, é crédito com juros subsidiados que deve voltar à União. A dívida pública está em 82,9% do PIB.
Veículos de direita tratam o conjunto como pacote eleitoreiro às vésperas da votação e destacam o risco para as contas públicas, com a dívida em 82,9% do PIB e a meta de primário insuficiente para estabilizá-la.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As duas coberturas reconhecem o cálculo de R$ 298,4 bilhões da Instituição Fiscal Independente, a dívida de 82,9% do PIB e a necessidade de atenção às contas públicas em 2027.
A Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, estima em R$ 298,4 bilhões o custo das medidas anunciadas pelo governo Lula. A maior parte é crédito subsidiado que volta à União, e a dívida pública está em 82,9% do PIB, segundo o Banco Central.
A Instituição Fiscal Independente, órgão vinculado ao Senado Federal, calculou que o conjunto de medidas anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, já soma R$ 298,4 bilhões. O levantamento foi divulgado em 16 de outubro de 2026, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, e reúne iniciativas criadas ao longo do mandato.
A cobertura de centro detalhou a composição do valor. A maior parte, R$ 185,7 bilhões, é de natureza financeira e financia programas de crédito com juros subsidiados, como o Move Brasil, voltado à compra de automóveis, e a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média. Esses recursos devem ser devolvidos à União. Outros R$ 93,8 bilhões correspondem a medidas com impacto primário. Segundo a cobertura de centro, esse grupo se divide em R$ 63,2 bilhões de despesas primárias e R$ 30,6 bilhões de renúncia fiscal. Os R$ 18,9 bilhões restantes são recursos de terceiros, fora do orçamento, como os do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e da Conta de Desenvolvimento Energético.
Entre as medidas citadas estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, os subsídios aos combustíveis, o programa Agora Tem Especialistas, o reajuste do Bolsa Família e a terceira versão do Desenrola. O estudo estima que as novas linhas de crédito criadas ou ampliadas desde 2024 gerem R$ 10,2 bilhões em subsídios implícitos em 2026, a valor presente. Também há propostas com efeito a partir de 2027, como a tarifa zero no transporte público aos fins de semana, com custo anual estimado entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões, e a elevação do limite de faturamento dos microempreendedores individuais de R$ 81 mil para R$ 140 mil, com custo de R$ 8,1 bilhões em três anos.
O contexto fiscal é de pressão. A dívida pública chegou em agosto a 82,9% do PIB, ou R$ 11,1 trilhões. Em setembro, o Ministério do Planejamento e Orçamento elevou a projeção de déficit primário para 2026 a R$ 80,9 bilhões, contra R$ 52 bilhões em julho, e anunciou contingenciamento de R$ 13,6 bilhões.
Veículos de direita enfatizaram o caráter eleitoral do conjunto, classificando-o como pacote eleitoreiro, e deram destaque à fala do diretor da instituição, Alexandre Seijas. Para ele, a meta de primário em vigor não basta para estabilizar a dívida, e o resultado primário que o faria seria de 2,1% do PIB. A cobertura de direita ressaltou o risco de endividamento, embora admita que os valores misturam operações de naturezas diferentes e não representam gasto direto do Tesouro.
A cobertura de centro deu mais espaço à necessidade de ajuste fiscal em 2027, segundo economistas, e a possíveis efeitos secundários, como o do fim da escala 6x1, aprovado pelo Senado. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria estima que a redução para 40 horas semanais elevaria custos de produção em até R$ 267,2 bilhões. Esse número não integra o cálculo da instituição.
Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o tema neste conjunto de fontes, e o governo não aparece com voz própria nas duas matérias.
O que ainda não se sabe é como o governo responde ao cálculo, quanto das propostas para 2027 será de fato enviado ao Congresso e aprovado, e como o próximo governo lidaria com o ajuste que economistas consideram necessário.
Benefícios, subsídios e linhas de crédito pressionam contas públicas e IFI alerta para avanço da dívida. Leia na Gazeta do Povo.

Cálculo feito pela Instituição Fiscal Independente endossa alerta de economistas da necessidade de um ajuste fiscal no próximo ano; dívida pública brasileira já chega a 82,9% do PIB
