Flávio Bolsonaro propõe nova regra fiscal e corte de gastos; Lula mantém arcabouço
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As propostas econômicas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) divergem sobre contas públicas, impostos e trabalho, mas as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida. Na sabatina de sexta-feira, Flávio comparou o tempo todo o governo atual com sua proposta, e o detalhamento do ajuste fiscal seguiu em aberto.
A cobertura de esquerda enfatiza que o plano de Flávio Bolsonaro depende de cortes de despesas sem detalhamento, com risco para serviços públicos e área social, enquanto o projeto de Lula combina crescimento, investimento e proteção a quem depende do Estado.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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As duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública e dizem que manterão programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergem sobre ajuste fiscal, impostos e trabalho, mas reconhecem que a dívida pública precisa ser contida. Após a sabatina de sexta-feira (16), o detalhamento dos cortes de Flávio segue em aberto.
As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergem na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho, mas as duas campanhas reconhecem a necessidade de conter o crescimento da dívida pública. O contraste central está nos instrumentos para equilibrar as contas e estimular a economia. O tema voltou ao debate depois da sabatina de Flávio, na sexta-feira (16), em uma emissora de televisão, um dia depois da de Lula.
A cobertura de centro relatou que Lula pretende manter o arcabouço fiscal, o mecanismo que limita o crescimento das despesas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico, com investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. Na área tributária, o presidente defende maior progressividade, com contribuição proporcionalmente maior das rendas mais altas. No trabalho, propõe valorização real do salário mínimo e redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte de salário.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida, redução de ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas, além de cortes de impostos e simplificação regulatória. Também defende modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários e medidas para o agronegócio, como logística, armazenamento de safras, seguro rural e produção nacional de fertilizantes. Em agosto, a coordenadora da equipe econômica, Daniella Marques, falou em ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, em torno de R$ 190 bilhões. No dia 9, o candidato negou que acabará com o Bolsa Família e o Farmácia Popular.
As duas campanhas dizem que manterão programas sociais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. A pergunta que a cobertura deixa é como financiar essas iniciativas diante das metas fiscais de cada um. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, as perdas com a redução de tributos. No de Lula, o resultado depende do crescimento, da arrecadação e do controle dos gastos.
Sobre os governos anteriores, a reportagem lembra que o PIB cresceu em média cerca de 1,4% ao ano entre 2019 e 2022, e cerca de 2,9% ao ano de 2023 a 2025. O desemprego caiu a 5,6% em 2025, segundo o IBGE. A dívida bruta, que fechou 2022 em torno de 72% do PIB, chegou a 82,9% em agosto deste ano. O texto adverte que pandemia, guerra na Ucrânia, juros e cenário internacional impedem atribuir os resultados a um único presidente.
Os veículos de esquerda, em reportagem de agência pública, destacaram a falta de detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos, ponto que, segundo o texto, ainda exige esclarecimento, e mencionaram a análise de economistas de que um corte amplo de gastos afetaria a área social. Uma análise de centro sobre a sabatina afirmou que Flávio se apresentou como candidato típico de oposição, encaixando Lula e o PT em quase todas as respostas e atribuindo a eles os problemas do país. Até o momento, nenhum veículo de direita aparece nesta cobertura, de modo que o enquadramento desse campo não pôde ser relatado.
O que ainda não se sabe é quais despesas seriam cortadas para chegar ao ajuste de 1,5% do PIB, como a redução de impostos seria compensada e qual seria o custo da redução da jornada semanal para 40 horas.

Em sabatina, candidato do PL encaixou petista em quase todas as respostas; declarações sobre o pai foram destaque

Presidente aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda. Candidato do PL defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.